Livresco’s Weblog

O que vou lendo por ai…

Eduardo Dâmaso, Director-Adjunto do CM: Guardiões da honra

Uma das coisas mais escandalosas que a ‘Face Oculta’ tem revelado é a ligeireza com que se multiplicam os insultos de dirigentes do PS aos investigadores e magistrados do caso. O mais irrelevante do que tem sido dito está na multidão de rapaziada embasbacada com Sócrates que pulula pela internet.

Uns mais desinteressados, outros puramente empenhados em defender umas migalhas, todos muito encandeados com a luminosidade da propaganda governamental. Agora veio o advogado Proença de Carvalho, que há anos diaboliza polícias e magistrados. Habitualmente com opiniões respeitáveis, desta vez com adjectivos inqualificáveis. Por fim, o candidato do PS rotundamente derrotado nas Europeias, Vital Moreira, que despejou todo o desprezo que é capaz na expressão “agente local”, qualificativo aplicado ao Ministério Público de Aveiro. Estes continuadores da prosápia governamental fazem tábua rasa do trabalho e da seriedade de pessoas que servem o Estado, algumas há mais de 30 anos, e com inegável competência e prestígio. Alguns dos prestimosos guardiões da honra de Sócrates são só patetas, mas outros têm responsabilidades públicas e políticas sérias. Mais valia que soubessem estar calados quando não sabem conciliar a defesa de amigos com o respeito pelo trabalho dos outros.

Fonte: Correio da Manhã de 16.02.2009

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16/02/2010 Posted by | Política: artigos de opinião | , , , , | Deixe um comentário

Manuel António Pina: Todos gratos

Estava mesmo a ver-se que o tiro da “roubalheira” do BPN e outros tiros no pé, como o da “bárbara agressão” do 1.º de Maio ou o do “PCP de Direita”, iriam sair pela culatra ao “professor de Coimbra, meu Deus!”. Vital Moreira bradou (e Ana Gomes re-bradou) que “figuras gradas do PSD” estariam envolvidas na “roubalheira”, no “escândalo” e na “vergonha”. Afinal, segundo se soube entretanto, parece que há também figuras gradas de outro partido – aquele por que ambos se candidataram – “envolvidas” (o que quer que isso queira dizer). É o que acontece quando se cospe para o ar, o cuspo acaba por cair em cima do cuspidor. Em certas matérias, aconselha o bom senso que nem PS nem PSD se apedrejem, e até um professor de Coimbra, ainda por cima “meu Deus!”, deveria saber que não é bom para nenhuma delas as comadres começarem a arrepelar-se uma à outra, pois acabam ambas carecas. Ontem, Sócrates, reconhecendo a carecada do PS, agradeceu a Vital Moreira; os restantes partidos têm também razões para lhe estarem gratos. Quer a vitória do PSD quer as subidas eleitorais da CDU e do BE lhe ficam a dever muito.

Fonte: Jornal de Notícias de 08.06.2009

08/06/2009 Posted by | Política: artigos de opinião | , | Deixe um comentário

Vital embaraça Sócrates com caso Freeport

Candidato afirmou que no lugar de Lopes da Mota teria suspendido funções até ao fecho do processo disciplinar

Depois de não manifestar apoio à recondução de Durão Barroso na chefia da Comissão e de irritar Alegre por causa da disciplina de voto, o candidato do PS nas eleições europeias disse o contrário do que defendeu Sócrates.

“Se estivesse naquele lugar, mas não quero julgar ninguém, eu, porventura, pediria suspensão de funções enquanto o processo disciplinar decorresse”.

Com esta frase, dita anteontem à noite, em Évora, Vital Moreira criou mais um embaraço ao líder socialista que, nesse dia (perante os deputados e o país) defendeu que só no final do processo disciplinar – aberto pelo procurador-geral da república, Pinto Monteiro – ao presidente do Eurojust, por alegadas pressões sobre os dois magistrados do caso Freport, se saberia se houve “responsabilidades pessoais”.

Para o constitucionalista, a suspensão de funções “tornava claro que uma coisa é o exercício de funções, outra coisa é o processo disciplinar”. Ressalvando que “num Estado de direito ninguém pode ser condenado antes de ser condenado”. “Há indícios fortes de ter havido uma infracção, há uma acusação, há um processo disciplinar a decorrer”, concluiu.

A contradição foi de imediato aproveitada pelo cabeça-de-lista do PSD no sufrágio de 7 de Junho, Paulo Rangel, que apontou aconvergência de Vital com a opinião dos sociais-democratas, de que o procurador deveria afastar-se ou demitir-se.

“Se ele não defendesse o afastamento do procurador Lopes da Mota mantinha o silêncio sobre esse assunto”, referiu Rangel, realçando a clara divergência entre as opiniões de Vital Moreira, do PS e do Governo “quanto às pressões no caso Freeport”.

Para o líder parlamentar do PSD desta forma os socialistas “agradam a gregos e a troianos” e satisfazem franjas distintas de eleitorado, o que “não pode passar incólume”, frisou.

A primeira dissonância de Vital com o líder do PS ocorreu a propósito do apoio à recandidatura de Durão Barroso à frente da Comissão Europeia, como candidato natural do Partido Popular Europeu (PPE).

Vital afirmou que se o Partido Socialista (PSE) tiver maioria no hemiciclo deve indicar outro nome – o mesmo defendeu anteontem o líder do PSE, o dinamraquês Rasmussen. Sócrates teve então de evocar “razões patrióticas” para apoiar Barroso.

Depois, foi o reparo a Manuel Alegre: que deveria respeitar a disciplina de voto por ter sido eleito pelo PS e não pelo milhão de votos obtido nas presidenciais.

Ao JN, o porta-voz do PS, Vitalino Canas reafirmou que a posição oficial do PS sobre o assunto é a que foi divulgada dois dias antes. “Eu compreendo as declarações de Vital Moreira, mas a minha posição é de primeiro-ministro”, disse, ontem, no Europarque, José Sócrates.

Fonte: Jornal de Notícias de 15.05.2009

15/05/2009 Posted by | Política: notícias | , | Deixe um comentário

Do Blog Sou Contra a Corrente: As moscas são sempre as mesmas!

Vital em Évora sobre o sr Lopes da Cruz: Se estivesse naquele lugar, mas não quero julgar ninguém, eu, porventura, pediria suspensão de funções enquanto o processo disciplinar decorresse
Vital em Coimbra : “Não disse tal coisa e não vou dizer o que disse ontem” in
P
Temos que sacudir estas varejeiras!!!!!!!!
Fonte: Blog Sou Contra a Corrente

15/05/2009 Posted by | Política: artigos de opinião | | Deixe um comentário

Do Blog A Outra Varinha Mágica: NÓS, BOTA-ABAIXISTAS, somos contra a energia solar!


Nós, os bota-abaixistas somos uns chatos. Vemos maldade em tudo o que toca o Primeiro-Ministro. Somos nós que fazemos com que Portugal cresça menos do que os outros quando a fase é de crescimento e somos nós que atrasamos a recuperação económica. Fomos nós, bota-abaixistas quem subiu os impostos, umas vezes às claras outras não. Nós, bota-abaixistas degradámos os bairros sociais com o nosso bota-abaixismo, pioramos o policiamento de proximidade e criamos clivagens na sociedade. Nós, deterioramos as instituições. Fomos nós, bota-abaixistas, os responsável pela nacionalização do BPN e pela não nacionalização do BPP. Somos nós, bota-abaixistas quem aprovou o Código de Processo Penal que coloca criminosos na rua, corruptos a salvo e permite aos pedófilos prescrições simpáticas e condenações simbólicas. Fomos nós, os bota-abaixistas quem chegou a imaginar que poderia haver uma Lei do enriquecimento ilícito e que se acabasse com a vergonha dos off-shore. E somos nós, bota-baixistas quem irresponsavelmente quer atrasar o país, impedindo que aeroportos e TGV’s se façam e fiquem na gaveta, porque achamos irresponsavelmente que Portugal não aguenta mais empréstimos enquanto não assegurar crescimento económico. Nós, os bota-abaixistas, somos até capazes de ver maldade no Governo só por ter obrigado crianças a mentir sobre um computador que não têm, apenas porque o Primeiro-Ministro confundiu as suas funções de Estado com as de líder do PS. Somos os mesmos bota-abaixistas que chegaram a duvidar que fosse possível fazer uma licenciatura por fax e que um professor pudesse dar todas as cadeiras que faltavam ao quase engenheiro José Sócrates. Nós, bota-abaixistas somos até capazes de interrogar porque razão o Governo português não acautelou 150 milhões de euros quando “salvou” repetidamente a Qimonda da falência que nós, com o nosso bota-abaixismo, fizemos falir um mês depois. E somos nós, bota-abaixistas quem constantemente inventa histórias sobre o Freeport. Fomos nós, bota-abaixistas, quem se abotoou com quatro milhões do “outlet” e mais uns tantos na Cova da Beira e depois denunciou o negócio aos ingleses. Nós, os bota-abaixistas, achamos que temos direito a ler documentos públicos, como escrituras… públicas. Que bota-abaixismo este de nos interrogarmos porque razão o Primeiro-Ministro consegue comprar casas mais baratas. E que lamentável bota-abaixismo nos faz estranhar que desapareçam papéis dos notários. Que lástima somos nós, bota-abaixistas. Que atraso de vida significamos para o País. Nós, bota-abaixistas, que não conseguimos sequer entender porque precisamos de três auto-estradas entre Lisboa e Porto, mas defendemos que os hospitais do interior permaneçam abertos. Somos os mesmos bota-abaixistas que queríamos, imagine-se, que em Portugal houvesse maternidades em todo o lado, para não termos que ver os nossos filhos nascerem espanhóis. Ao que chegámos quando ainda há bem pouco tempo duvidámos da empresa que o Primeiro-Ministro e o Ministro da Economia escolheram para nos vender painéis solares com comparticipação do Estado. Que tristeza, termos duvidado até da certificação dos ditos painéis. Se não houvesse política do bota-abaixismo, Portugal seria um país muito mais livre, evoluído e simpático. As obras e os negócios seriam feitos sem grandes questões e, sobretudo, sem jornalistas bota-abaixistas a perguntarem coisas que ofendem o Primeiro-Ministro. Sem bloggers bota-abaixistas a levantarem questões éticas. Seria um país mais produtivo, porque os lambe-botas do regime não precisariam de policiar o twitter, os directores gerais de policiar os seus serviços e mesmo os senhores do Eurojust não precisariam de almoçar com magistrados em Portugal. Que bota-abaixismo este. De facto, José Sócrates tem razão, não é com a política do bota-abaixismo que se cria riqueza. O que cria riqueza é a maioria absoluta.
Fonte: Blog A outra Varinha Mágica

15/05/2009 Posted by | Política: artigos de opinião | , | Deixe um comentário

Alberto Gonçalves: A vítima Vital – O PS parece apostado em salvar uma campanha até ver desastrosa mediante a insistência no martírio do candidato

Portugal é como aquelas festas chatíssimas em que só acontece alguma coisa depois de sairmos. Mal aterrei no lado oposto do Atlântico, uma mensagem no telemóvel informava-me que Vital Moreira havia sido agredido e insultado na manifestação da CGTP do 1º de Maio. A festa, portanto, aquecia. Ainda que, inexplicavelmente, os media americanos teimem em ignorar a existência do prof. Vital, tenho seguido o assunto pela Internet e constatado que a festa continuou a aquecer semana afora.

Ao que as escassas visitas aos sites nacionais me permitem apurar, o PS acusa a CGTP e o PCP pela agressão e exige desculpas, a CGTP desculpa os agressores e pede desculpas pela agressão, o PCP acusa o PS por acusar o PCP e, naturalmente, exige desculpas. À revelia da indignação do PS, começou a constar que elementos do Bloco de Esquerda também participaram na folia.

Não vale a pena comentar sujeitos que andam em matilha a insultar o seu semelhante (ou, literalmente, ex-semelhante). Quem insulta sozinho pelo menos possui outra dignidade (e, admito, outras hipóteses de detenção policial ou internamento psiquiátrico). Vale notar a imediata evocação da Marinha Grande feita pelo prof. Vital logo no momento do incidente.

O episódio das agressões a Mário Soares naquela localidade, em 1985, fundou uma crença irrevogável entre os agentes do país político: candidato que leve uns sopapos em campanha tem a eleição garantidamente ganha. Apesar da rima, duvido. A ideia, assaz cristã, de que o sacrifício é indicador de virtude aos olhos do eleitorado parte de dois pressupostos discutíveis: o primeiro é que o êxito de Soares após os sopapos não se deveu a uma série de factores circunstanciais e irrepetíveis; o segundo é que o eleitorado é estúpido.

O PS acredita furiosamente em ambos e parece apostado em salvar uma campanha até ver desastrosa mediante a insistência no martírio do candidato, o qual, graças aos borrifos e ofensas, elevou dentro da sua cabeça o estatuto superior que se atribui desde a nomeação. Eleitoralmente, o PS lá saberá o que faz. Moralmente, o PS não sabe o que diz, e, a propósito de balbúrdias públicas, não lhe fica bem queixar–se em demasia do “ódio” dos comunistas. Como se verificou há cinco anos, em Matosinhos, o amor dos socialistas pelo antecessor do prof. Vital teve consequências um bocadinho mais trágicas do que um fato molhado e o ego cheio.

Fonte: Jornal de Notícias de 12.05.2009

12/05/2009 Posted by | Política: artigos de opinião | | Deixe um comentário

Manuel António Pina: Vital, o “amordaçado”

Aproveitando sofregamente a circunstância de Paulo Rangel, cabeça de lista do PSD às europeias, ter usado a palavra “mordaça” para dizer que não se calaria, durante a campanha, sobre questões nacionais, Vital Moreira, o tal candidato “independente” do PS – crendo, como na fábula, que era algum bago -, veio auto-medalhar-se com o facto de que ele é que sabe “o que é suportar mordaça” pois terá “suportado mordaça” durante o Estado Novo, coisa de que o juvenil Rangel, na altura recém-nascido, não pode gabar-se.

Conta-se que uns irlandeses terão procurado um dia George Bernard Shaw ostentando as chagas da repressão inglesa e pedindo o seu apoio à causa republicana, e que Shaw julgou perceber em tal ostentação algum orgulho, comentando: “Não vejo que ter sido maltratado possa ser motivo de orgulho…”. O “professor de Coimbra, meu Deus!” e arrependido do PCP orgulha-se do seu passado de “amordaçado” e tenta pô-lo a render (é, pensará, um capital de credibilidade) na bolsa eleitoral. O que sempre me pergunto, em casos como o de Vital Moreira, é o que, se falasse, o seu passado diria do seu presente.

Fonte: Jornal de Notícias de 17.04.2009

17/04/2009 Posted by | Política: artigos de opinião | , | Deixe um comentário

Manuel António Pina: Intriga em família

Como os tempos vão para arrependidos, se eu fosse a dra. Manuela Ferreira Leite escolhia Zita Seabra para encabeçar a lista do PSD às próximas “europeias”. Como é provável que o PCP venha a ter um comunista à frente da sua candidatura, e como as do PS e do BE contam já com Vital Moreira e Miguel Portas, ambos trânsfugas do PCP, só faltaria o CDS arranjar também um (e eles não faltam por aí) para que a disputa eleitoral se travasse entre comunistas e ex-comunistas, o que talvez pudesse colorir com algum sal as habitualmente sensaboronas eleições para o PE.

O povo aprecia intrigas em família, e espreitar pelo buraco da fechadura do PCP (não é afinal o PCP a escola de quadros da democracia?) tornou-se há muito, em Portugal, um género jornalístico de grande sucesso. Quem quer saber de PACs, de PESCs, de FSEs, de FEOGAs ou de QCAs? Não é Tratado de Lisboa coisa, como diz Vital Moreira, incompreensível para o vulgo que vota e só acessível a “doutores de Coimbra, meu Deus” e aparentados? Uma boa lavagem de roupa ideológica suja seria decerto o melhor tónico para combater a abstenção que se adivinha.

Fonte: Jornal de Notícias de 05.03.2009

05/03/2009 Posted by | Política: artigos de opinião | , | 1 Comentário