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NOVAS OPORTUNIDADES (É só mamar à conta do Contribuinte…): Brisa – António Vitorino factura 5 mil por reunião

O ex-comissário europeu, António Vitorino, ganha 5000 euros por cada reunião a que preside como presidente da mesa da Assembleia Geral da Brisa, de acordo com o relatório anual de bom governo das sociedades, ontem disponibilizado no sítio da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Conheça todos os pormenores na edição de terça-feira do jornal ‘Correio da Manhã’.

Fonte: Correio da Manhã de 24.03.2009

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24/03/2009 Posted by | Política: notícias | | Deixe um comentário

José Sócrates no seu “melhor”…: Especialistas de energia denunciam “embuste” na visita de Sócrates e Pinho à Energie – Tecnologia que líder do Governo apadrinhou é vendida como energia solar e vai receber ajudas como tal. Especialistas explicam que é mentira

A visita de José Sócrates e de Manuel Pinho às instalações da Energie para assinalar a segunda fase de expansão da fábrica que produz o que designa por “painéis solares termodinâmicos” está a desencadear uma série de protestos por parte dos principais responsáveis pela investigação e indústria solar no país.
“É uma empresa que assenta a sua propaganda num embuste”, denuncia Eduardo Oliveira Fernandes, ex-secretário de Estado da Energia e académico que desenhou a política energética do actual Governo, no que é acompanhado por Nuno Ribeiro da Silva, presidente da Endesa Portugal e presidente da Sociedade Portuguesa de Energia Solar (SPES), e por Manuel Collares Pereira, considerado um dos principais especialistas em energia solar no país, ex-investigador do INETI e responsável pela empresa fabricante de painéis solares térmicos Ao Sol. Os três especialistas clamam que o produto da Energie, fabricado na Póvoa de Varzim, é “publicidade enganosa” – mostram tratar-se de uma bomba de calor accionada a electricidade com apoio secundário em energia solar e não de um painel solar térmico – e atribuem o incentivo político do primeiro-ministro e do ministro da Economia, com a visita efectuada, a uma possível ausência de apoio técnico adequado pelos respectivos gabinetes.
Também a associação ambientalista Geota se associa às críticas. “A pretexto de vender energia solar, [a Energie] vende mais electricidade”, diz Manuel Ferreira dos Santos, um dos responsáveis da organização, que equipara o funcionamento do sistema da Energie a um “frigorífico ao contrário” que continua a ser alimentado por energia eléctrica, não solar, restando o que diz ser uma “acção de marketing bem conseguida”.
Os especialistas referidos sublinham que a tecnologia da Energie “não está em causa” enquanto bomba de calor. “Sendo eficiente” e uma tecnologia conhecida há mais de duas décadas, frisam que esta “não é energia solar”.
Ontem, na visita dos dois governantes à fábrica, o presidente da Energie, Luís Rocha, que se tem batido pelo reconhecimento do seu produto como tecnologia solar, era um homem satisfeito, ao revelar que a empresa foi considerada parceira do Governo no programa de apoio à instalação dos painéis solares térmicos. Esta inclusão permite à Energie aproveitar a onda de incentivo ao sector solar térmico em termos de mercado e aceder a apoios majorados. Um reconhecimento formal como tecnologia solar terá, no entanto, de passar por outras instâncias, nomeadamente a Comissão Europeia, com os especialistas a admitirem que Bruxelas chumbará a ideia.
Os chamados painéis solares termodinâmicos na origem da discórdia usam o mesmo princípio dos frigoríficos, mas ao contrário. Ou seja, enquanto um frigorífico usa o condensador (grelha nas traseiras) e o evaporador (chapa no interior) para arrefecer o ar interior do aparelho aquecendo o de fora (a grelha preta traseira está normalmente a uma temperatura superior à temperatura ambiente), a tecnologia da Energie usa o mesmo condensador e evaporador, com recurso a electricidade, para aquecer a água (podia ser ar). O painel colocado no telhado funciona como evaporador: recebe a temperatura do ar ambiente exterior, que se junta à energia produzida pelo equipamento, contribuindo para aumentar a sua eficiência.
Em relação a equipamentos congéneres de aquecimento térmico a electricidade, estas bombas de calor de água são consideradas mais eficientes. Do ponto de vista técnico, o sistema da Energie é classificado fora da energia solar, dado consumir 10 vezes mais energia eléctrica do que um colector solar térmico. com Ângelo Teixeira Marques

Fonte: Público de 24.03.2009

24/03/2009 Posted by | Política: notícias | | Deixe um comentário

Paulo Ferreira: Quanto vale uma ‘manif’?

O PCP convocou, pela voz do seu secretário-geral, mais uma manifestação para 23 de Maio, em Lisboa. Objectivo explicado por Jerónimo de Sousa: contestar as políticas do Governo, pois claro. Para isso, os comunistas reclamam a presença de todos quantos queiram mostrar a sua “indignação e descontentamento”. Jerónimo deseja “uma grande manifestaçção política, uma marcha de protesto, ruptura e confiança, uma grande acção de luta por uma vida melhor”.

Ora aqui está um interessante problema: o que é hoje uma “grande acção de luta”? Quantos manifestantes são necessários para impressionar o povo e para fixar a atenção dos media no evento? Os últimos protestos elevaram a fasquia a tal ponto que, hoje, reunir na capital do país 40 mil ou 50 mil pessoas (por comparação com as supostas 200 mil da manifestação da CGTP ou das supostas 120 mil dos professores) arrisca-se a ser visto como um grande fiasco. E um grande fiasco é tudo o que o PCP não precisa, numa altura em que a nossa vida nos dá mais argumentos para protestar do que para aplaudir.

De modo que, por muito sonoras que sejam as reclamações de Jerónimo de Sousa – combate às “injustiças, ao desemprego, à miséria e à corrupção” são palavaras duras-, o risco é grande para o PCP. Conhecidos e reconhecidos pela sua capacidade de trabalho e de mobilização, os comunistas sabem que as próximas eleições legislativas se jogam à Esquerda – e por isso estão disponíveis para, até ao limite se necessário, forçar a mobilização contra as políticas do Executivo de José Sócrates.

Verdade que, por muito bem sucedidas que sejam, as “acções de luta” não contam no sufrágio eleitoral. Mas ajudam a moldar o sentido de voto. Sobretudo quando são acompanhadas, dia após dia, por factos que afastam o optimismo dos que já vêem – e são alguns – sinais de recuperação nas economias.

Eis um sucinto e recente retrato do quotidiano nacional.

O número de desempregados disparou 17,7% em Fevereiro, face ao mesmo mês de 2008, marcando o acréscimo mais elevado desde Dezembro de 2003.

Efeito do desemprego: as contribuições para a Segurança Social estão a crescer, mas metade do previsto.

Os portugueses já não conseguem comprar os antidepressivos que lhes são receitados. As famílias estão sem dinheiro para os medicamentos.

A crise fez disparar o número de pedidos de bolsas universitárias: há centenas de novos candidatos e as universidades estão a aceitar candidaturas fora de prazo, para tentarem ajudar os alunos.

Donde: razões para “acções de rua” não faltam. Terão elas a dimensão que o PCP almeja?

Fonte: Jornal de Notícias de 24.03.2009

24/03/2009 Posted by | Política: artigos de opinião | , | Deixe um comentário

Manuel António Pina: “Vem vero Povo, que lindo é”

Uma petição de sportinguistas exigindo a repetição da final da Taça da Liga “porque nós merecemos a taça, lutámos por ela com honra e amor à camisola” reuniu, em poucas horas, mais assinaturas que petição idêntica que anda há uma eternidade na Net (na Net, clica-se em qualquer sítio e aparecem duas ou três petições) apelando à demissão de Dias Loureiro do Conselho de Estado na sequência do caso BPN e dos “seus comportamentos que põem em causa o bom-nome do Conselho de Estado, da Presidência da República e do País”.

Quem julgasse que trafulhices de milhões como as do BPN chegariam para comover a Pátria, nunca, como na redacção daquela menina de Leiria, foi lá, à Pátria. A Pátria comove-se é com “penalties” roubados, não com milhões roubados. A Pátria não faz a mínima ideia do que é um milhão e está-se nas tintas (como o povo diz, isso são coisas “lá deles”) para “o bom-nome do Conselho de Estado (de quem…?), da Presidência da República e do País”. Ponham-lhe à frente uma petição a exigir a demissão do Eduardo de “Podia acabar o mundo” do tal Conselho de Estado, e essa, sim, a Pátria assina logo.

Fonte: Jornal de Notícias de 24.03.2009

JÁ AGORA:

Todos os dias surgem mais indícios de que Dias Loureiro mentiu à comissão parlamentar de inquérito. Estas mentiras são motivo suficiente para exigir a sua saída do Conselho de Estado.

Por iniciativa própria ou após ser desautorizado por Cavaco.

A história do BPN é uma vergonha. Ainda não se sabe tudo, mas já percebemos que a marosca é grande. É tempo de levantar a voz da cidadania.

Assinem a petição e passem a palavra:

“Os cidadãos portugueses abaixo-assinados apelam ao ainda conselheiro Manuel Dias Loureiro que, a bem do bom-nome daquele órgão de soberania e da democracia e dando um sinal claro de que não vê o seu cargo como forma de protecção e que quer o cabal esclarecimento de todos os factos, se demita do Conselho de Estado.

E que, caso este teime em não o fazer, o Presidente da República, que o indicou para o cargo, deixe claro que este conselheiro de Estado já não conta com a sua confiança.”

http://www.petitiononline.com/DLCE2009/petition.html

24/03/2009 Posted by | Política: artigos de opinião | , | Deixe um comentário

Vasco Graça Moura: COR DE BURRO QUANDO FOGE

A cada dia que passa, José Sócrates revela as suas fragilidades confrangedoras: é um político mal preparado e enviesado, capaz de má-fé e de manipulação sem limites, arrogante e vaidoso até se dizer chega, sem nenhuma espécie de consistência ou densidade.

Sempre que faz uma alusão a Manuela Ferreira Leite, mistura alhos com bugalhos e não tem escrúpulos em distorcer o sentido de coisas que ela tinha dito. Não se pode contar com ele para um debate sério e muito menos para um combate político leal. Isto, sem falar na falta de originalidade com que capricha em imitar servilmente as inanidades proferidas pelo seu homem de mão Augusto Santos Silva, apaniguado que passa a vida a acusar os adversários de um vazio de ideias do mesmo passo que demonstra que não está propriamente cheio delas.

O primeiro-ministro, rodeado por medíocres criaturas de indefectível servilismo, tem uma fatal vocação para desgovernar, duvidoso mérito emparelhado com medidas e promessas de “retorno absoluto garantido” sistematicamente furadas, entre mentirolas bombásticas e desculpas de mau pagador.

No último congresso do Partido Socialista, ele invocou matérias transcendentes, de suculenta e decisiva importância nacional, que o impediam de se deslocar a Bruxelas para participar na reunião informal de chefes de Estado e de Governo, retendo-o no meigo rebanho dos correligionários que tão acrisoladamente vai pastoreando. Pois aquelas matérias de coturno sublimado revelaram-se afinal tão obviamente “cagativas” que bastou um simples apagão para serem varridas de vez da ordem de trabalhos do conclave.

Sócrates proferiu então aquela frase estarrecedora e napoleónica, destinada a ser gravada a ouro nos manuais de ciência política do futuro (“a nossa legitimidade para estar na Europa começa aqui”). O mesmo sujeito enfático e verboso que se limitou a abordar o tempo de escolaridade e o ensino pré-primário como medidas salvíficas, largou ainda esta pérola requintada: “Aqui, reunidos em Congresso, o PS faz escolhas e toma decisões. É aqui que se discutem as ideias e as propostas políticas que apresentamos aos portugueses.” E acrescentou, com aquela convicção feroz de quem se quer fazer passar por uma força da Natureza sem perceber que lhe falta o gabarito: “Nós debatemos, de forma aberta, franca e pública, os problemas do País e as respostas que são necessárias. E é disto que o País precisa e é isto que o País espera de nós.”

Viu-se. Houve um debate copioso, aprofundado, fracturante e deveras ensurdecedor. Com tantas ideias e propostas discutidas, com tantas respostas lestas adoptadas, Portugal já não vai para o galheiro.

Faz dó. O PS tornou-se um partido cabisbaixo. E com o PS, o Estado português tornou-se calaceiro e caloteiro. O QREN vai com dois anos de atraso. O funcionamento da justiça pede meças à eternidade. O pagamento das dívidas do Estado às PME continua em ponto morto. Os nomes de amigalhaços e compadres surgem em constelação tentacular, ligados a negociatas e tranquibérnias. As iniciativas sérias, viáveis e eficazes, adequadamente dimensionadas para a natureza e gravidade dos problemas, continuam sem aparecer.

É o Portugal da meia bola e força no melhor das suas águas turvas: umas mediocridades absolutas, umas banalidades sem remédio, uma chocante falta de rigor, uma política trapalhona, uma manipulação permanente e videirinha, umas espertezas saloias, uma teia de rabos-de-palha ainda muito longe do esclarecimento necessário.

Sócrates está-se marimbando solenemente para tudo o que não seja a promoção desenfreada da sua enfatuada pessoa e a sua própria campanha eleitoral.

Incompetente para propor e desencadear quaisquer soluções sérias para o desemprego, a economia, a insegurança, a justiça, a educação, a saúde, etc., etc., é então que se lembra de introduzir o tema da campanha a que chama negra.

Ora quem tanto se autovitimiza com essa rábula da “campanha negra” fica reduzido a fazer, por sua vez, uma campanha cor de burro quando foge. Confere.

Fonte: Diário de Notícias de 18.03.2009

24/03/2009 Posted by | Política: artigos de opinião | , | Deixe um comentário