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Só o Banco de Portugal e o Vitor Constâncio é que são cegos, surdos e mudos…: DN – Transacções do Insular sempre estiveram na Net

Revelação. Entre 2005 e 2007, o Insular transferiu mais de 300 milhões para o Brasil. Grande parte foi para empresas ligadas à SLN, o que levanta a suspeita de financiamento encapotado

Nova administração do BPN quer limpar o nome do banco

É mais uma coincidência que terá passado ao lado de Vítor Constâncio: nos últimos anos, empresas brasileiras do universo da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) foram financiadas através do Banco Insular de Cabo Verde (BI). Os registos das transacções são públicos, encontrando-se no site do Banco Central do Brasil. O levantamento feito pelo DN permitiu apurar, entre 2004 e 2007, uma verba que ultrapassa um pouco os 300 milhões de euros de transferências do Insular para contas no Brasil.

Uma boa parte daquela verba foi canalizada para a Ergi, uma imobiliária brasileira que, até Dezembro de 2006, fez parte do universo de empresas ligadas à SLN. Ora, uma vez que só em 2008 o BPN assumiu a propriedade do BI, o volume de transferências indicia um financiamento encapotado do próprio BPN à empresa que pertenceu ao mesmo grupo. Mas, como oficialmente, o BI não era do BPN, as contas do primeiro não estavam reflectidas no banco português. A-lém da Ergi, o BI também transferiu dinheiro para outras empresas brasileiras.

Este tipo e operações terá em muito contribuído para o buraco no BI. Que, segundo uma carta da administração do BPN ao Banco de Portugal (de 2 de Junho de 2008), rondaria os 400 milhões de euros. Aliás, tal como Vítor Constâncio, governador do Banco de Portugal, afirmou na madrugada de quarta-feira na Assembleia da República.

A referida carta, feita pela administração de Abdool Vakil, que precedeu a de Miguel Cadilhe, revela ainda os accionistas da sociedade que controla o BI. A Insular Holdings está ligada à Mariziou Holdings. O BPN confirmou, então, que esta estava ligada à SLN. Por sua vez, os accionistas da Insular são, precisamente, José Vaz Mascarenhas, presidente do conselho de administração do BI, e os vogais José Luís Fernandes Lopes, Sérgio Centeio, Casimiro Taveira e João Gourgel. Os dois primeiros, segundo uma fonte liga à justiça de Cabo Verde, têm fortes ligações ao actual governo daquele país africano. Sérgio Centeio foi, aliás, ministro da Agricultura logo após a independência. Já José Luís Fernandes Lopes chegou a ocupar o sempre apetecido cargo de embaixador nos EUA.

Entretanto, a nova administração do BPN, presidida por Francisco Bandeira, assumiu ontem funções. O DN sabe que um dos pontos da agenda da primeira reunião foi a definição de pelouros dos novos administradores. Francisco Bandeira aproveitou também o primeiro dia para escrever a todos os colaboradores do banco, através de uma carta manuscrita, onde reiterou a confiança em todos, pedindo a sua dedicação e profissionalismo.

Na mesma carta, Bandeira prometeu também que não vai confundir aqueles que prevaricaram com os que não o fizeram, aproveitando a ocasião para lançar um desafio: que o nome BPN volte a ter a mesma pujança. Agora com a ajuda da Caixa Geral de Depósitos.

“Os melhores cérebros não estão na supervisão”

O governador do Banco de Portugal (BdP) não reconheceu ter cometido qualquer erro da supervisão no caso BPN, durante o seu encontro com os deputados no Parlamento, justificando que “a supervisão da banca não é feita como a supervisão de uma fábrica de parafusos ou de salsichas”. Mas as críticas ao desempenho global do BdP na supervisão – à luz dos casos BCP e BPN -, não páram, centrando-se na deficiente actualização das suas competências ao ritmo das mudanças no sector bancário comunitário.

“O Banco despromoveu a nobreza da área de supervisão dentro da sua estrutura. Por exemplo, os estudos de investigação são feitos, na esmagadora maioria, sobre mercado monetário, economia, trabalho. Não são sobre supervisão bancária”, disse ao DN o professor do ISEG, João Duque. Nesta lógica, “o BdP só tem cerca de 60 pessoas a fazer a supervisão. E vai buscar os melhores cérebros às universidades para fazer estudos fora da área de supervisão”, acrescentou.

Críticas apoiadas pelo anterior ministro das Finanças, Bagão Félix, que à Lusa sublinhou que o governador deu, no Parlamento, “uma visão conformista e resignada da supervisão bancária. Pareceu-me uma prestação muito passiva que é incompatível com a complexidade do mundo bancário”. Já para o economista António Nogueira Leite, Constâncio “não cometeu nenhuma falta grave, foi apenas um gestor menos eficiente dos recursos que o país lhe confiou”. E completou, em declarações à Lusa: “O BdP ainda está hoje, 10 anos depois da entrada no euro, muito vocacionado para a condução da política monetária, onde só tem um papel coadjuvante”. – P.F.E.

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13/11/2008 - Posted by | Política: notícias | ,

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