Livresco’s Weblog

O que vou lendo por ai…

Manuel António Pina: Ganharam os bons

362 escolas fecharam portas no dia de greve dos professores e, nas que não fecharam porque houve “aulas” (na maior parte dos casos porque houve “aula” ou nem sequer isso), mantiveram-se ao serviço 1, 2 ou 3 professores. Isto, para o felicíssimo secretário de Estado Pedreira, significa que “a maioria das escolas [esteve] aberta em dia de greve nacional dos professores”… Já para o contentíssimo secretário de Estado Lemos, ao fim da tarde de quarta-feira, “só” aderiram à greve “às 11 horas” 61% dos professores, o que constitui, obviamente, grande derrota dos professores, até porque, um pouco mais cedo, às 6 e às 7 horas, a adesão foi ainda menor.

Quanto à ministra, fez greve a jornais, TV e escolas e foi visitar… um hospital, pois, em dia de greve nacional de professores, estiveram abertos (nova derrota dos professores) 100% dos hospitais. A moral da história é que, como antes tinha sido anunciado por não sei quem, “os bons ganham sempre”. Os bons somos nós (os bons, os justos, os altos, os inteligentes, os bonitos). Os maus, injustos, baixinhos, burros e feios (o Inferno) são os outros.

LINK

Anúncios

05/12/2008 Posted by | Educação: artigos de opinião | , , | Deixe um comentário

Expresso: Regressar à escola… pela calada da noite

O primeiro-ministro defende que o “país precisa de regressar à escola”. Não se pode estar mais de acordo com esta necessidade. Mesmo sem a proclamação, sempre se regressa à escola. De vários modos.

A escola pode ser um vício. Depois da escolaridade básica, secundária ou superior, continua a chamar-nos. A atracção, por vezes, é irresistível. Eu não me contentei de andar a pasmar pelo liceu como discente. A ele voltei como docente. Até ficar quietinho, precocemente, a mandar bocas (pseudo) pedagógicas a partir de casa.

Outros, mais afoitos, ficam com o vício de voltar à escola pela calada da noite. Na região Centro, quinze antigos discentes, boa rapaziada certamente, entretinha-se, a horas desavindas, a escalar muros, a partir janelas e portas, a visitar salas de aulas, secretarias, bares de alunos e de professores. Só da Escola Secundária de Soure subtraíram vinte e dois computadores portáteis. Na EB 2,3 de Montemor-o-Velho, outro tanto. Entre impressoras, projectores “datashow” e outro material informático, a recolha era copiosa em muitas escolas dos concelhos de Coimbra, Condeixa-a-Nova, Montemor-o-Velho e Soure. A GNR, através da operação “Monte Mayor” interrompeu esta actividade empresarial dinâmica e lucrativa.

A fome de conhecimento destes antigos alunos, agora a contas com a Justiça, deve ser voraz. A outra fome, mais fisiológica, também. Até duas máquinas de cortar fiambre fizeram suas. Apreciavam queijos, chocolates, refrigerantes. Quando enjoavam o recheio das escolas visitam outros estabelecimentos: lojas e oficinas. Subtraíam tudo o que era vendável ou consumível no mercado negro. O mercado negro à luz do dia fica sempre branco. Tudo legal!

Quando a escola exerce uma atracção tão irresistível, deste cariz, é porque os antigos alunos lá andaram pouco tempo. A fazer das suas. Desatentos no mínimo. Aos desacatos, no máximo. Nem a escolaridade básica obrigatória cumpriram. Provavelmente irão aguardar complemento de habilitações básicas em estabelecimento prisional.

Mas estas quinze boas almas, por enquanto, nem a isto têm direito: estão em liberdade porque não foram apanhados em flagrante delito. Os delitos, por maiores que sejam, nem sempre são flagrantes. Fala-se impropriamente de flagrante injustiça.

O discurso apaziguador habitual dirá que a escola não soube agarrar estes, e muitos outros, antigos alunos que animam as prisões a abarrotar. Ninguém se lembra que estes antigos meninos têm ou tiveram pais. Foram bem educados. E, com ou sem a ajudinha do rendimento social de inserção, continuam devidamente inseridos. A animar as escolas vagas de labor intelectual. E a agitar as madrugadas dos incautos…

LINK

06/08/2008 Posted by | Política: notícias | , , , | Deixe um comentário

DESENHO CONTA-NOS TAL E QUAL

Ferreira Fernandes

Ontem, o Times de Londres dedicou a Portugal um grande desenho, na página de opinião. Na verdade, o jornal nem sabia que estava a falar de Portugal. Aliás, o cartoonista Morland, o autor do desenho, pensava que estava a ilustrar uma actualidade britânica: a vaga de crimes à navalhada pelos jovens londrinos. Mas, quanto a mim, era de Portugal, escarrapachadinho, que ele falava. Vamos ao desenho, de dois personagens, um rapazinho e a mãe. Ele, com um daqueles capuzes muito em moda e são sinal de garoto suburbano que gosta de esconder a cara, estendia um facalhão à mãe: “Desculpa, mãezinha…” E a mãe, gritando, em crescendo: “Desculpa?! Tu pedes desculpas?! Foi isso que te ensinei?! Acusa é o Governo! Acusa a câmara, a escola, a sociedade e a loja que te vendeu a naifa!” O desenho vinha com uma ironia suplementar, a mãe tinha tatuado no braço o seu provável destino: “Vítima.” Não vos disse? Era mesmo sobre Portugal, onde a culpa nunca mora lá em casa.

17/07/2008 Posted by | Educação: artigos de opinião, Política: artigos de opinião | , , , | Deixe um comentário

A Matemática para Totós

LINK

07/07/2008 Posted by | Educação: artigos de opinião | , , , | Deixe um comentário

Educação: “Melhorias estatísticas não vão ajudar o país”

Professores alertam que sistema que privilegia notas não é garante de melhor aprendizagem
00h01m
Alexandra Inácio

“Qual o perfil de cidadão que desejamos para Portugal?”. A resposta a esta questão devia edificar o sistema educativo, defende um sociólogo ao JN. Os docentes não falam em facilitismo, mas estão preocupados.

São hoje afixadas nas escolas as notas dos exames de 12º ano. Na sexta-feira, o Ministério da Educação revelou as médias das classificações: houve uma melhoria generalizada, principalmente a Matemática. Esses resultados são fruto do investimento no processo de aprendizagem ou de um sistema facilitista? O JN fez esta pergunta a presidentes de associações de professores e docentes universitários.

CONTINUA: LINK

07/07/2008 Posted by | Educação: notícias | , , , | Deixe um comentário

MILAGRE NA MATEMÁTICA

João Marcelino

Num ano, num simples ano, os jovens portugueses do secundário resolveram milagrosamente os seus problemas com a Matemática e passaram de uma média de 9,4 para 12,5. Em sentido inverso, mas ainda mais positivo, as próprias reprovações, que eram de 18%, baixaram para 7%. Um duplo êxito? Não! A Associação Portuguesa de Matemática, obviamente, desconfia; o ministério, incomodado, admite que “não se podem fazer comparações seguras” com o ano anterior; e, perante este quadro, nada impede um cidadão de temer que tal fenómeno se deva apenas a uma mudança de critérios, agora mais “amigos” na avaliação da ignorância.

Seja como for, esta situação ilustra o que nos últimos anos se tem passado na sociedade portuguesa e a todos os níveis.

Esmagado pela estatística, sobretudo no ensino e na saúde, o País interiorizou, com os governantes à cabeça, que a convergência com a Europa é um simples exercício numérico. Tudo estará bem se as estatísticas, ratificadas na Europa, forem melhores.

Fosse assim tão simples tratar da realidade…

05/07/2008 Posted by | Educação: artigos de opinião | , , , , | Deixe um comentário

Fórmula infalível contra insucesso escolar

LINK

02/07/2008 Posted by | Educação: artigos de opinião | , , | 2 comentários

O que vou lendo por ai num ápice…

http://www.scribd.com/people/view/347254-liberdade

25/04/2008 Posted by | Uncategorized | , , | Deixe um comentário