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DN: Estado herda dívidas até 500 milhões do grupo SLN

Ao nacionalizar o banco, o Estado não herda apenas o “buraco” de 800 milhões de euros. Fica também com um volume de créditos do banco relativos às empresas do grupo da Sociedade Lusa de Negócios, que empregam mais de seis mil pessoas. Resta saber o que o Estado vai fazer: manter o financiamento às empresas, cortá-lo ou desfazer-se delas para compensar os custos
O Estado vai ficar credor das empresas de Sociedade Lusa de Negócios (SLN) que têm dívidas de centenas de milhões de euros ao Banco Português de Negócios (BPN). De acordo com dados recolhidos pelo DN, a dívida dessas empresas ao banco oscilará entre os 300 e os 500 milhões de euros.

O BPN era o principal financiador destas operações, algumas em fase de arranque, embora não o único. Ao nacionalizar o BPN, o Estado ficará também com uma palavra muito importante a dizer sobre a continuidade da operação destas actividades que actuam em áreas que vão desde o imobiliário, até à saúde, passando pela agro-indústria, já que o banco, mesmo com os problemas financeiros e de solvabilidade, era o principal activo da SLN. Em causa está um universo de 150 participações que empregam cinco mil efectivos, excluindo os do banco.

Aliás, o efeito que a intervenção do Estado pode ter na viabilidade económica do Grupo Sociedade Lusa de Negócios foi sublinhado pelo ainda presidente do banco. Para Miguel Cadilhe, “o Governo veio criar ou agravar problemas no seu do grupo SLN”, alertando ainda para o risco que pesa sobre 6500 trabalhadores. O Estado, conforme confirmou ao DN o Ministério das Finanças, só irá garantir os direitos e as responsabilidades do BPN para com os cerca de 1500 efectivos do banco.

O excesso de dependência destas actividades do banco e da exposição deste às empresas da Sociedade Lusa de Negócios já tinha sido identificado pela gestão de Miguel Cadilhe, que procurou limitar esta situação de duas formas no quadro do plano de recuperação do grupo. Por um lado, as empresas foram aconselhadas a procurar fontes alternativas de financiamento. Por outro , foram colocados à venda um conjunto de mais de 30 activos e participações de controlo ou minoritárias em empresas de vários sectores, onde se destacam o Grupo Português de Saúde, a Real Seguros, a Cimentos Nacional e Estrangeiros ou a OMNI. Este processo coincidiu no entanto com o agudizar da crise financeira internacional, que limitou fortemente os capitais disponíveis para estas operações, situação que foi agravada pela nacionalização do maior activo da SLN, entretanto decidida pelo Governo.

No entanto, a venda destas participações pode contribuir para que o Estado recupere parte das perdas que agora assume ao nacionalizar o BPN, na medida em que os compradores podem assumir as dívidas destas empresas ao banco que agora é público.

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07/11/2008 - Posted by | Uncategorized | , ,

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