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São farinha do mesmo saco…e começa a propaganda!: O ‘MENINO DE OURO’ DE DIAS LOUREIRO

Sócrates. ‘O Menino de Ouro do PS’, biografia do primeiro- -ministro da autoria da jornalista Eduarda Maio, foi ontem lançada em Lisboa. Dias Loureiro, ex-ministro do PSD, conselheiro de Estado designado por Cavaco, multiplicou-se em elogios a Sócrates e ao seu “optimismo, que faz bem a Portugal” Loureiro acha que optimismo do PM faz bem ao País Manuel Dias Loureiro, empresário, “barão” do PSD, conselheiro de Estado indicado pelo Presidente da República, mais parecia, ontem, um fervoroso militante socialista.

No lançamento de uma biografia de José Sócrates da autoria da jornalista Eduarda Maio, sob a chancela da Esfera dos Livros, o ex-ministro elogiou a autora do livro (“uma investigação exaustiva” que é “fácil de ler”) mas em relação ao próprio biografado foi verdadeiramente hiperbólico. Fez inclusivamente “sombra” ao outro apresentador da obra, esse sim portador de cartão de militante do PS, o ex-ministro e ex-comissário europeu António Vitorino.

Dias Loureiro declarou-se “emocionado” com o “lado dos afectos” retratado na biografia (intitulada “José Sócrates – O menino de ouro do PS”), sobretudo na parte em que a autora referiu a ligação do líder socialista à aldeia transmontana onde nasceu há 50 anos, Vilar de Maçada. “Há duas coisas que não podemos escolher: os nossos pais e a terra onde nascemos. Temos a obrigação de respeitar essa herança, amá-la e transmiti-la”, afirmou.

Mas Dias Loureiro elogiou também as características políticas de Sócrates. Por exemplo, a sua “atenção aos detalhes”. “Só quem está atento aos detalhes pode fazer grandes coisas. Essa é uma característica dos grandes homens.” Elogiou-lhe também a “sensatez” e a “prudência” e ainda o seu “optimismo”: “O optimismo de Sócrates faz muito bem a Portugal”.

O outro apresentador, o dirigente socialista António Vitorino, sublinhou o “risco” de escrever uma biografia de um político ainda no activo – sendo portanto lida à luz das “paixões” que o biografado provoca. “Um livro destes é muito raro”, sublinhou, salientando ao mesmo tempo a pouca tradição portuguesa das biografias.

Vitorino referiu Sócrates como o primeiro chefe do Governo pós-25 de Abril “totalmente formado” depois da Revolução, enfatizando também que o líder socialista, nas declarações que fez a Eduarda Maio sobre aspectos da sua vida pessoal e familiar, “deu pela primeira vez o passo para o outro lado da fronteira” – ou seja, rompeu com o hábito que tem mantido de manter essa parte da sua vida fora do escrutínio público.

Sócrates, no seu entender, “é um político moderno”. E domina três aspectos essenciais da acção política moderna: “É um bom comunicador – e só é um bom comunicador quem tem algo para comunicar; é um profissional porque está focado nos resultados; e não tem uma concepção fixista dos valores”. Encerrou a prelecção dizendo ter ficado com uma dúvida: afinal Sócrates tem ou não prazer em “vitimizar telemóveis”? O livro não esclarece. “Ficará para uma autobiografia.” Talvez.|

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01/07/2008 - Posted by | Política: notícias | ,

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