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Corantes podem causar hiperactividade em crianças, diz estudo

06 de setembro, 2007

Uma pesquisa feita pela Universidade de Southampton, na Inglaterra, concluiu que corantes e conservantes encontrados em alimentos infantis e refrigerantes podem ser relacionados a hiperatividade e distúrbios de concentração em crianças.

O estudo – encomendado pela Food Standards Agency, a Vigilância Sanitária da Grã-Bretanha, e publicado na revista científica Lancet – oferecia três tipos diferentes de bebidas a um grupo de 300 crianças de três, oito e nove anos de idade.

Uma das bebidas continha uma forte mistura de corantes e conservantes, outra tinha a quantidade média de aditivos que as crianças ingerem por dia, e a última era um placebo, sem nenhum aditivo.

Os níveis de hiperatividade foram medidos antes e depois de as crianças beberem um dos líquidos aleatoriamente.

Coquetel de aditivos

O grupo que ingeriu a mistura A, com alto nível de aditivos, teve “efeitos adversos significativos” em comparação com o que bebeu o placebo.

O pesquisador responsável pelo estudo, Jim Stevenson, defendeu que algumas misturas de corantes artificiais e benzoato de sódio, um conservante usado em sorvetes e doces, estavam ligadas a um aumento de hiperatividade.

“No entanto, os pais não devem achar que é possível prevenir problemas de hiperatividade completamente apenas retirando esses aditivos da comida”, explicou ele.

“Sabemos que há muitos outros fatores nessa questão, mas pelo menos este (a ingestão de aditivos) é um que a criança pode evitar.”

Hiperatividade

Entre 5% e 10% das crianças em idade escolar sofrem algum tipo de desordem de atenção, com sintomas como impulsividade, dificuldade de concentração e atividade excessiva.

Mais meninos que meninas são diagnosticados com o problema e as crianças afetadas pela condição geralmente tem dificuldades acadêmicas, com um desempenho fraco na escola.

Médicos dizem que fatores como a genética, o nascimento prematuro, o ambiente e a criação também podem ser associados à hiperatividade.

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14/06/2008 Posted by | Necessidades Educativas Especiais | , | Deixe um comentário

COMPRA-SE PAZ SOCIAL

João Miranda

investigador em biotecnologia
jmirandadn@gmail.com

A economia portuguesa é uma economia mista. Não é nem uma economia de mercado nem uma economia em que o Estado controla todos os meios de produção. É uma mistura dos dois sistemas. O sector privado entrelaça-se com o sector público. O Governo controla o sector privado através das participações directas e indirectas em empresas públicas e semipúblicas, da carga fiscal, da regulamentação, das concessões, dos subsídios e dos concursos públicos. O sector privado influencia o Governo através da interferência na luta política e da colocação de homens de confiança em posições-chave.

Numa economia mista, os agentes económicos têm duas formas de competir. Ou adoptam uma perspectiva de mercado e especializam- -se em servir os seus clientes ou adoptam uma perspectiva política e especializam-se na pressão política sobre o Governo. Os empresários do sector dos transportes optaram pela pressão política. Perceberam que bloquear estradas é uma actividade muito mais rentável do que transportar mercadorias para os seus clientes. Perceberam que o empreendedorismo político é muito mais rentável que o empreendedorismo económico. Enquanto empresários mostraram sentido de oportunidade e capacidade de organização.

Os empresários dos transportes descobriram um cliente político interessado nos seus serviços. O Governo está interessado em comprar a chamada “paz social”. Mas, mais importante, descobriram um cliente com meios para pagar o serviço. As transportadoras descobriram o melhor de todos os clientes. Descobriram um cliente que pode dar o que não é seu. O Governo compra “paz social” com o dinheiro dos contribuintes. É sabido que quem faz compras com o dinheiro dos outros tende a gastar mais do que o necessário. Os empresários dos transportes conseguiram vender a “paz social” por um bom preço. Mas a oportunidade não se esgotou. O Governo continua disposto a comprar “paz social”. Quem quer vender? Faltam 15 meses para as eleições.

14/06/2008 Posted by | Política: artigos de opinião | , | Deixe um comentário

Falta de apoio a crianças com défice de atenção

Os pediatras que acompanham as crianças que sofrem de síndroma de défice de atenção lamentam a falta de apoios do Estado aos portadores do distúrbio.
As críticas foram feitas ontem num simpósio que teve lugar em Braga. Os clínicos queixam-se ainda da ausência de estudos que permitam conhecer os números da prevalência da doença em Portugal.

“O Estado não olha para as crianças com défice de atenção”, acusa Miguel Palha, pediatra do desenvolvimento.
O médico afirma que não é dado “nenhum apoio aos centros de desenvolvimento que trabalham com as crianças” e lamenta que o papel do Estado se limite à comparticipação dada aos medicamentos.
Também a directora do Centro de Desenvolvimento Infantil de Braga, Ana Sofia Branco, alinha pela mesma crítica: “Os apoios são cada vez mais escassos.” A pediatra espera, no entanto, que seja possível alargar no curto prazo os apoios educativos a todas as crianças com dificuldades de aprendizagem.
O síndroma de défice de atenção está associado à hiperactividade, mas pode também estar relacionado com patologias como a dislexia e a ansiedade. As crianças que sofrem desta doença são tidas como “cabeças na lua” e “alunos que não prestam atenção a nada”. Na prática acontece “exactamente o contrário”, esclarece Gabriela Pereira, pediatra do Hospital de São Marcos: “Eles prestam atenção a tudo, mas não conseguem focar-se em nenhum dos estímulos”.
Os clínicos lamentam que em Portugal não se estude o tema, mas investigações análogas realizadas noutros países apontam para que cinco a sete por cento da população em idade escolar sofra de défice de atenção associado à hiperactividade. A prevalência sobe para dez por cento quando consideradas as outras patologias. As consequências para as crianças sentem-se sobretudo a nível académico, com taxas de insucesso escolar altas, mas também nas dificuldades observadas em termos de integração e socialização.

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14/06/2008 Posted by | Necessidades Educativas Especiais | | Deixe um comentário