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Mãe em desespero – Deficiente profunda colocada em escola ‘normal’

Uma criança de seis anos, com 95% de incapacidade, foi colocada no agrupamento de escolas Alexandre Herculano, pela Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo (DRELVT).

A menina tem um atraso mental ao nível de um bebé de meses, não controla o próprio corpo, tem de ser alimentada por uma sonda, não fala e tem um elevado défice auditivo e visual. Necessita de transporte especial e de um local e de técnicos que a possam estimular.

A mãe, desesperada após ter sido informada da colocação da sua filha no agrupamento de Escolas Alexandre Herculano, apela à DRELVT para que reconsidere e considere a filha uma excepção à regra que encaminha todas as crianças, mesmo deficientes, para instituições regulares, após os seis anos.

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E o volta atrás…:

Ministério garante ensino especial para criança com deficiência profunda
O Ministério da Educação garantiu hoje que a criança de seis anos de Santarém portadora de deficiência profunda poderá continuar a frequentar o ensino especial enquanto os encarregados de educação assim o desejarem

19/07/2008 Posted by | Necessidades Educativas Especiais | , | 1 Comentário

O enigma do autismo

Os autistas em Portugal podem ser mais de 65 mil. Muitos não foram diagnosticados nem tiveram o tratamento adequado.

00h38m

helena norte

Por razões ainda mal explicadas, a incidência desta perturbação do desenvolvimento – que pode variar de formas muito severas e incapacitantes até ligeiras ou de alto funcionamento – está a aumentar substancialmente, a ponto de, nos Estados Unidos, já se falar em epidemia de autismo.

É um mal misterioso. A ciência ainda não conhece cabalmente as causas nem é capaz de o curar. Em Portugal, não se sabe sequer quantos são, mas extrapolando as estatísticas internacionais, o número poderá rondar os 65 mil. O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA actualizou a prevalência e estima que uma em cada 150 crianças nasça com uma perturbação do espectro de autismo, o que representa um aumento de cerca de 600% em três décadas. O aperfeiçoamento no diagnóstico pode ajudar a compreender este brutal aumento, mas os especialistas são incapazes de explicar totalmente o fenómeno.

Embora a palavra já tenha entrado no léxico comum, persistem muitos mitos e confusões a respeito do autismo. Até porque não há um autismo: há muitas e diversas formas de autismo que podem variar desde uma perturbação profunda (autismo clássico ou síndrome de Kanner) até ao autismo de elevado funcionamento (também designado de síndrome de Asperger).

Em comum, dificuldades na comunicação e na interacção social e padrões de comportamento repetitivos ou ritualísticos. Mas o grau de afectação nas várias áreas é muito diverso. Há autistas com grave défice cognitivo, que não têm qualquer grau de autonomia, e há outros que, à excepção de um ou outro traço considerado mais excêntrico, são perfeitamente funcionais.

“Há muitos que trabalham, em todo o tipo de profissões, alguns são professores universitários”, explica Miguel Palha, pediatra do Centro de Desenvolvimento Infantil Diferenças e especialista nesta problemática. Os portadores de Asperger, que são detectados e estimulados precocemente, melhoram consideravelmente à medida que entram na juventude e idade adulta. Persistem, porém, alguns comportamentos disfuncionais, como a fixação nalguns assuntos, a rigidez e repetição das regras e dos hábitos ou a tendência para o isolamento social.

Um autista, por definição, vive no seu mundo e não procura o outro. Uma incapacidade que pode decorrer de alterações bioquímicas verificadas durante o período fetal, explica Edgar Pereira, psicólogo e professor da Universidade Lusófona. Não se sabe bem se por causas genéticas, virais ou químicas, a verdade é que o cérebro de um autista não funciona nos mesmos moldes do que os das outras pessoas.

Quem nasce autista, morre autista. O que não significa que não haja nada a fazer. O tratamento adequado pode fazer a diferença entre uma vida de dependência ou de relativa funcionalidade. E pode, acima de tudo, fazer uma grande diferença para as famílias que têm de cuidar destes doentes.

Os apoios são insuficientes e caros – só em terapias particulares, há famílias a gastar 700 a mil euros por mês, sem contar com as restantes despesas. O pior é quando tudo é “um falhanço absoluto”, como conta Francisco Calheiros, pai de Henrique, um menino autista de 13 anos, que já passou por escolas públicas e terapias particulares. Mais do que os fracos progressos, este pai revolta-se contra as nódoas negras que o filho regularmente apresentava quando chegava da escola e da redução do número de professores de ensino especial.

No último ano lectivo, foram apoiados 500 alunos com perturbações do espectro do autismo, em 93 unidades de ensino estruturado com 187 docentes de ensino especial, de acordo com o Ministério da Educação. Embora a tendência seja para integrar mais crianças nessas unidade, a verdade é que muitos continuam sem apoio. Entre os 60 utentes da Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo (APPDA) do Norte, nenhum frequenta essas estruturas.

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13/07/2008 Posted by | Necessidades Educativas Especiais | , | Deixe um comentário

Pássaros guiam cegos no metro

00h00m

liliana gonçalves

A ACAPO, a Empresa do Metro do Porto e a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto criaram um sistema de navegação acústica no metro (NAVMETRO), com o intuito de facilitar o acesso dos invisuais à rede.

O sistema foi testado ontem. João Fernandes, formador na Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), invisual, experimentou o NAVMETRO, na maior estação da rede: Trindade, no centro do Porto. “Este projecto permite autonomia aos invisuais. Aumenta e melhora a nossa auto-estima, pois não nos torna tão dependentes”, refere João Fernandes, contando que, em experiências anteriores, invisuais menos experientes na rua só demoraram mais 15 segundos do que ele a concluir o teste.

Depois de um registo na loja do andante, qualquer invisual pode usufruir de um número gratuito para se deslocar dentro da estação de metro. Depois de ligar para esse número, uma base de dados irá expor as várias opções disponíveis. Se, por exemplo, o invisual chega à estação de metro já com bilhete e deseja validá-lo, basta escolher essa opção. O sistema é activado e produz o som de pássaros, para que o invisual se dirija à máquina de validação.

“Temos uma vasta biblioteca de sons, mas escolhemos o som de passarinhos porque é agradável e funcional e não incomoda as restantes pessoas”, explica Diamantino Freitas, da FEUP, responsável pela equipa técnica.

“Encaminhamento” é o nome deste sistema. Traduzido à letra, é mesmo isso que faz. Encaminha o invisual para onde quiser, dentro da estação de metro, através de sons auxiliares.

Mariana Rocha, vice presidente da ACAPO, também esteve presente no teste de ontem e reconheceu que o sistema tem muita potencialidade.

A equipa que desenvolveu o sistema já foi a Lisboa, a convite da Fundação Gulbenkian, para a fazer apresentação do projecto, que poderá vir a ser utilizado, também, em edifícios públicos.

“Este projecto pode ser aplicado noutras instituições, como nas Finanças ou até num museu”, sublinha Manuel Paulo Teixeira, arquitecto e responsável técnico da Empresa do Metro do Porto.

De acordo com as informações prestadas ao JN, o sistema de navegação acústica no metro deverá começar a funcionar em pleno ainda durante este ano.

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01/07/2008 Posted by | Necessidades Educativas Especiais | , | Deixe um comentário

Corantes podem causar hiperactividade em crianças, diz estudo

06 de setembro, 2007

Uma pesquisa feita pela Universidade de Southampton, na Inglaterra, concluiu que corantes e conservantes encontrados em alimentos infantis e refrigerantes podem ser relacionados a hiperatividade e distúrbios de concentração em crianças.

O estudo – encomendado pela Food Standards Agency, a Vigilância Sanitária da Grã-Bretanha, e publicado na revista científica Lancet – oferecia três tipos diferentes de bebidas a um grupo de 300 crianças de três, oito e nove anos de idade.

Uma das bebidas continha uma forte mistura de corantes e conservantes, outra tinha a quantidade média de aditivos que as crianças ingerem por dia, e a última era um placebo, sem nenhum aditivo.

Os níveis de hiperatividade foram medidos antes e depois de as crianças beberem um dos líquidos aleatoriamente.

Coquetel de aditivos

O grupo que ingeriu a mistura A, com alto nível de aditivos, teve “efeitos adversos significativos” em comparação com o que bebeu o placebo.

O pesquisador responsável pelo estudo, Jim Stevenson, defendeu que algumas misturas de corantes artificiais e benzoato de sódio, um conservante usado em sorvetes e doces, estavam ligadas a um aumento de hiperatividade.

“No entanto, os pais não devem achar que é possível prevenir problemas de hiperatividade completamente apenas retirando esses aditivos da comida”, explicou ele.

“Sabemos que há muitos outros fatores nessa questão, mas pelo menos este (a ingestão de aditivos) é um que a criança pode evitar.”

Hiperatividade

Entre 5% e 10% das crianças em idade escolar sofrem algum tipo de desordem de atenção, com sintomas como impulsividade, dificuldade de concentração e atividade excessiva.

Mais meninos que meninas são diagnosticados com o problema e as crianças afetadas pela condição geralmente tem dificuldades acadêmicas, com um desempenho fraco na escola.

Médicos dizem que fatores como a genética, o nascimento prematuro, o ambiente e a criação também podem ser associados à hiperatividade.

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14/06/2008 Posted by | Necessidades Educativas Especiais | , | Deixe um comentário

Falta de apoio a crianças com défice de atenção

Os pediatras que acompanham as crianças que sofrem de síndroma de défice de atenção lamentam a falta de apoios do Estado aos portadores do distúrbio.
As críticas foram feitas ontem num simpósio que teve lugar em Braga. Os clínicos queixam-se ainda da ausência de estudos que permitam conhecer os números da prevalência da doença em Portugal.

“O Estado não olha para as crianças com défice de atenção”, acusa Miguel Palha, pediatra do desenvolvimento.
O médico afirma que não é dado “nenhum apoio aos centros de desenvolvimento que trabalham com as crianças” e lamenta que o papel do Estado se limite à comparticipação dada aos medicamentos.
Também a directora do Centro de Desenvolvimento Infantil de Braga, Ana Sofia Branco, alinha pela mesma crítica: “Os apoios são cada vez mais escassos.” A pediatra espera, no entanto, que seja possível alargar no curto prazo os apoios educativos a todas as crianças com dificuldades de aprendizagem.
O síndroma de défice de atenção está associado à hiperactividade, mas pode também estar relacionado com patologias como a dislexia e a ansiedade. As crianças que sofrem desta doença são tidas como “cabeças na lua” e “alunos que não prestam atenção a nada”. Na prática acontece “exactamente o contrário”, esclarece Gabriela Pereira, pediatra do Hospital de São Marcos: “Eles prestam atenção a tudo, mas não conseguem focar-se em nenhum dos estímulos”.
Os clínicos lamentam que em Portugal não se estude o tema, mas investigações análogas realizadas noutros países apontam para que cinco a sete por cento da população em idade escolar sofra de défice de atenção associado à hiperactividade. A prevalência sobe para dez por cento quando consideradas as outras patologias. As consequências para as crianças sentem-se sobretudo a nível académico, com taxas de insucesso escolar altas, mas também nas dificuldades observadas em termos de integração e socialização.

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14/06/2008 Posted by | Necessidades Educativas Especiais | | Deixe um comentário

Necessidades Educativas Especiais: Entrevista com Luís de Miranda Correia

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12/06/2008 Posted by | Necessidades Educativas Especiais | | Deixe um comentário