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Jornal i (20.07.2011): Entrevista completa do Mário Nogueira (Fenprof)

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20/07/2011 Posted by | Educação: notícias | , , , , , | Deixe um comentário

Do Blog Hora Absurda: Avaliação, obras nas escolas, desemprego, globalização, contentorização

Avaliação dos professores está a decorrer com normalidade – RTP Notícias

José Sócrates recordou que “nunca houve um momento na minha vida e na dos que aqui estão presentes em que, ao mesmo tempo, o Japão, Estados Unidos, Europa, a Rússia, e de certa forma a economia global estivesse toda ela em recessão”.

Todos os governos-fantoche do mundo podem utilizar a desculpa da recessão mundial. Mas não podem furtar-se à responsabilidade de nos terem conduzido pela via da globalização. Ou será que não tínhamos escolha? Então vivemos numa ditadura sem sabermos. Quem são os ditadores?

A avaliação de professores não passa de um logro, o pior que fizeram aos professores, e que eles engoliram calados, foi precarizar o emprego dos professores do quadro de nomeação definitiva (PQND). Com efeito, todos os PQND passaram a PQE (professores do quadro de escola) que já podem ser despedidos. Apenas os ditos novos titulares não perderam regalias. Se os professores do ex-quadro de nomeação definitiva, já podem ser despedidos, há que ter um mecanismo que permita o despedimento. Esse mecanismo chama-se avaliação.

Os professores do ex-quadro de nomeação definitiva, que o atingiram com muito sacrifício, estão agora quase ao nível dos trabalhadores a recibo verde. Fala-se de desemprego mas vai-se abatendo os indesejáveis, os novos-pobres vão servir para engordar os novos-ricos que, para além de casos Freeport, ainda conseguem ir buscar algum às obras nas escolas. Na minha escola, uma das escolas sólidas deixadas do “antigamente”, as obras começam em Abril, e aos professores precarizados pede-se colaboração para transferir o equipamento para os contentores onde irão dar aulas durante… sei lá, até serem despedidos.

Os contentores que, segundo dizem, são sofisticados (e certamente caros) servirão para quê depois? Para casas de “sem-abrigo”, isto é, dos professores a despedir? Para vender à Serra Leoa? Para receber os presos de Guantánamo? Vão ser necessários milhares de contentores por essas escolas todas. Com tanto dinheiro aplicado, não seria melhor construir-se escolas novas de raíz quando necessário? Mas isso talvez não fosse uma solução tão “freeport” e não traria qualquer transtorno aos professores cuja vida se pretende infernizar, atirando-os para a miséria global e globalizante da vida em contentores.

Fonte: Blog Hora Absurda

11/02/2009 Posted by | Política: artigos de opinião | | Deixe um comentário

Manuel António Pina: Ganharam os bons

362 escolas fecharam portas no dia de greve dos professores e, nas que não fecharam porque houve “aulas” (na maior parte dos casos porque houve “aula” ou nem sequer isso), mantiveram-se ao serviço 1, 2 ou 3 professores. Isto, para o felicíssimo secretário de Estado Pedreira, significa que “a maioria das escolas [esteve] aberta em dia de greve nacional dos professores”… Já para o contentíssimo secretário de Estado Lemos, ao fim da tarde de quarta-feira, “só” aderiram à greve “às 11 horas” 61% dos professores, o que constitui, obviamente, grande derrota dos professores, até porque, um pouco mais cedo, às 6 e às 7 horas, a adesão foi ainda menor.

Quanto à ministra, fez greve a jornais, TV e escolas e foi visitar… um hospital, pois, em dia de greve nacional de professores, estiveram abertos (nova derrota dos professores) 100% dos hospitais. A moral da história é que, como antes tinha sido anunciado por não sei quem, “os bons ganham sempre”. Os bons somos nós (os bons, os justos, os altos, os inteligentes, os bonitos). Os maus, injustos, baixinhos, burros e feios (o Inferno) são os outros.

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05/12/2008 Posted by | Educação: artigos de opinião | , , | Deixe um comentário

Expresso: Regressar à escola… pela calada da noite

O primeiro-ministro defende que o “país precisa de regressar à escola”. Não se pode estar mais de acordo com esta necessidade. Mesmo sem a proclamação, sempre se regressa à escola. De vários modos.

A escola pode ser um vício. Depois da escolaridade básica, secundária ou superior, continua a chamar-nos. A atracção, por vezes, é irresistível. Eu não me contentei de andar a pasmar pelo liceu como discente. A ele voltei como docente. Até ficar quietinho, precocemente, a mandar bocas (pseudo) pedagógicas a partir de casa.

Outros, mais afoitos, ficam com o vício de voltar à escola pela calada da noite. Na região Centro, quinze antigos discentes, boa rapaziada certamente, entretinha-se, a horas desavindas, a escalar muros, a partir janelas e portas, a visitar salas de aulas, secretarias, bares de alunos e de professores. Só da Escola Secundária de Soure subtraíram vinte e dois computadores portáteis. Na EB 2,3 de Montemor-o-Velho, outro tanto. Entre impressoras, projectores “datashow” e outro material informático, a recolha era copiosa em muitas escolas dos concelhos de Coimbra, Condeixa-a-Nova, Montemor-o-Velho e Soure. A GNR, através da operação “Monte Mayor” interrompeu esta actividade empresarial dinâmica e lucrativa.

A fome de conhecimento destes antigos alunos, agora a contas com a Justiça, deve ser voraz. A outra fome, mais fisiológica, também. Até duas máquinas de cortar fiambre fizeram suas. Apreciavam queijos, chocolates, refrigerantes. Quando enjoavam o recheio das escolas visitam outros estabelecimentos: lojas e oficinas. Subtraíam tudo o que era vendável ou consumível no mercado negro. O mercado negro à luz do dia fica sempre branco. Tudo legal!

Quando a escola exerce uma atracção tão irresistível, deste cariz, é porque os antigos alunos lá andaram pouco tempo. A fazer das suas. Desatentos no mínimo. Aos desacatos, no máximo. Nem a escolaridade básica obrigatória cumpriram. Provavelmente irão aguardar complemento de habilitações básicas em estabelecimento prisional.

Mas estas quinze boas almas, por enquanto, nem a isto têm direito: estão em liberdade porque não foram apanhados em flagrante delito. Os delitos, por maiores que sejam, nem sempre são flagrantes. Fala-se impropriamente de flagrante injustiça.

O discurso apaziguador habitual dirá que a escola não soube agarrar estes, e muitos outros, antigos alunos que animam as prisões a abarrotar. Ninguém se lembra que estes antigos meninos têm ou tiveram pais. Foram bem educados. E, com ou sem a ajudinha do rendimento social de inserção, continuam devidamente inseridos. A animar as escolas vagas de labor intelectual. E a agitar as madrugadas dos incautos…

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06/08/2008 Posted by | Política: notícias | , , , | Deixe um comentário

DESENHO CONTA-NOS TAL E QUAL

Ferreira Fernandes

Ontem, o Times de Londres dedicou a Portugal um grande desenho, na página de opinião. Na verdade, o jornal nem sabia que estava a falar de Portugal. Aliás, o cartoonista Morland, o autor do desenho, pensava que estava a ilustrar uma actualidade britânica: a vaga de crimes à navalhada pelos jovens londrinos. Mas, quanto a mim, era de Portugal, escarrapachadinho, que ele falava. Vamos ao desenho, de dois personagens, um rapazinho e a mãe. Ele, com um daqueles capuzes muito em moda e são sinal de garoto suburbano que gosta de esconder a cara, estendia um facalhão à mãe: “Desculpa, mãezinha…” E a mãe, gritando, em crescendo: “Desculpa?! Tu pedes desculpas?! Foi isso que te ensinei?! Acusa é o Governo! Acusa a câmara, a escola, a sociedade e a loja que te vendeu a naifa!” O desenho vinha com uma ironia suplementar, a mãe tinha tatuado no braço o seu provável destino: “Vítima.” Não vos disse? Era mesmo sobre Portugal, onde a culpa nunca mora lá em casa.

17/07/2008 Posted by | Educação: artigos de opinião, Política: artigos de opinião | , , , | Deixe um comentário

A Matemática para Totós

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07/07/2008 Posted by | Educação: artigos de opinião | , , , | Deixe um comentário

Pantufa Negra: Ainda os exames nacionais de Matemática

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07/07/2008 Posted by | Educação: artigos de opinião | , , , | 1 Comentário

Educação: “Melhorias estatísticas não vão ajudar o país”

Professores alertam que sistema que privilegia notas não é garante de melhor aprendizagem
00h01m
Alexandra Inácio

“Qual o perfil de cidadão que desejamos para Portugal?”. A resposta a esta questão devia edificar o sistema educativo, defende um sociólogo ao JN. Os docentes não falam em facilitismo, mas estão preocupados.

São hoje afixadas nas escolas as notas dos exames de 12º ano. Na sexta-feira, o Ministério da Educação revelou as médias das classificações: houve uma melhoria generalizada, principalmente a Matemática. Esses resultados são fruto do investimento no processo de aprendizagem ou de um sistema facilitista? O JN fez esta pergunta a presidentes de associações de professores e docentes universitários.

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07/07/2008 Posted by | Educação: notícias | , , , | Deixe um comentário

MILAGRE NA MATEMÁTICA

João Marcelino

Num ano, num simples ano, os jovens portugueses do secundário resolveram milagrosamente os seus problemas com a Matemática e passaram de uma média de 9,4 para 12,5. Em sentido inverso, mas ainda mais positivo, as próprias reprovações, que eram de 18%, baixaram para 7%. Um duplo êxito? Não! A Associação Portuguesa de Matemática, obviamente, desconfia; o ministério, incomodado, admite que “não se podem fazer comparações seguras” com o ano anterior; e, perante este quadro, nada impede um cidadão de temer que tal fenómeno se deva apenas a uma mudança de critérios, agora mais “amigos” na avaliação da ignorância.

Seja como for, esta situação ilustra o que nos últimos anos se tem passado na sociedade portuguesa e a todos os níveis.

Esmagado pela estatística, sobretudo no ensino e na saúde, o País interiorizou, com os governantes à cabeça, que a convergência com a Europa é um simples exercício numérico. Tudo estará bem se as estatísticas, ratificadas na Europa, forem melhores.

Fosse assim tão simples tratar da realidade…

05/07/2008 Posted by | Educação: artigos de opinião | , , , , | Deixe um comentário

Fórmula infalível contra insucesso escolar

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02/07/2008 Posted by | Educação: artigos de opinião | , , | 2 comentários