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Aldrabar estatísticas e dar nas vistas…: Queda abrupta da criminalidade juvenil espanta autoridades e não há explicação

Ao contrário do que aconteceu com a criminalidade geral e a violenta, que registaram a maior subida de sempre, os crimes praticados por jovens menores de 16 anos caíram quase para metade. Não há explicação [Comentário meu: “Explicação”? É que as máquinas de calcular por vezes têm problemas…]

O secretário-geral de Segurança Interna, Mário Mendes, não encontra “para já” nenhuma explicação para a descida em 43,5% da criminalidade juvenil, praticada por jovens com menos de 16 anos. “Não sei explicar. É preciso analisar o fenómeno e perceber porque não acompanhou a tendência de subida global dos crimes”, disse ao DN.

O juiz-conselheiro coloca a hipótese desta descida – completamente atípica quando comparada com a evolução dos últimos anos, como se pode verificar nos gráficos em baixo – pode ter a “ver com uma questão geracional”. [Comentário meu: “questão geracional”? Vá lá arranjem uma desculpa melhor…]

No caso da criminalidade grupal, que também registou uma variação inédita, nesta caso um aumento de 35%, não surpreende tanto, pois acompanha a tendência de recrudescimento dos crimes.

Nuno Magalhães, deputado do CDS-PP, entende que estas discrepâncias na evolução deste tipo de crimes, em relação aos anos anteriores, lhe merecem “sérias dúvidas” na forma como foi feita esta estatística oficial. “A delinquência juvenil decresceu apenas por manipulação estatística dos dados, uma vez que aquilo que outrora era cometido individualmente passou a ser cometido em grupo”.

O ‘Super-polícia’ chegou a admitir a essa hipótese em declarações feitas à TSF: “Pode estar a acontecer que alguma delinquência juvenil esteja actuar em grupo, porque o conceito de criminalidade grupal absorve o da juvenil se ela for praticada em grupo”, afiançou.

Poucas horas mais tarde, o ministro Rui Pereira refutou essa explicação, esclarecendo que “se os crimes são cometidos por três ou mais jovens, são contabilizados nos dois tipos de crime”, o juvenil e o grupal.

Mário Mendes confirmou depois ao DN esta metodologia, embora reconheça que “não é suficiente” para explicar a evolução invulgar. Aliás, numa entrevista ao DN, o secretário-geral apontava a baixa idade como uma das características do perfil do criminoso em 2008. “A indicação que há é que são muito jovens, alguns na faixa etária de inimputabilidade, menores de 16 anos, oriundos de zonas urbanas sensíveis”, disse.

Além do CDS, também o PSD, por Fernando Negrão, considerou “muito preocupantes” os dados da criminalidade grupal por ser “cada vez mais organizada e armada”. António Filipe, do PCP, defendeu que o aumento da criminalidade grupal “indicia um aumento da delinquência juvenil” que “é tipicamente praticada em grupo”.

Fonte: Jornal de Notícias de 11.04.2009

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11/04/2009 - Posted by | Política: notícias |

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