Livresco’s Weblog

O que vou lendo por ai…

Processo Casa Pia – A Censura veemente da Igreja Católica no jornal “Voz de Fátima”

Terça-feira, Outubro 21, 2008
Processo Casa Pia – A Censura veemente da Igreja Católica no jornal “Voz de Fátima”

Tenho mantido a reserva possível, a nível do meu blogue, em relação ao Processo Casa Pia.

Hoje creio que é importante pronunciar-me. Fá-lo-ei dizendo o que penso.

Até hoje nunca participara – e já fiz milhares de julgamentos – num processo que me causasse tanta vergonha.

Conheço razoavelmente, os sistemas judiciais e a justiça penal de alguns países da União Europeia.

Nunca vi uma vergonha tão grande como o Processo Casa Pia .

4 (quatro anos) para fazer um julgamento que segundo a sua complexidade não tem matéria para mais de 4 a 6 meses (quatro a seis meses) é um suplício para mim.

Tenho filhos. Sou cristão. Aprendi a respeitar as crianças desde a catequese.

O Processo Casa Pia é a maior vergonha da União Europeia.

4 (quatro anos) para julgar 7 (sete) pessoas com cerca de 29 anos queixosos ou assistentes é incompreensivel, inadmissível – os portugueses têm gasto milhões de euros com este julgamento – e não acreditam na Justiça.

Nas esquinas, no dia a dia, toda a gente está a pensar que “o grosso da coluna” será safo. Os portugueses não acreditam nos tribunais.O resto é conversa.

A Senhora Juiz Presidente deixou o processo arrastar-se , inexplicavelmente. A senhora juiz presidente é apenas um português entre cerca de 15 milhões.

Nenhum país da União Europeia levaria 4 anos a julgar um caso destes. Se fosse em Israel a situação estava resolvida de forma drástica.

No Processo Casa Pia a Ordem dos Advogados teve uma conduta miserável. A Ordem dos Advogados deve ser investigada , de alto a baixo , por pessoas estrangeiras, por investigadores estrangeiros. Tem de ser limpa, desinfectada. Para bem de Portugal!

José Miguel Judice, Bastonário da Ordem dos Advogados , arranjou advogados para a Casa Pia e para as vitímas, os mesmos, à boa maneira dos regimes totalitários – !!! – e depois foi mandatário de António Costa, depois ainda teve um cargo sensível de nomeação do Primeiro Ministro!!!

Proença de Carvalho – advogado da Casa Pia e das Vitímas, é advogado de José Sócrates! – e foi abordado, conforme escutas telefónicas!!!

A maçonaria, nacional e internacional , a CIA, actuaram em grande para evitar a descoberrta da verdade e para condenarem o meu cliente, sozinho, que assim seria o bode expiatório ideal para safar todos os outros , sejam quem forem , que durante anos abusaram das crianças da Casa Pia.

Com este tipo de Justiça Portugal é o boneco de Santo Aleixo internacional!

Em Editorial , no jornal “Voz de Fátima”, edição de 13 de Agosto de 2008, a Igreja Católica escreve:

“Pior do que misérias isoladas é o revoltante processo da Casa Pia, há quatro anos em tribunal, já com mil audiências e dezenas ou centenas de milhares de páginas, que nenhum juíz consegue ler; mas revelam-nos uma realidade crónica, de todos bem conhecida, que só não se resolve em duas ou três audiências, como noutros casos, porque ” a verdade da mentira” é tanto mais difícil de provar quanto mais ricos são os que a praticam. Pior ainda quando são os responsáveis de instituições para a defesa da criança que fazem a apologia das relações pedófilas, como se o desplante de chamar amor aos crimes de egoísmo não fosse uma perversão que fere mais profundamente a dignidade do ser humano. Mas mais! Aprofunda-se o abismo do mal quando no Parlamento de um país europeu um dos partidos se faz paladino desta torpe ideia, ao ponto de querer transformá-la em lei.”.(…).
Que os tribunais funcionem. Que apliquem penas. Que exijam indemnizações. Mas que não nos iludamos. Continuarão abertas as chagas no coração das crianças, enquanto elas e nós não percebermos o drama ou a tragédia dos abusadores. (…).”

Palavras mais apropriadas não há.

O Carlos Silvino da Silva, “Bibi”, fez mal. Mas confessou, pediu perdão, e disse que ele próprio foi abusado a partir dos 4/6 anos de idade.Sem pai nem mãe, sem defesas foi um igual a tantos.

O que a Justiça Portuguesa não tem o Direito é de não fazer Justiça.

O Poder não pode subverter a Justiça.

E a nós ninguém nos cala! “Não há machado que corte a raiz ao pensamento, porque é livre como o vento, porque é livre”

E porque há sempre alguém que resiste, alguém que diz não!

E nós dizemos não!

No Céu ou no Inferno, onde estejamos, diremos não! Não à injustiça, não ao atraso mental , não à máfia, não aos cobardes, não aos abusadores de crianças que não confessam, que manipulam e conjuram, sejam eles quem forem e tenha a nossa posição a consequ~Encia que tiver.

Porque “solo se vive una vez”!

LINK

Anúncios

22/10/2008 Posted by | Política: artigos de opinião | , , , | Deixe um comentário

“Isto é Europa? Inacreditável”

“This is Europe? Inhuman, unbelievable”. Assim descreviam um casal de turistas Holandeses o Hospital Central de Faro. E não era para menos. Sabemos bem que é verdade que os países nórdicos têm um sistema de saúde invejável mas, até para um reles Português como eu, era terrível o cenário que via.

Eram 2:00h da manhã quando a minha namorada me acordou a pedir que a levasse ao hospital, tais eram as dores de estômago/intestino. Apesar de eu ser uma pessoa difícil de mover durante o sono, lá pensei que a essa hora seria rápido. Então agarrei no carro e percorri os cerca de 25km até ao hospital mais próximo (o de Faro).

Quando lá chegamos, não havia mais de três pessoas na sala de espera pelo que fomos rapidamente encaminhados para a triagem onde lhe puseram uma pulseira Amarela (URGENTE – de acordo com o sistema de triagem de Manchester em vigor naquele hospital e que pressupõe um atendimento em menos de 1 (uma) hora).

Foi durante esta 1 hora de espera, que decorreu entre as 2:30h e as 6:00h da manhã (que são 3h30m para os mais distraídos), que fui ouvindo a história do casal holandês, cujo homem tinha tido um princípio de ataque cardíaco e que andavam de um lado para o outro (incluindo entre hospitais) desde as 6:00h da manhã do dia anterior.

Curiosamente, estes holandeses nem estavam muito preocupados com as 24h que tinham esperado, estavam mais era «completamente chocados» com o cenário que viram nos corredores. ” This is Europe?”, “unbelievable”, “inhuman” diziam enquanto contavam a sua história em Inglês arcaico a uma paciente portuguesa.

Ora, eu ainda não tinha visto os tais corredores e pensava para mim, “estes tipos estão é mal habituados. Não pode ser assim tão mau”. Mas era! Quando finalmente fomos chamados, tivemos de atravessar os tais corredores onde haviam macas com PESSOAS «estacionadas» em terceira fila, macas com pessoas deitadas a um nível inferior ao dos meus joelhos.

Quando chegamos à sala de gabinetes de observação, também não existia espaço para ser observado, uma vez que também havia macas com pacientes dentro destes, pois não tinham mais sítio para onde estar. Nesta altura eu já percebia o que os holandeses queriam dizer, já pensava para mim “será que ocorreu alguma catástrofe e eu não sei?”.

Mas não, aquilo é mesmo assim todos os dias e pior durante o Verão. Também as 3h30m de espera ficaram explicadas quando verifiquei que existiam apenas 2 médicos (Espanhóis) que estavam a dar cobertura às Urgências do Hospital CENTRAL de Faro que, pelo que sei, deverá dar apoio a todo o Algarve.

Terei sonhado ou ouvi falar da construção de um tal novo e moderno Aeroporto em Alcochete? Terei sonhado ou ouvi falar da construção de um TGV (quando temos centenas de quilómetros de caminho de ferro a precisar de obras profundas, incluindo passagens de nível sem guarda)? Terei sonhado ou ouvi falar de milhares de desempregados licenciados em áreas onde não existe procura? E não existem médicos suficientes? Quantos estudantes vão para medicina Dentária, Veterinária, etc. por não conseguir colocação em Medicina?

Tratemos do básico em primeiro lugar. Tratemos da nossa saúde.

LINK

22/10/2008 Posted by | Política: artigos de opinião | | 2 comentários

Baptista-Bastos: DA FOME E DO MEDO

Observamos em volta e reconhecemos, com uma clareza dolorosa, o estado do País. Portugal não desempata, e as forças em presença demonstram ser incapazes de enfrentar, com grandeza e, simultaneamente, com humildade, a agressividade de um sistema, o capitalista, que “poucas vezes, ou nenhumas, foi verdadeiramente democrático” [Emmanuel Mounier, in A Esperança dos Desesperados, ed. brasileira]. Agora, apela-se, dramaticamente, à participação activa da sociedade. Ao ponto de, há dias, na reunião com Sarkozy e Durão Barroso, o extraordinário Bush, cuja trágica inutilidade é componente da crise, ter afirmado: “É urgente construir o capitalismo democrático.” Tudo isto, incompetência, leviandade, submissão, arrogância, mentira, tem abrangido o conjunto das condições da nossa existência. Parece que habitamos no interior das ameaças do “Leviatã” e o estado de guerra instalou-se, de uma forma ou de outra, no interior de todos nós.

Ao proceder à exclusão de uma parte volumosa da sociedade, a classe dirigente pulverizou o contrato social que mantinha um certo equilíbrio civil. E os panegiristas da “nova ordem económica”, que em duas décadas causou injustiças medonhas, e permitiu a ascensão crescente de uma casta sem ética nem dignidade, tentam recompor-se, criticando os estilos de consumo e a “ganância insustentável”. Há mais fome no mundo, mais ressentimento, mais ódio e mais rancor. A crise veio desvelar o que uma espantosa (e bem dirigida) manipulação da informação e das consciências transformou em júbilo, o que, de facto, era monstruoso. A TVI exibiu, há pouco, uma reportagem de Rui Araújo, na qual a fome e o medo eram questões fundamentais. É um documento terrível. Araújo conta que, na Cova da Beira, há quem sobreviva com 80 cêntimos por dia, e os mais afortunados com três euros. Acaso os grandes interesses económicos não constituíssem intransponíveis obstáculos, a Cova da Beira poderia alimentar parte substancial do País. O repórter da TVI conta a história de um casal, ele tipógrafo, ela taxista, ambos desempregados, que foram coagidos, pelas circunstâncias, a abandonar Lisboa, onde viviam, e a instalar-se em casa de familiares, numa aldeia da Beira Interior, onde as coisas estão mais em conta. A reportagem não constitui uma parábola nem é uma metáfora: representa, na sua pungente exposição, a nossa perda de humanidade. Eis o panorama. Que nos oferecem José Sócrates e Manuela Ferreira Leite? Nada que rompa com o estabelecido. Ambos simbolizam organizações que se pretendem hegemónicas, actuando em esferas ideológicas muito semelhantes. Ambos favorecem um nivelamento progressivo das consciências e uma determinada forma de domesticação mental de que resultam as nossas múltiplas incertezas e os nossos medos permanentes.

LINK

22/10/2008 Posted by | Política: artigos de opinião | | Deixe um comentário