Livresco’s Weblog

O que vou lendo por ai…

António Ribeiro Ferreira, Jornalista, sobre o Vítor Constâncio

“(…) É óbvio que conhecendo o senhor não se espera que peça desculpa aos indígenas pelas suas falhas de supervisão e pelo dinheiro que o Estado já gastou e vai gastar com o BPN nacionalizado e, já agora, com o BPP. Mas, como não pede desculpa, é legítimo que alguém lhe diga que tão ladrão é o que vai à horta como o que fica à porta.”

Fonte: Correio da Manhã de 08.06.2009

Anúncios

08/06/2009 Posted by | Política: artigos de opinião | 1 Comentário

Banco de Portugal tem indícios de fraude no BPN desde 2002, diz Nuno Melo

O Governador do Banco de Portugal começou a ser ouvido na Comissão de Inquérito Parlamentar ao caso BPN, que questiona se o supervisor teve conhecimento de irregularidades no banco e as bases em que recomendou a nacionalização da instituição.

O governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, tem defendido que os problemas com o Banco Insular e com o balcão virtual, que deram origem às perdas e à situação que levou à nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN) são “impossíveis de detectar pelos métodos normais” de supervisão.

O deputado Nuno Melo, do CDS-PP, disse no início dos trabalhos que o Banco de Portugal tem desde 2002 indícios de fraude no banco.

“O BPN não é só o Banco Insular”, disse Nuno Melo, referindo-se ao banco cabo-verdiano que a administração do banco que se seguiu a Oliveira e Costa admitiu pertencer ao BPN.

Nuno Melo voltou a criticar o que considerou a ser a atitude pouco colaborante do Banco de Portugal com a comissão de inquérito.

“Não considero aceitável que este parlamento tenha nacionalizado um banco que custaria 700 milhões de euros e que já vai em 2.500 milhões de euros”, disse Nuno Melo, acrescentando que “o Parlamento tinha o direito de solicitar a colaboração do supervisor “.

Nuno Melo afirmou que é de repudiar “que o Banco de Portugal tenha recusado documentos de que a comissão tem necessidade e que não estão debaixo de segredo bancário”.

Ao longo dos quase oito meses de trabalho da comissão de inquérito, os deputados pediram ao Banco de Portugal diversa documentação, que o supervisor recusou, escudando-se no sigilo bancário.

Fonte: Jornal de Notícias de 08.06.2009

08/06/2009 Posted by | Política: notícias | , , | Deixe um comentário

Manuel António Pina: Todos gratos

Estava mesmo a ver-se que o tiro da “roubalheira” do BPN e outros tiros no pé, como o da “bárbara agressão” do 1.º de Maio ou o do “PCP de Direita”, iriam sair pela culatra ao “professor de Coimbra, meu Deus!”. Vital Moreira bradou (e Ana Gomes re-bradou) que “figuras gradas do PSD” estariam envolvidas na “roubalheira”, no “escândalo” e na “vergonha”. Afinal, segundo se soube entretanto, parece que há também figuras gradas de outro partido – aquele por que ambos se candidataram – “envolvidas” (o que quer que isso queira dizer). É o que acontece quando se cospe para o ar, o cuspo acaba por cair em cima do cuspidor. Em certas matérias, aconselha o bom senso que nem PS nem PSD se apedrejem, e até um professor de Coimbra, ainda por cima “meu Deus!”, deveria saber que não é bom para nenhuma delas as comadres começarem a arrepelar-se uma à outra, pois acabam ambas carecas. Ontem, Sócrates, reconhecendo a carecada do PS, agradeceu a Vital Moreira; os restantes partidos têm também razões para lhe estarem gratos. Quer a vitória do PSD quer as subidas eleitorais da CDU e do BE lhe ficam a dever muito.

Fonte: Jornal de Notícias de 08.06.2009

08/06/2009 Posted by | Política: artigos de opinião | , | Deixe um comentário

Salários milionários – Antigos ministros ganham fortunas

Jorge Coelho, Fernando Gomes, Dias Loureiro ou Armando Vara são apenas alguns dos ex-políticos apontados por passarem a ganhar fortunas depois de saírem do Governo, noticia o 24Horas

Quando confrontado, Manuel Dias Loureiro reconhece que desde que deixou o Governo ganha muito dinheiro. Mas tal como Dias Loureiro (que vê a sua fortuna agora sob investigação pelo caso BPN), Jorge Coelho, António Mexia, Pina Moura, Armando Vara ou Fernando Gomes, também se tornaram gestores de grandes empresas e que passaram a ganhar duas ou três vezes mais do que quando eram ministros.

Dias Loureiro justifica a sua boa saúde financeira com o seu trabalho, mas o próprio também admite que a entrada na Plêiade, empresa de José Roquette para onde entrou como administrador e onde recebeu uma participação de 15 por cento do capital, o fez ganhar mais dinheiro do que em todos os anos de política. Só com o negócio do BPN, Dias Loureiro ganhou 8 milhões de euros, isto seis anos depois de sair do Governo.

Segundo o 24Horas, outro caso de sucesso na vida pós-política é o de Jorge Coelho, antigo ministro de Estado de Guterres, que decidiu enveredar pela carreira de gestor, em Maio do ano passado quando tomou posse como vice-presidente do conselho de administração da Mota-Engil. Enquanto esteve no Governo ganhava 160 mil euros por ano, agora ganha mais de 300 mil.

Armando Vara, na sua passagem pelo Governo de António Guterres, ganhava 100 mil euros por ano, mas foi quando abandonou o seu cargo político que viu a sua vida financeira prosperar. Armando Vara começou a sua carreira profissional como simples empregado de balcão, na Caixa Geral de Depósitos, mas, depois como administrador, o ex-ministro passou a ganhar cerca de 240 mil euros por ano.

Nesta lista não podia faltar o nome do actual presidente do Conselho de Administração da EDP, António Mexia, que, antes de ser ministro ganhava 680 mil euros. No Governo de Santana Lopes, como ministro das Obras Públicas, ganhou 54 mil euros mensais, e agora, segundo o relatório de contas da EDP, em 2008, o ex-ministro ganhou 1 milhão de 256 mil.

De todos os políticos que abdicaram do serviço público em prol de cargos em grandes empresas, Fernando Gomes é daqueles que mais sucesso alcançou. Em dez anos, o antigo presidente da Câmara Municipal do Porto e actual administrador da GALP, passou de 45 mil euros anuais para uma remuneração de mais de 700 mil.

Fonte: Sol de 08.06.2009

08/06/2009 Posted by | Política: artigos de opinião | | Deixe um comentário

Armando Esteves Pereira, Director-adjunto do CM: Lavoura em pé de guerra

A Feira Nacional de Agricultura, em Santarém, é a principal montra do sector e este ano começou com um facto insólito. Na inauguração não esteve presente nenhum membro do Governo. O episódio revela o clima de guerra entre a CAP e o ministro da Agricultura. João Machado, presidente da mais poderosa organização de agricultores, diz ao CM que o ministro Jaime Silva e José Sócrates podem ir à feira “livremente, desde que paguem bilhete”.

O mundo rural vive uma grave crise, sem ânimo e sem futuro. Mas Jaime Silva não é culpado de tudo. É evidente que poderia ter feito mais e melhor, mas o estado desastroso da agricultura tem mais culpados. Até a má organização dos próprios agricultores. Por exemplo, há vários produtores estrangeiros, especialmente holandeses e dinamarqueses, que se instalaram em Portugal e que não se queixam, e até têm bons resultados, quer seja no vinho, nos cereais ou no leite.

Mas o grande problema da agricultura nacional é a distribuição, que impõe condições leoninas para os agricultores colocarem os seus produtos. É muito caro e difícil os agricultores colocarem os produtos nas prateleiras dos hiper e supermercados. E o último ataque à agricultura e à agroindústria portuguesas são as marcas brancas, mais baratas para os consumidores, mas com origem desconhecida.

Fonte: Correio da Manhã de 08.06.2009

08/06/2009 Posted by | Política: artigos de opinião | , | Deixe um comentário

Carlos Abreu Amorim, Jurista: Para que serve o CDS?

O CDS tinha uma boa lista. Nuno Melo brilhou no inquérito ao caso BPN, Teresa Caeiro e Diogo Feio são políticos experientes e competentes. Mas Portas apareceu a todo o tempo. Quis fazer de muleta dos seus candidatos mas, ao contrário, encolheu-os e nunca os deixou crescer. As imagens eram de Portas, as prédicas eleitorais eram de Portas e Portas estava nos cartazes e nas feiras.

Na verdade, o CDS já não é bem um partido – parece-se mais com um culto pessoal à volta de Paulo Portas. O grande problema dessa liturgia é que o seu objecto está em irremediável decadência. Portas regressou mal e antes do tempo. Voltou igual, apenas mais gasto e redundante. Transformou o CDS num partido de um homem só cuja mensagem exclusiva é o seu líder. O paradoxo é que, por culpa própria, Portas se tornou na personagem mais estafada e aborrecida da política portuguesa.

O espaço vital do CDS subsiste à custa da variação de conjuntura do vizinho ‘grande’ do lado, o PSD. Este raramente esteve tão mal como nestes anos socráticos, mas o CDS nunca conseguiu aproveitar essa letargia. Não soube ser alternativa. Não faz diferença em área nenhuma. A sua competição eleitoral parece reduzir–se a uma obstinação patética em vencer as sondagens: o CDS julga vencer só porque não perdeu tanto como se previa.

Mas os resultados de ontem não podem deixar ninguém feliz no CDS: quando não há estratégia para além da mera sobrevivência, todos os esforços visam apenas adiar o fim. O próximo desafio será nas Legislativas.

Fonte: Correio da Manhã de 08.06.2009

08/06/2009 Posted by | Política: artigos de opinião | , , | Deixe um comentário

Carlos Abreu Amorim, Jurista: Há derrotados

Ontem, deu-se o insucesso de uma campanha que jurou só falar em temas europeus e acabou a sujar os adversários à boleia de escândalos internos que não têm partido. Foi o desaire da táctica ridícula da ‘campanha negra’ e dos ‘poderes ocultos’. Foi a queda de um estilo peculiar de querer ser ‘duro’, assente em ameaças pouco veladas a professores descontentes e em processos judiciais a jornalistas menos respeitosos em relação ao ‘chefe’.

Ontem percebeu-se, também, que não é impunemente que se finge governar com muito marketing político mas poucas medidas competentes, com reformas anunciadas mas nunca realizadas.

Ontem, Sócrates foi o grande derrotado. Rangel o vencedor indiscutível. A sorte do ainda primeiro-ministro é que não vai ter o mesmo adversário nas Legislativas.

Fonte: Correio da Manhã de 08.06.2009

08/06/2009 Posted by | Educação: artigos de opinião | , , | Deixe um comentário

Octávio Ribeiro, Director: Votos deixam Sócrates em gestão

A maré política mudou. Com este cartão laranja mostrado nas urnas, Sócrates tem certa a perda – no mínimo – da maioria absoluta. Ferreira Leite contará agora com um partido unido e disciplinado. Já cheira a poder no PSD. Esse aroma, sabe-se, inebria as hostes social-democratas ao ponto de verem a sua futura primeira-ministra em quem até ontem somavam incapacidades para liderar.

No PS começará inexorável o dia seguinte, o dia após Sócrates. E este é o grande desafio ao ainda primeiro–ministro: perante um Verão que se prevê socialmente duríssimo, Sócrates terá de continuar a governar, enquanto o partido que o suporta estará já à procura de novas soluções para a liderança. Na azáfama do fim de festa deste Governo, a Cavaco Silva caberá um papel mais central e reforçado nos poderes de vigilância que lhe assistem.

É já claro – na prova real dos votos contra a predição das sondagens – que os próximos três meses contarão com uma maioria absoluta no Parlamento desajustada da vontade actual dos eleitores. Tal facto terá de ser ponderado na acção governativa com efeitos nos próximos anos. E isso Cavaco deverá fazer com total legitimidade.

Fonte: Correio da Manhã de 08.06.2009

08/06/2009 Posted by | Política: artigos de opinião | , , | Deixe um comentário