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Este Portugal é uma alegria…: Ex-administradores da Gebalis acusados pelos crimes de peculato e administração danosa

Ex-administradores da Gebalis acusados pelos crimes de peculato e administração danosa

23.10.2008, Josér António Cerejo

Francisco Ribeiro disse à Lusa que não comenta acusação do MP. António Costa afirmou que os actuais gestores da empresa já não têm cartões de crédito

Os três anteriores administradores da Gebalis, empresa municipal que gere os bairros sociais de Lisboa, foram acusados pelo Ministério Público, esta semana, pela prática dos crimes de peculato e administração danosa. Os acusados são Francisco Ribeiro, que desempenhou as funções de presidente da empresa entre Fevereiro de 2006 e Outubro de 2007 e ocupou o sétimo lugar da lista de Carmona Rodrigues às eleições intercalares de Lisboa do ano passado, a advogada Clara Costa, que foi vogal da administração no mesmo período, e Mário Peças, um representante do PS que foi vogal desde 1995 até Outubro passado.
O inquérito teve origem numa denúncia e num relatório de uma comissão nomeada pelo ex-vereador da acção social Lipari Pinto (PSD) no princípio de 2007, na quadro das guerras internas que opunham diferentes facções do PSD na câmara. Lipari Pinto pediu a demissão dos três administradores nomeados quando Maria José Nogueira Pinto tutelava a Gebalis, em 2006, mas Carmona Rodrigues manteve-os em funções até a câmara cair meses depois.
Parte dos factos investigados respeitava a suspeitas de ilegalidades na contratação de serviços e de empreitadas que envolviam também administrações anteriores à de Francisco Ribeiro, mas o Ministério Público optou por desencadear processos autónomos, que estão ainda a decorrer, para aprofundar esses casos.
Na acusação agora formulada, a nona secção do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa sustenta que os três arguidos usaram ilegalmente e em benefício próprio os cartões de crédito que lhe foram atribuídos pela empresa e as verbas do Fundo de Caixa. No total, as despesas assim efectuadas em refeições, objectos de uso pessoal, prendas e viagens ascenderam a cerca de 200.000 euros, o que equivale a 40 por cento do subsídio anual atribuído pela câmara à Gebalis.
Em comum, estes gastos têm o facto de corresponder quase sempre a consumos luxuosos, supérfluos e mesmo sumptuários, o que contrastava com o facto de a empresa se encontrar então numa situação financeira calamitosa.
Muitas das despesas consideradas ilegais foram feitas em períodos em que os arguidos se encontravam de férias ou em fim-de-semana, ou, apesar de alegadamente serem feitas em serviço, ocorreram em acumulação com o recebimento de subsídios e abonos para o efeito.
Mais gastadora mostrou-se a arguida Clara Costa, que, nos 20 meses de exercício, fez 15 viagens ao estrangeiro no valor de quase 34.000 euros (incluindo alojamento), contra três de Mário Peças (6600 euros) e quatro de Francisco Ribeiro (1900 euros). Algumas destas viagens foram feitas em companhia de pessoas que não tinham direito a elas.
Já no tocante a refeições, quase todas elas em restaurantes de luxo, como o Porto de Santa Maria, no Guincho, e o Gambrinus ou a Bica do Sapato em Lisboa, Mário Peças gastou em proveito pessoal 40.000 euros (2000 por mês em média), pagando frequentemente gorjetas de 20 e 30 euros. Clara Costa ficou-se pelos 11.500 euros (570 por mês) e Francisco Ribeiro atingiu os 12.700 euros (630 por mês).
Os arguidos usaram igualmente os cartões para adquirir objectos pessoais diversos, que incluem livros, DVD e canetas de luxo num total próximo dos 5000 euros.
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200 mil

O total do prejuízo causado à empresa pelos arguidos soma 200.000 euros. O vogal Mário Peças, que estava na Gebalis desde 1995, comprou uma caneta Mont Blanc por 1700 euros e uma outra por 990 com os cartões de crédito.

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23/10/2008 - Posted by | Política: notícias | , , ,

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