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Estou mesmo preocupado…: Stanley Ho perdeu 89% da fortuna

O magnata dos casinos de Macau, Stanley Ho, perdeu 89 % da sua fortuna em 2008 e tem agora “apenas” mil milhões de dólares sendo o último “bilionário” de Hong Kong na lista da Forbes.

Depois de um quinto lugar na lista do início de 2008 com 9.000 milhões de dólares, a fortuna do magnata dos casinos caiu 89 por cento e vale agora “apenas” mil milhões, correspondentes a um modesto 19/o lugar entre os 40 mais ricos da cidade, que continuam a ter como líder Li Ka-Shing, com interesses vários, desde o imobiliário às telecomunicações.

Mesmo assim Li Ka-Shing não escapou à crise e viu a sua fortuna cair metade para um total de 16,2 mil milhões de dólares, mas foi Stanley Ho o mais afectado dos bilionários da cidade.

A família Kwok, que dirige a Sun Hung Kai Properties, manteve a segunda posição, mas perdeu 55 por cento da fortuna para um total de 10,8 mil milhões de dólares.

O terceiro lugar, ocupado por Lee Shau Kee, também registou fortes perdas e é o primeiro da lista com menos de 10.000 milhões, ao registar uma fortuna de nove mil milhões de dólares.

Com uma crise financeira a atingir as grandes fortunas, entrar na lista dos ricos de Hong Kong é agora mais fácil, já que dos mil milhões requeridos em 2008, agora só são precisos 485 milhões de dólares, a fortuna do último rico da Forbes – Patrick Lee – ligado à industria do papel e que encerra a lista.

Fonte: Jornal de Notícias de 05.02.2009

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05/02/2009 Posted by | Política: notícias | | Deixe um comentário

É…nós os parvalhões pagamos tudo…: Manuel António Pina – Foguetes & facturas

Fico a saber pelo “Jornal de Negócios” que uma parte do preço das portagens que pago quando circulo numa auto-estrada se destina a pagar o “evento” de assinatura do contrato de concessão, durante o qual, diante das câmaras de TV, bota discurso um sempre luzido cortejo governamental. A coisa custa-me, e aos restantes cidadãos e empresas que usam auto-estradas, 500 mil euros de cada vez (além do penoso custo de ter que ouvir os discursos).

As concessionárias são, de facto, por cada concessão, obrigadas a entregar, sem regatear, 500 mil euros a “fornecedores” indicados pela Estradas de Portugal, que, depois, se reúnem no Ministério das Obras Públicas para preparar o “acontecimento” sob orientação de um ex-apresentador de TV expressamente contratado para “organizar eventos” (na vulgata propagandística, “números”).

Já o custo do “evento”, ou “número”, de apresentação do relatório que afinal não era da OCDE não se sabe quanto terá custado. A única coisa que se sabe é quem pagará a conta… (A propósito: não se esqueça de que o prazo de entrega das declarações Modelo 3 do IRS termina daqui a um mês).

Fonte: Jornal de Notícias de 05.02.2009

05/02/2009 Posted by | Política: artigos de opinião | | Deixe um comentário

Nota editorial do CM: Reforma da mãe de Sócrates

Maria Adelaide de Carvalho Monteiro, mãe de José Sócrates, recebe uma pensão inferior a 250 euros por mês.

O CM escreveu que Maria Adelaide auferia 3000 euros/mês. Tal notícia baseou-se em documentos da Segurança Social nos quais constavam 11 registos, referentes a 2007, cada um no montante de 3222 euros. Estes registos tinham códigos de ficheiro e lotes diferentes. Antes da publicação da notícia, o gabinete do primeiro-ministro foi confrontado com os referidos dados, não tendo o CM obtido qualquer resposta.

No entanto, no seguimento da investigação, apurámos que esses registos correspondiam a repetições do rendimento total anual, o que significa que, em 2007, Maria Adelaide, recebeu, em cada uma das 14 prestações, 230,14 euros. Pelo erro, pedimos desculpa aos visados e aos leitores.

Fonte: Correio da Manhã de 05.02.2009

05/02/2009 Posted by | Política: artigos de opinião | | Deixe um comentário

Armando Esteves Pereira: Buraco do BPN

O buraco descoberto pela nova administração no Banco Português de Negócios (BPN) ultrapassa todos os limites do decoro – 1,8 mil milhões de euros atinge uma dimensão pornográfica. Andamos a discutir se vale a pena um novo aeroporto e de repente pagamos metade dessa obra sem mais-valia, nem criação de empregos, na nacionalização de um pequeno banco, que impunemente e contando com a mítica cegueira das autoridades se dedicava a excêntricos negócios.

E prepara-se uma nova operação de branqueamento no BPN: atribuir todas as culpas a Oliveira e Costa. Os colegas de administração, como já mostrou Dias Loureiro, parece que não sabiam de nada. O ex-secretário de Estado dos perdões fiscais arrisca-se a ficar na história como um mega-Alves dos Reis, enquanto os seus antigos colegas ficam como inocentes vítimas de um génio da manipulação financeira. O saldo da nacionalização do BPN só se saberá no final do processo.

Mas será certamente negativo. E já que os contribuintes pagam seria bom seguir a sugestão do ex-ministro João Cravinho, que aconselha os deputados a investigar todas as operações em offshores do BPN. Os cidadãos têm o direito a saber quais as contas deste grupo nos paraísos fiscais, quem as movimentada e qual o rasto deixado por esse dinheiro.

Fonte: Correio da Manhã de 05.02.2009

05/02/2009 Posted by | Política: artigos de opinião | , , | Deixe um comentário

Pedro Lomba – Jurista – pedro.lomba@eui.eu: OS TRAUMAS DA NOSSA JUSTIÇA

Uma pessoa vê a entrevista de Judite de Sousa à procuradora Cândida Almeida na RTP sobre o caso Freeport e não acredita. É preciso a justiça portuguesa ter atingido um tal grau de desorientação para a senhora procuradora, responsável pelas investigações, proferir afirmações que acabaram por ficar em claro e que não podem, de modo algum, ficar em claro. É preciso o Ministério Público andar tão traumatizado com os seus falhanços nos processos mediáticos, para a senhora procuradora vir a público legitimar a ideia de que não há motivos para suspeitas sobre José Sócrates, dizendo mesmo compreender a reacção de vitimização do primeiro-ministro.

Vale a pena repetir que o licenciamento do Freeport levanta dúvidas inteiramente legítimas que não são efabulações gratuitas de quem visa perseguir José Sócrates. Aquilo que se sabe sobre o licenciamento do Freeport não tranquiliza ninguém. Há declarações contraditórias e falsas do primeiro-ministro, dois actos anormalmente urgentes praticados por um Governo de gestão (a declaração de impacto ambiental e a alteração à Zona de Protecção Especial do Tejo), uma carta rogatória da polícia inglesa que o identifica “sob investigação”, afirmações comprometedoras de um familiar que afirma ter agido como intermediário entre Sócrates e os promotores do Freeport e 20 suspeitos que intervieram no licenciamento a ser investigados. Não nos diga, Senhora Procuradora, que a culpa é nossa por exigirmos o esclarecimento cabal deste assunto.

Eu quero lá saber se José Sócrates é um bom ou mau primeiro-ministro, se estamos em ano de eleições, se há jornais que não gostam dele. O que eu quero saber, o que qualquer cidadão deve querer saber depois de avaliar os factos já conhecidos, é se o primeiro-ministro de Portugal usou ou não o seu poder enquanto ministro do ambiente para facilitar, por intermédio de um familiar e a troco de quaisquer contrapartidas, o licenciamento (em tempo record) do centro comercial do Freeport.

Perante isto, a senhora procuradora apressou-se a dizer à RTP que José Sócrates não é suspeito. Eu lamento, mas a procuradora Cândida Almeida não pode vir dizer que o tio de Sócrates é suspeito de ter recebido dinheiro para “influenciar o decisor”, mas já que sobre o “decisor” não recaem suspeitas nenhumas e que nem sequer “é peça marginal” do processo. Não pode vir dizer que negou uma investigação conjunta com a polícia inglesa porque “os sistemas jurídicos são diferentes”, quando é precisamente nestes casos de criminalidade transnacional que a cooperação entre polícias se impõe. Não pode vir dizer que está tudo bem com o primeiro-ministro porque não está e é evidente que não está. Isto não dignifica o Ministério Público e não dignifica Portugal.

Fonte: Diário de Notícias de 05.02.2009

05/02/2009 Posted by | Política: artigos de opinião | , , | Deixe um comentário