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O que vou lendo por ai…

Pois…: Rafael Barbosa – Calendário eleitoral

P.S.: O Governo prepara-se para aprovar um regime de excepção para o Código dos Contratos Públicos. Assim, as obras públicas até cinco milhões de euros poderão ser entregues, quer pelos organismos do Estado quer pelas autarquias, por ajuste directo, sem concurso público, ao construtor civil que se quiser. O argumento é o de que é preciso estimular o investimento público e combater a crise. O autor da proposta nunca deve ter ouvido dizer que depressa e bem, há pouco quem. Na prática, o que vai fazer é multiplicar a discricionariedade, que já era muita, e diminuir a transparência, que já era pouca. Um país com um clima de desconfiança permanente a propósito da relação demasiado estreita entre construtores e autarcas não precisava de mais esta acha na fogueira das suspeitas de corrupção. Muito menos em ano de eleições.

Fonte: Jornal de Notícias

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12/01/2009 Posted by | Política: artigos de opinião | | Deixe um comentário

Este Portugal é uma alegria…: Vara promovido na CGD após ter saído do banco

Um mês depois de ter saído da Caixa-Geral de Depósitos, Armando Vara foi promovido pelo banco público, segundo noticia o site do jornal Público.

Após ter assumido a vice-presidência do Banco Comercial Portugal, o ex-administrador da CGD foi promovido ao escalão máximo de vencimento, medida que terá influência para efeitos de reforma.

Segundo aquele jornal, o BCP explicou que Armando Vara “se tinha desvinculado definitivamente da CGD”, remetendo para o banco público o esclarecimento sobre essa desvinculação.

Fonte: Jornal de Notícias

12/01/2009 Posted by | Política: notícias | , | Deixe um comentário

Manuel António Pina: “Mostrar serviço”

Nos idos da juventude apresentei–me a um concurso para “assistente de programas literários de 2.ª classe” da Emissora Nacional (EN). Acho que a expressão “2.ª classe” se referia a “assistente” e não a “programas literários”, mas nunca o pude confirmar pois, tendo sido aprovado, não apareci na tomada de posse. Uma das provas do concurso consistia em resumir um discurso de Salazar.

Na altura, não era coisa surpreendente. Além disso, Salazar (supondo que era ele quem escrevia os seus discursos), sem ser um mestre da língua como Manuel de Andrade, exprimia-se em honesto português, sem os “hádem” de políticos e juristas de hoje. Surpreendente (mas que sei eu?) é, meio século depois, o IEFP (organismo público como era então a EN) impor um discurso de Sócrates como material de estudo para um concurso para técnico principal.

Sócrates é naturalmente alheio ao caso, como Salazar o foi decerto quando do meu concurso para a EN. No tempo do fascismo, o culto da personalidade fazia parte das regras do jogo. Hoje faz parte das regras de outro jogo: o dos “boys” do PS ansiosos por “mostrar serviço” ao líder.

Fonte: Jornal de Notícias

12/01/2009 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário