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Anedótico…Neste Portugal para irem presos a polícia tem de os apanhar a dar-te a facada! (ausência de flagrante delito): Sintra – Dois jovens de rio de mouro esfaqueados no intervalo de 15 minutos

Assaltados à facada
O blusão de ganga foi lavado, mas as nódoas de sangue não saíram. E os dois rasgões continuam lá. Ricardo Mata, um estudante universitário de 18 anos, é o dono do casaco. Tem o pulmão esquerdo perfurado por uma faca depois de, pelas 13h15 de anteontem, se ter cruzado com oito ladrões que o atacaram numa avenida da Serra das Minas, Rio de Mouro, Sintra, só para lhe levarem o leitor de MP3.

Mas esta não foi a única vítima do perigoso grupo. Quinze minutos antes, começaram por atacar João Moreira, estudante de 17 anos, da Escola Secundária Leal da Câmara, em Rio de Mouro. O jovem foi rodeado junto à estação da CP local e acabou espancado com violência e esfaqueado na perna esquerda. Roubaram-lhe tudo. Dez minutos depois, na avenida João de Deus, na Serra das Minas, um outro jovem, de 16 anos, foi esmurrado e pontapeado pelo mesmo grupo. Também ele ficou sem nada.

Mas o caso mais grave foi o de Ricardo Mata. A vítima foi atacada no caminho de casa para o comboio. Depois do assalto, entrou numa pastelaria da avenida João de Deus a pedir ajuda. “Tinha o blusão a pingar sangue devido ao golpe enorme no pulmão esquerdo, de onde jorrava sangue”, contou ontem ao CM Alcina Costa, funcionária da pastelaria.

Está internado no Hospital de S. Francisco Xavier, Lisboa, e ontem à tarde Maria de Lurdes Vilar, tia de Ricardo, disse que o jovem estava a ser operado. “Além da perfuração no pulmão, detectaram-lhe um golpe no diafragma. Está estável.”

TRÊS ASSALTANTES PRESOS MAS LOGO LIBERTADOS

Mal recebeu as três denúncias dos assaltos praticados pelo gang de oito a dez assaltantes, a PSP pôs-se em campo. Agentes de investigação criminal, com elementos da esquadra da PSP local, patrulharam as ruas circundantes aos locais dos três assaltos e conseguiram ainda prender três jovens envolvidos nos ataques. Têm todos mais de 16 anos e, apesar de não terem sido encontrados com facas ou artigos furtados, confessaram a participação nos crimes. Mesmo assim, a PSP limitou-se a identificá-los, colocando-os em liberdade por ausência de flagrante delito. Todos os restantes membros do gang estão referenciados pela PSP de Sintra. São jovens problemáticos, já com antecedentes por furtos e roubos violentos. O CM apurou que, entre eles, há alunos de uma escola secundária do concelho de Sintra.

MP3 ATRAIU GRUPO CRIMINOSO

Estudante do 1º ano de Engenharia Informática do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, Ricardo Mata costuma normalmente fazer o mesmo caminho de casa para o comboio. No entanto, na terça-feira à hora de almoço, o jovem terá decidido caminhar acompanhado pela música do leitor de MP3. A família acredita que poderá ter sido isso a chamar a atenção dos assaltantes. “Quando leva o MP3, ele mete o fio por dentro da roupa. Ontem [anteontem], acho que não o fez”, disse ao CM Lurdes Vilar, tia de Ricardo. Prova disso, acrescenta, “é o facto de só lhe terem roubado isso depois de agressão”.

PORMENORES

JOVEM CALMO E CASEIRO

Ricardo Vilar Mata tem 18 anos e estuda Engenharia Informática no Instituto Superior de Engenharia de Lisboa. A tia, Lurdes Vilar, referiu ao ‘CM’ que o sobrinho” é um jovem calmo e caseiro”. “Quando foi assaltado, ele ia apanhar o comboio à estação de Rio de Mouro para ir para Lisboa”, explicou.

DESMAIOU APÓS FACADA

As funcionárias da pastelaria onde Ricardo Mata pediu auxílio na sequência do assalto recordam o pânico com que o jovem procurou ajuda depois de ter sido espancado e agredido. “Ele entrou aqui a cambalear. Sentámo–lo numa cadeira e ele chegou já a desmaiar”, disse ontem ao CM a testemunha Alcina Costa.

Fonte: Correio da Manhã de 30.04.2009

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30/04/2009 Posted by | Política: notícias | , | 3 comentários

Anedótico…: Justiça – Falta de funcionários nos tribunais põe em risco investigações

PJ esteve horas à espera que o Tribunal do Seixal emitisse mandados de buscas e os suspeitos foram presos no limite. Sindicatos garantem que existem milhares de mandados atrasados por falta de oficiais de justiça.

A Polícia Judiciária (PJ) pediu, no final da semana passada, ao Tribunal do Seixal a emissão de mandados de busca com carácter urgente para uma operação a realizar no mesmo dia. Mas depois do juiz ter autorizado, os documentos demoraram horas a ser executados pelos oficiais de justiça, comprometendo a investigação e detenção dos suspeitos. Este é um dos muitos casos em que os mandados demoram horas ou são adiados para o dia seguinte pondo em causa as investigações e detenções.

Carlos Almeida, presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), aponta o dedo à falta de funcionários. “Neste caso tivemos sorte. Os mandados foram executados no limite e a PJ já não sabia o que fazer, estava desde a manhã à espera”, aponta o sindicalista.

“Estamos a colocar em risco a segurança das pessoas, porque poderíamos não ter conseguido produzir a prova para manter o grupo preso. E depois o que passaria para a opinião pública era que o juiz tinha libertado um grupo de criminosos, mas a verdade é que a culpa não é dele”, acrescenta Carlos Almeida.

O responsável aponta o dedo à tutela: “O Ministério da Justiça tem desvalorizado tudo isto e a Direcção-Geral da Administração da Justiça também.”

Episódios deste tipo não são únicos, garante também Fernando Jorge, presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais. Adiantando até que não conhece “nenhum tribunal onde estas acções corram bem”. “São milhares os mandados que se atrasam horas ou são adiados um dia, pondo em causa as investigações”, conclui.

O ministro da Justiça, Alberto Costa, admitiu ontem na Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, que os prazos de inquérito não estão a ser cumpridos.

A falta de oficiais de justiça leva ao acumular de processos. Para Fernando Jorge, o Tribunal de Sintra está numa “situação calamitosa” com mais de 60 mil processos. Também Carlos Almeida alerta que “estão criadas as condições para que aumentem as prescrições”. Até porque, “o crime está a aumentar e os tribunais não estão a acompanhar”, acrescenta.

Oficialmente existem oito mil funcionários, mas o SOJ acredita que sejam apenas sete mil. Por isso, o organismo fala na necessidade de contratar mais mil.

Recentemente os quadros deveriam ter tido um reforço, através de um concurso interno da Administração Pública, de 300 funcionários, mas só entraram 194. Os restantes preferiram manter a função actual. “As pessoas quando são confrontadas com as condições não querem ingressar na carreira”, reconhece Carlos Almeida.

O sindicalista denuncia ainda que o novo mapa judiciário afasta as pessoas da justiça. “Na sexta-feira uma senhora foi de Mafra até ao Tribunal de Sintra com os dois filhos menores para denunciar o incumprimento da pensão de alimentos. Apanhou três meios de transporte para lá chegar”, conta Carlos Almeida. Uma situação que prova que a justiça “não está próxima dos cidadãos”. “Não há sensibilidade social neste modelo que se quer aplicar”, diz.

Fonte: Jornal de Notícias de 30.04.2009

30/04/2009 Posted by | Política: notícias | , | Deixe um comentário