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Joana Amaral Dias: É a política, espertalhões

Dias Loureiro e Lopes da Mota gozam da presunção de inocência. Mas não deviam continuar no Conselho de Estado e no Eurojust, respectivamente. E isto não é jurídico. É político. As amnésias e o processo BPN não são currículo para conselheiro do PR. Fortes indícios de pressões para arquivar um caso que envolve o PM não dão perfil para coordenar investigações a nível europeu. Óbvio? Não. Ambos continuam.

Podem tecer-se várias considerações sobre o porquê: usar cargos como escudos, protecção mútua. Mas o PR, a líder do PSD e o PM nunca deram primazia à política. Logo, não aceitam o osso da questão. Os dois primeiros ocuparam sucessivos cargos com um discurso crítico dos políticos. Cavaco acredita que “pessoas com igual informação chegam às mesmas conclusões”. Ferreira Leite fala da suspensão da democracia. E à supremacia da economia (vêem-se os resultados), Sócrates acrescentou a tecnocracia, elegendo Simplexes e Magalhães como grandes desígnios.

Cozinharam o caldo gourmet para o Bloco Central, claro. Mas se PS e PSD são assim separadamente, os cidadãos imaginam como seria se oficializassem a união. E não podendo retirar a confiança a Loureiro e Mota, os eleitores podem retirá-la a quem os mantém. Fazendo com que descubram, finalmente, a política. Pura e dura.

Fonte: Correio da Manhã de 16.05.2009

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17/05/2009 Posted by | Política: artigos de opinião | , , , , | 1 Comentário

Olha o Bloco Central a “nascer”: Ó Dias Loureiro não o gabes mais…o que é demais soa a falso…será que existe algum tacho garantido…como nós sabemos: favores pagam-se com favores

Dias Loureiro compara primeiro-ministro a Tony Blair

“Sócrates muito longe de estar acabado”
O chefe do Governo recebeu os maiores elogios à sua personalidade e carreira política pela voz de um dos mais influentes barões do PSD.
Ângela Silva
20:18 | Segunda-feira, 30 de Jun de 2008



"Sócrates muito longe de estar acabado" A jornalista Eduarda Maio ouve o comentário de Dias Loureiro
Tiago Petinga
A jornalista Eduarda Maio ouve o comentário de Dias Loureiro

Foi dos maiores elogios alguma vez ouvidos à personalidade e carreira política de José Sócrates. Na apresentação da biografia autorizada do primeiro-ministro – “Sócrates: O Menino de Ouro do PS” da autoria da jornalista Eduarda Maio -, Manuel Dias Loureiro, ex-ministro de Cavaco e histórico do PSD, comparou o primeiro-ministro socialista a Tony Blair e anteviu que a vida política de Sócrates está “muito longe de estar acabada”.

Para Dias Loureiro, “tal como Tony Blair” José Sócrates “é infatigável” e saberá resistir à conjuntura. “Coragem”, “prudência”, “sensatez”, “capacidade de liderança” e “generosidade” foram algumas das qualidades apontadas pelo actual Conselheiro de Estado de Cavaco Silva ao primeiro-ministro socialista.

Em sua opinião, além de “trabalhador e generoso”, José Sócrates tem “capacidade estratégica”, e “optimismo”, o que, explicou o social-democrata, “faz com que na total dificuldade ele não tenha uma atitude de abandono”.

A forma como José Sócrates desempenhou a presidência da União Europeia, a ideia que lançou no país de “choque tecnológico”, a venda livre de medicamentos fora das farmácias – a primeira medida que anunciou mal tomou posse -, foram exemplos dados por Dias Loureiro para enaltecer a capacidade estratégica e a coragem política que diz reconhecer no primeiro-ministro português.

Ao seu lado, o socialista António Vitorino salientou o facto de Sócrates ser um representante da geração de herdeiros dos fundadores do regime democrático, e de ter sido reconhecido, de forma pacífica no PS, como o melhor dessa geração para assumir o poder no país. Vitorino enalteceu também a arte de comunicar do PM que sublinhou ser uma qualidade e não um defeito como por vezes se aponta.

Eduarda Maio, autora da biografia, contou que algumas das pessoas com quem teve a falar sobre Sócrates mostraram-se indisponíveis pelo facto deste ainda estar no activo.

Dias Loureiro, em conversa com os jornalistas presentes na sessão, esquivou-se a comentar a actuação da actual líder do seu partido, Manuela Ferreira Leite, alegando, precisamente, “não comentar lideranças no activo”. Um argumento que não prevaleceu na elogiosa avaliação que aceitou fazer do primeiro-ministro socialista.

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01/07/2008 Posted by | Política: notícias | , | Deixe um comentário