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O que vou lendo por ai…

Armando Esteves Pereira, Director-adjunto do CM: Retrato da economia

O retrato da economia portuguesa traçado no relatório anual do Banco de Portugal não é novo nem surpreendente, mas a instituição liderada por Vítor Constâncio alerta para os calcanhares de Aquiles. Entre os pontos fracos encontra-se a disparidade significativa entre investimento e poupança internos, reflectida num elevado défice da balança corrente e de capital.

O relatório refere que este défice, que em 2008 subiu para 10,5%, contra 8,1% em 2007, “não será sustentável indefinidamente”. Vítor Constâncio também dá receitas: afigura-se crucial a adopção de medidas que “incentivem os agentes económicos a um maior investimento em capital físico e humano, que promovam um quadro contratual mais propício ao dinamismo das empresas e à mobilidade dos factores produtivos e que aumentem a celeridade do sistema judicial”.

Portugal precisa de investimento de qualidade, que valorize o potencial dos seus recursos. Mas o investimento também tem de ter em conta o elevado endividamento da economia. Num tempo em que o dinheiro voltou a ser um bem extraordinariamente escasso, cada euro tem de ter retorno e justificação, especialmente quando se trata de verbas pagas pelos contribuintes. Mas o País ficar parado com a desculpa da falta de dinheiro é uma má opção.

Fonte: Correio da Manhã de 17.06.2009

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17/06/2009 Posted by | Política: artigos de opinião | , , | Deixe um comentário

Carlos Abreu Amorim, Jurista: Constâncio, o perpétuo

Mais do que defender o Banco de Portugal e a si mesmo (que bem precisa), Constâncio foi ao Parlamento desdenhar esse órgão de soberania e rebaixar os membros da Comissão que mais o têm criticado.

Estava ciente que a maioria dos comentadores económicos o secundaria e, no espírito de clube (ou de quase-seita?) que os distingue, partilhariam as suas depreciações em nome da tão badalada ‘estabilidade do sistema’.

Sejamos claros – Constâncio é apenas um político de arrimo de Sócrates e tornou-se no maior e mais aflitivo factor de desestabilização e de descrédito do sistema financeiro português. Quando afirma que foi ‘ingénuo’ ao deixar Oliveira e Costa fazer aquilo que agora se sabe, Constâncio está enganado: não foi ingenuidade, foi incompetência. E muita.

Fonte: Correio da Manhã de 17.06.2009

17/06/2009 Posted by | Política: artigos de opinião | , , | Deixe um comentário