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O que vou lendo por ai…

Gonçalo Amaral, Ex-Coordenador da PJ: Bela Vista Social Club

Há mais de dois anos que um grupo de jovens da zona de Setúbal contribui de forma activa para o aumento das estatísticas da criminalidade violenta e o aumento do sentimento de insegurança, dedicando-se, um pouco por todo o País, ao roubo de caixas multibanco.

No passado fim-de-semana, na sequência de uma troca de tiros, um desses jovens foi atingido pela polícia, vindo mais tarde a falecer. De forma a “homenagear” a polícia, os amigos e vizinhos do jovem, que teve uma curta vida como bandoleiro, mas recheada de episódios à margem da lei, brindaram as autoridades policiais com cocktails molotov deveras indigestos para um momento que se dizia de homenagem.

Este bando/gang/associação criminosa só continua em actividade porque as leis são frágeis e a coordenação parece não existir apesar dos esforços da Polícia Judiciária contra alguns interesses institucionais/corporativos, consequência das sistemáticas alterações legislativas dos últimos dez anos em matéria de competências das polícias.

Não se sabe onde param as equipas de intervenção rápida que foram publicitadas há alguns meses pelo sr. ministro da Administração Interna, e bem pode o mesmo vir dizer que Portugal está, neste momento, bem mais preparado para combater o crime organizado.

Fonte: Correio da Manhã de 09.05.2009

09/05/2009 Posted by | Política: artigos de opinião | , | Deixe um comentário

Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto do Correio da Manhã: Escândalo do BPP

O ministro das Finanças disse ontem que “os clientes do BPP que celebraram contratos de depósito terão as garantias asseguradas”. Esta promessa do ministro não acalma os clientes vítimas do Banco Privado, porque as suas aplicações, tecnicamente, não são depósitos, mas sim investimentos mais próximos de fundos bolsistas.

Até rebentar o caso BPP, os clientes estavam sossegados e pensavam que os produtos de ‘retorno absoluto’, garantidos pelo banco, com um juro pouco superior a 5%, eram depósitos. Descobriram depois que eram produtos de risco e que alguns até serviam para pagar aplicações de outros clientes, como num esquema de D. Branca.

Isto aconteceu num banco de portas abertas, num negócio em que os administradores estão sob a alçada disciplinar do Banco de Portugal. A autoridade falhou de forma absurda e deixou que o banco vendesse gato por lebre.

Os accionistas da Privado Holding estão agora em guerra, enquanto João Rendeiro está tranquilo, com o seu património seguro em offshores. Entre os clientes que invadiram os balcões do banco há casos dramáticos. Pessoas que perderam o pé-de-meia. A actual administração ainda tenta recuperar banco, mas o mais importante não é salvar o BPP: o fundamental é recuperar o máximo possível do dinheiro dos clientes.

Fonte: Correio da Manhã de 09.05.2009

09/05/2009 Posted by | Política: artigos de opinião | , , | Deixe um comentário