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Pacheco Pereira atira-se ao jornalismo da RTP

Polémica. O social-democrata ataca, mais uma vez, o jornalismo feito pela RTP, acusando-o de servir os interesses do Governo de José Sócrates. O comentador da ‘Quadratura do Círculo’, na SIC Notícias, considera as peças da estação pública uma vergonhosa propaganda e que a ERC fecha os olhos
José Pacheco Pereira volta a atacar o jornalismo da RTP, acusando-o de servilismo em relação ao Governo, desta vez por causa do tratamento informativo dado à entrega de computadores Magalhães nas escolas. Mas a querela não é nova. Aliás, o social-democrata tem falado reiteradamente neste assunto no programa onde é comentador, no Quadratura do Círculo, transmitido na SIC Notícias. Só que, desta vez, o tom é mais forte, e lançou ainda um repto, desafiando os jornalistas da RTP a um debate com ele próprio.

“Mais uma escandalosa sessão de propaganda, com um longo tempo de antena do primeiro-ministro, está em curso no noticiário das 13.00 da RTP a pretexto do [computador] Magalhães (“o primeiro portátil inteiramente português é produzido em Matosinhos” mente o oráculo). A RTP perdeu toda a vergonha e a ERC, que fecha os olhos a esta completa ausência de jornalismo substituído por favores políticos, também”, começa o texto de Pacheco Pereira no seu blogue Abrupto (http/abrupto.blogspot.com).

No final do texto, Pacheco Pereira faz ainda um apelo aos políticos e um lança repto aos jornalistas da estação pública: “Neste momento o descaramento destes noticiários da RTP é tal, que justificava medidas quer da oposição, quer do Presidente (de forma discreta aliás), já que aqui a regulação não nos defende. Aliás, o PS não se queixa de falta de regulação. Se a RTP tiver coragem e os jornalistas que fazem estes noticiários também, desafio-os para um debate público (porque não na RTP?), com passagem das peças antes, para todos poderem ver. Venham cá explicar-nos onde está o jornalismo, a ‘edição’, a distanciação, o afastamento do discurso do poder nestes noticiários. Venham”.

O director de informação da RTP, José Alberto Carvalho, respondeu à Lusa: “Cada vez que o dr. Pacheco Pereira fala sobre a RTP parece estar a fazer política. A RTP recusa entrar em debate sobre política com o dr. Pacheco Pereira ou seja com quem for”. E acrescentou: “Já tenho 13 entidades às quais respondo. Não há redacção no País mais escrutinada do que a da RTP”.

Quem também respondeu a Pacheco Pereira foi o presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), José Azeredo Lopes. “A ERC não é regulável de fora. A ERC tem tempos de decisão que não flutuam ao sabor da opinião pública. A ERC não pode decidir ao ritmo imediatista de Pacheco Pereira. E digo isto com todo o respeito que tenho por ele. Aliás, já aconteceu uma vez, a ERC dar seguimento a uma queixa que ele fez sobre um noticiário da RTP. Pacheco Pereira pode ir ao nosso site e formalizar uma queixa através de um formulário”, explicou.

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25/09/2008 Posted by | Política: artigos de opinião | , | 1 Comentário

É o choque tecnológico e a propaganda no seu melhor: Radares: cinco avariados desde Abril, outros com falhas

Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados garante que «nenhuma coima foi cobrada desde que os radares foram instalados»

A posição da ACA-M surge depois de, na quinta-feira, a Polícia Municipal de Lisboa ter divulgado à Agência Lusa que os 21 radares em Lisboa registaram 80.307 excessos de velocidade no primeiro semestre deste ano, o que traduz uma diminuição de 69,3 por cento face aos 261.770 casos registados no segundo semestre de 2007.

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12/07/2008 Posted by | Política: notícias | , | Deixe um comentário

Ó queridos! Não entendem? O que interessa é a propaganda…nem que seja uma mesma medida repetida 50 vezes como uma GRANDE MEDIDA INOVADORA – do estilo: nem sei como os outros não se lembraram disto…enfim!…

Carros eléctricos já eram isentos de IA

A Quercus exigiu hoje esclarecimentos ao Governo sobre o pagamento de imposto automóvel nos carros eléctricos, dado que a lei já isenta estes veículos, ao contrário do que diz ter sido a ideia passada pelo primeiro-ministro quarta-feira.

No dia da assinatura do protocolo entre o Governo e a aliança Renault-Nissan para a comercialização em Portugal de modelos de veículos eléctricos, o primeiro-ministro afirmou que o Executivo iria estudar um modelo fiscal para permitir que os futuros carros eléctricos, sem emissões poluentes, possam pagar menos do actual imposto automóvel.

“Se um carro eléctrico já existisse actualmente, apenas pagaria 30 por cento do imposto automóvel, já que este imposto tem em 70 por cento uma componente ambiental. O Governo está disponível para criar um quadro fiscal ainda mais atraente”, disse José Sócrates.

A associação ambientalista considera que “há dois erros na afirmação do primeiro-ministro: a componente ambiental representa 60 por cento e não 70 por cento do cálculo do imposto e um veículo eléctrico está isento dos impostos”.

Contactado pela Lusa, fonte oficial do gabinete do primeiro-ministro disse que o primeiro-ministro quis valorizar o facto de Portugal ter uma taxa de imposto automóvel “das mais favoráveis da Europa para promover veículos amigos do ambiente”.

“Quando se referiu aos 30 por cento de pagamento sobre a cilindrada do imposto automóvel [o primeiro-ministro] estava a referir-se ao caso de se aplicar o regime geral. Mesmo nesse caso, no regime geral, pagaria apenas 30 por cento”, defendeu o assessor de imprensa de José Sócrates.

Segundo um comunicado da Quercus enviado hoje à Lusa, “um veículo eléctrico está isento tanto de Imposto sobre Veículos como de Imposto Único de Circulação”.

Para esta afirmação os dirigentes ambientalistas basearam-se na lei que cria o Código do Imposto sobre Veículos (antigo imposto automóvel) – de Junho de 2007 -, que refere no artigo 2º que os veículos exclusivamente eléctricos não pagam este imposto.

“Estão excluídos da incidência do imposto os seguintes veículos: Veículos não motorizados, bem como os veículos exclusivamente eléctricos ou movidos a energias não combustíveis”, refere o artigo.

No que respeita ao Imposto Único de Circulação, a mesma legislação isenta os “veículos exclusivamente eléctricos ou movidos a energias renováveis não combustíveis” do pagamento dessa taxa.

A Quercus defende que os veículos eléctricos devem continuar nos próximos anos “a merecer um tratamento preferencial”, continuando a beneficiar deste regime de isenção.

O gabinete do primeiro-ministro garantiu à Lusa que os veículos eléctricos “não pagam nem passarão a pagar [impostos automóvel e de circulação]”.

“Antes pelo contrário. O Governo está empenhado em criar um regime fiscal ainda mais favorável para os veículos eléctricos”, afirmou a mesma fonte.

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11/07/2008 Posted by | Política: notícias | , | Deixe um comentário

São farinha do mesmo saco…e começa a propaganda!: O ‘MENINO DE OURO’ DE DIAS LOUREIRO

Sócrates. ‘O Menino de Ouro do PS’, biografia do primeiro- -ministro da autoria da jornalista Eduarda Maio, foi ontem lançada em Lisboa. Dias Loureiro, ex-ministro do PSD, conselheiro de Estado designado por Cavaco, multiplicou-se em elogios a Sócrates e ao seu “optimismo, que faz bem a Portugal” Loureiro acha que optimismo do PM faz bem ao País Manuel Dias Loureiro, empresário, “barão” do PSD, conselheiro de Estado indicado pelo Presidente da República, mais parecia, ontem, um fervoroso militante socialista.

No lançamento de uma biografia de José Sócrates da autoria da jornalista Eduarda Maio, sob a chancela da Esfera dos Livros, o ex-ministro elogiou a autora do livro (“uma investigação exaustiva” que é “fácil de ler”) mas em relação ao próprio biografado foi verdadeiramente hiperbólico. Fez inclusivamente “sombra” ao outro apresentador da obra, esse sim portador de cartão de militante do PS, o ex-ministro e ex-comissário europeu António Vitorino.

Dias Loureiro declarou-se “emocionado” com o “lado dos afectos” retratado na biografia (intitulada “José Sócrates – O menino de ouro do PS”), sobretudo na parte em que a autora referiu a ligação do líder socialista à aldeia transmontana onde nasceu há 50 anos, Vilar de Maçada. “Há duas coisas que não podemos escolher: os nossos pais e a terra onde nascemos. Temos a obrigação de respeitar essa herança, amá-la e transmiti-la”, afirmou.

Mas Dias Loureiro elogiou também as características políticas de Sócrates. Por exemplo, a sua “atenção aos detalhes”. “Só quem está atento aos detalhes pode fazer grandes coisas. Essa é uma característica dos grandes homens.” Elogiou-lhe também a “sensatez” e a “prudência” e ainda o seu “optimismo”: “O optimismo de Sócrates faz muito bem a Portugal”.

O outro apresentador, o dirigente socialista António Vitorino, sublinhou o “risco” de escrever uma biografia de um político ainda no activo – sendo portanto lida à luz das “paixões” que o biografado provoca. “Um livro destes é muito raro”, sublinhou, salientando ao mesmo tempo a pouca tradição portuguesa das biografias.

Vitorino referiu Sócrates como o primeiro chefe do Governo pós-25 de Abril “totalmente formado” depois da Revolução, enfatizando também que o líder socialista, nas declarações que fez a Eduarda Maio sobre aspectos da sua vida pessoal e familiar, “deu pela primeira vez o passo para o outro lado da fronteira” – ou seja, rompeu com o hábito que tem mantido de manter essa parte da sua vida fora do escrutínio público.

Sócrates, no seu entender, “é um político moderno”. E domina três aspectos essenciais da acção política moderna: “É um bom comunicador – e só é um bom comunicador quem tem algo para comunicar; é um profissional porque está focado nos resultados; e não tem uma concepção fixista dos valores”. Encerrou a prelecção dizendo ter ficado com uma dúvida: afinal Sócrates tem ou não prazer em “vitimizar telemóveis”? O livro não esclarece. “Ficará para uma autobiografia.” Talvez.|

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01/07/2008 Posted by | Política: notícias | , | Deixe um comentário