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Manuel António Pina: Finalmente todos de acordo

Foi um dia histórico na AR: todos os partidos, da direita à esquerda, de acordo. Inacreditável? Não, tratava-se de aumentar de 22.500 para 1.257.660 euros – 5 500% de aumento! – o valor que os partidos podem receber em “cash” (notas, arame, guita, maravedis, pilim…). E, já que estavam com a mão na massa, decidiram alargar ainda as subvenções que recebem do Orçamento de Estado.

A justificação é que o eleitorado do PCP não usa cheques nem cartões multibanco, e deve poder ir buscar ao colchão 1 257 660 euros em notas para entregar no Centro de Trabalho mais próximo. Guerra Junqueiro falava, há mais de cem anos, de partidos “análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais (…) como metades do mesmo zero, não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão (…) de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar”. Afinal, cabem. E é fácil imaginá-los a repetir uma das “Ladaínhas modernas” do mesmo Junqueiro correcta e aumentada: “S. Venha-a-Nós, satisfazei-nos este desejo, /S. Venha-a-Nós, este desejo timorato: / S. Venha-a-Nós, fazei do país um queijo, / S. Venha-a-Nós, e fazei de nós um rato”.

Fonte: Jornal de Notícias de 06.05.2009

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06/05/2009 - Posted by | Política: artigos de opinião | ,

1 Comentário »

  1. Nesse dia “nasceu um Senhor”, António José Seguro!

    Comentar por rita | 06/05/2009 | Responder


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