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O que vou lendo por ai…

Recebido por email: No País do faz de conta

No país do faz-de-conta

Ler com atenção.

Este país do faz-de-conta é cada vez mais uma anedota pegada. Ora atentem lá nesta coisa vinda no Diário da República nº 255 de 6 de Novembro 2008:

EXEMPLO 1
No aviso nº 11 466/2008 (2ª Série), declara-se aberto concurso no I.P.J.
para um cargo de “ASSESSOR”, cujo vencimento anda à ronda de 3500 EUR
(700 contos). Na alínea 7:…
” Método de selecção a utilizar é o concurso de prova pública que consiste na … Apreciação e discussão do currículo profissional do candidato.”

EXEMPLO 2
No Aviso simples da pág. 26922, a Câmara Municipal de Lisboa lança concurso
externo de ingresso para COVEIRO, cujo vencimento anda à roda de
450EUR (90 contos) mensais. “…
Método de selecção:
Prova de conhecimentos globais de natureza teórica e escrita com a
duração de 90 minutos. A prova consiste no seguinte:
1. – Direitos e Deveres da Função Pública e Deontologia Profissional;
2. – Regime de Férias, Faltas e Licenças;

3. – Estatuto Disciplinar dos Funcionários Públicos.
Depois vem a prova de conhecimentos técnicos: Inumações, cremações,
exumações, trasladações, ossários, jazigos, columbários ou cendrários.
Por fim, o homem tem que perceber de transporte e remoção de restos mortais.
Os cemitérios fornecem documentação para estudo. Para rematar, se o candidato tiver:
– A escolaridade obrigatória somará + 16 valores;
– O 11º ano de escolaridade somará + 18 valores;
– O 12º ano de escolaridade somará + 20 valores.
No final haverá um exame médico para aferimento das capacidades
físicas e psíquicas do candidato.

ISTO TUDO PARA UM VENCIMENTO DE 450 EUROS MENSAIS!

Enquanto o outro, com 3,500!!! Só precisa de uma cunha.

Vale a pena dizer mais alguma coisa?

DIVULGUEM!!!
Este regabofe do socialismo de plástico tem que ter um fim.
Urge que se mostre indignação.
Basta de cinismo e de hipocrisia!

Há que ter moralidade!

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11/12/2008 Posted by | Política: artigos de opinião | , | 1 Comentário

A máfia no seu melhor…: Frota dos CTT entregue a Grupo BPN apesar de mais cara

Solução anterior também era menos onerosa
Os Correios entregaram a sua frota, com cerca de 3 mil viaturas, ao Grupo SLN (Sociedade Lusa de Negócios, até aqui dono do BPN), em 2005, apesar deste ter apresentado o valor mais elevado, altura em que a empresa era gerida por Carlos Horta e Costa, revelam os documentos a que Agência Financeira (AF) teve acesso.

O Grupo SLN pediu 15,4 milhões de euros para fazer esse aluguer operacional de veículos (AOV) num horizonte de 5 anos, considerando a retoma da frota e custos directos e indirectos. Um valor que, de acordo com o mesmo relatório, ficava acima do que era gasto pelos próprios CTT e que rondava os 12,3 milhões de euros.

A empresa recebeu ainda propostas da Europcar, Leaseplan, ALD, Arval, Finlog, Banif e Classis, mas estas últimas não foram tidas em conta por não ter sido considerada a retoma da frota CTT.

No entanto, segundo o mesmo relatório a que a AF teve acesso, «o nível das propostas recebidas é na generalidade muito fraco na medida em que não responde de forma precisa à maioria das condições incluídas no caderno de encargos dos CTT».

Leaseplan com melhor proposta

Aliás, de acordo com o mesmo, a Leaseplan «é a única proposta credível na medida que assume de forma explícita uma resposta ao caderno de encargos» e cujo valor se situava abaixo do Grupo SLN, já que pedia 15,1 milhões de euros.

«A proposta da Leaseplan apresenta custos inferiores aos da proposta da SLN e que a solução actual CTT tem custos inferiores aos do AOV», acrescenta.

Mesmo assim, o mesmo relatório indica que a empresa, na altura dirigida por Horta e Costa, ficaria prejudicada por avançar com esta gestão de frotas. «Tendo em conta a falta de credibilidade técnica da quase totalidade das propostas e os resultados das análises económicas efectuadas», o responsável pelo relatório considera que, «face às actuais opções do mercado, a solução AOV não constitui uma situação interessante para os CTT, sendo de salientar que o diferencial de custos irá aumentar no tempo à medida que o efeito venda da frota se vai diluindo», conclui.

Recorde-se que, o ministério de Mário Lino realizou uma auditoria à gestão de Horta e Costa, no final de 2005, altura em que o mesmo terminou o mandato e foi sucedido por Luís Nazaré. Na altura, Horta e Costa foi acusado de «indícios de má gestão» ou de «legalidade duvidosa» em vários actos.

A Agência Financeira entrou em contacto com os CTT mas a empresa não quis comentário este negócio.

Fonte: Agência Financeira

11/12/2008 Posted by | Política: notícias | , , | Deixe um comentário

Paulo Martins: A ocasião faz o ladrão

2008-12-11

A um deputado não se exige exemplaridade, mas dele deve, no mínimo, reclamar-se seriedade. Quem nos representa não pode passar o traço contínuo.

Sejamos claros: assinar o “ponto” e não trabalhar é bem pior do que assumir a falta, por razões mais ou menos ponderosas. Trata-se de uma actuação fraudulenta, que deve ser objecto de sanção adequada. A gravidade de tal comportamento é tanto maior quanto maiores forem as responsabilidades de quem o adopta. A um deputado não se exige exemplaridade, mas dele deve, no mínimo, reclamar-se seriedade. Sabemos que a tentação é grande, sobretudo se a ética se verga às circunstâncias. Portamo-nos impecavelmente quando corremos o risco de ser punidos; passamos sem pestanejar o traço contínuo se a vigilância relaxa. A ocasião faz o ladrão, mas quem nos representa não pode passar o traço contínuo. Nem apanhando o polícia distraído.

Serve este intróito para reconduzir à sua exacta dimensão o debate em torno da ausência de dezenas de deputados, quando se votava a suspensão da avaliação de professores. Que é escandalosa, ninguém refuta. Casos como este corroem ainda mais a confiança dos cidadãos nas instituições democráticas. É, no entanto, preciso sublinhar que se trata de um problema de ética individual – ou de falta dela. Dilua-se a responsabilidade de cada eleito numa culpa colectiva – por natureza difusa e convenientemente anónima – e será dado um passo no sentido de pôr em causa a própria Assembleia da República. O exercício, perigoso, talvez aproveite a alguém. Afinal, é nesta massa que fermentam os populismos.

O triste episódio convoca as direcções dos partidos a uma intervenção disciplinadora, mais do que moralizadora, ainda que insusceptível de beliscar o núcleo essencial de independência dos deputados. Recuperar o discurso do “não cuspas para o ar; pode cair-te em cima!”, que pegou há quase uma década, quando a bomba das “viagens-fantasmas” rebentou, é de todo inaceitável, pelo simples facto de, invariavelmente, desembocar na desculpabilização mútua.

Em nome da transparência, é preciso identificar os prevaricadores e distinguir claramente as situações de falta (justificada ou não) ou ausência em missão parlamentar das situações de irregularidade, o “chico-espertismo” de quem assina o livro de presenças e zarpa no momento seguinte. Para que os deputados não sejam todos metidos no mesmo saco e se limitem os danos já causados à imagem do Parlamento, deve agir-se quanto antes. Não é válida a invocação de falta de meios, muito menos o recurso a argumentos, digamos, tecnológicos. Se na sala do Senado do palácio de S. Bento, onde tudo aconteceu, não está instalado o dispositivo de voto electrónico, há certamente imagens capazes de pôr tudo em pratos limpos: quem compareceu, se votou, como votou.

Fonte: Jornal de Notícias

11/12/2008 Posted by | Política: artigos de opinião | , | Deixe um comentário

Manuel António Pina: O bom, o mau e o vilão

2008-12-11

Estou confuso e preocupado. Pareceu-me ter ouvido um dia destes o primeiro-ministro garantir que, em virtude das baixas do preço do petróleo, da Euribor e da inflação (tudo, como se sabe, por acção do Governo) “as famílias portuguesas podem esperar ter mais rendimento disponível em 2009”.

Já tínhamos começado a meter-nos, eu e a família, em despesas, quando, no Jornal da Noite da SIC, o ministro das Finanças atirou com um balde de água fria para cima da nossa nova mobília da sala de jantar (imagine-se o estado em que ficou a mobília) e das nossas férias. Que não, que 2009 vai ser um ano de “dificuldades” e que é melhor prepararmo-nos, e, logo depois, o governador do Banco de Portugal anunciou que, pensando melhor, acha que, afinal, o país está em recessão (a Lusa escreverá não-expansão). Já com as criancinhas de Ponte de Lima foi o mesmo; o primeiro-ministro ofereceu-lhes os “Magalhães” e, mal ele e as TV viraram costas, vieram os maus e tiraram-lhos. Por isso é que o primeiro-ministro tem 23% nas sondagens e o Governo só tem 20%. Viveríamos muito melhor se só o primeiro-ministro fosse à TV.

Fonte: Jornal de Notícias

11/12/2008 Posted by | Política: artigos de opinião | , , | Deixe um comentário