Do ex-inspector da Polícia Judiciária Gonçalo Amaral: Medidas preventivas
Após demorado silêncio, apesar do aumento da criminalidade, mas com resultados excelentes na diminuição da população criminal, dados que nos orgulham face aos nossos parceiros europeus, eis que o Sr. Ministro da Justiça diz da dita: uma nova definição das prioridades no combate à criminalidade.
Um catálogo que nada tem de inovador e em nada contribuirá para a diminuição da criminalidade. Estamos a caminho da sul-americanização, é apenas uma questão de tempo. Melhor seria que o Sr. Ministro, ao que parece adepto de arquivamentos prematuros, convidasse para seu porta-voz um certo inglês que, de forma brilhante, tem manipulado a comunicação social do seu país em defesa de um casal que vai gozando com a justiça portuguesa. Não tendo dinheiro para tanto, poderia o Ministro seguir o exemplo da agência que, de forma preventiva, ao proibir as funcionárias das lojas do cidadão de usarem saltos altos, roupa interior escura, gangas (apertadas!?) e perfumes agressivos, está certamente a evitar crimes como o assédio sexual e quiçá violação.
Pouco importam os negócios na aquisição das primeiras lojas de cidadão, cuja investigação parece ainda decorrer, é preciso é prevenir, com uma imagem onde não se exigem mangas–de-alpaca porque a crise só é profunda para alguns, e a modernização não se compadece com modas passadas.
Fonte: Correio da Manhã de 11.04.2009
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