Livresco’s Weblog

O que vou lendo por ai…

Isto é uma alegria…: CDU critica avença da irmã do número dois da Câmara

Autarcas criticam salários principescos e autarquia diz que Rui Sá continua “despeitado” por deixar SMAS
CARLA SOARES

“Escandaloso” é como a CDU classifica o valor da “avença mensal de 3790 euros” que Raquel Castello-Branco, irmã do “vice” da Câmara do Porto, recebe para assegurar o cumprimento dos contratos de ocupação do Rivoli.

O vereador Rui Sá e os membros da Assembleia Municipal Artur Ribeiro e Belmiro Magalhães, somaram mais um nome a uma lista de “vencimentos principescos”. Em resposta, a Câmara do Porto diz que Rui Sá apenas “continua despeitado e a demonstrar que ainda não conseguiu ultrapassar o facto de não ter sido capaz de gerir de forma competente o ex-SMAS e ver agora Poças Martins (um dos nomes visados pela CDU) cumprir com indiscutível mérito e notável êxito o seu papel na Águas do Porto”.

Ontem, a CDU denunciou “outra escandalosa situação, que passa pelo facto de Rui Rio e a coligação PSD/CDS terem contratado uma licenciada que assegura a gestão do Rivoli, recebendo uma avença mensal de 3790 euros, mais IVA”. A Autarquia corrige, afirmando que Raquel Castello-Branco auferiu “um vencimento de 3250 euros brutos ao longo de 14 meses”; “3790 euros brutos pagos em 12”.

Rui Sá nota que se trata de uma “engenheira alimentar”, sem “licenciatura específica para o cargo”. Porém, fez parte da comissão de gestão do Rivoli, criada em finais de 2006. “A extinção da comissão implicou este contrato de avença”, diz, a propósito. A seu turno, a Câmara lembra que, desde a extinção da comissão, Raquel Castello-Branco “passou a assumir sozinha a gestão do Rivoli em representação da Autarquia”.

Para os autarcas comunistas, a avença “ultrapassa os valores mais altos que eram pagos ao pessoal dirigente da Culturporto”. “Justificaram a necessidade de extinção da Culturporto pelo facto da estrutura ser muito cara” e entregaram a exploração do Rivoli a privados, notam. Mas, em 2007, os custos da Câmara “foram muito superiores aos que foram pagos pela empresa Todos ao Palco”.

Por sua vez, a Autarquia pergunta a Rui Sá o que tem a dizer sobre “os três milhões de euros que a Câmara transferia anualmente para o Rivoli/Culturporto quando o actual Executivo tomou posse há mais de seis anos”.

Naquelas contas da CDU, não estavam os custos de pessoal, incluindo Raquel Castello-Branco. Assim sendo, diz que, num ano, “e só com uma pessoa, o Município assumiu custos de 45480 euros”.

Acompanhar, supervisionar e garantir o cumprimento pontual e integral de todos os contratos de ocupação do Teatro Rivoli; apresentar mensalmente um relatório exaustivo sobre a actividade por si desenvolvida, com referência, nomeadamente, às necessidades de manutenção daquele equipamento; emitir factura ou recibo por cada pagamento realizado pelo Município, são as três funções enumeradas pela CDU.

Considerando que as duas últimas são “obrigações de qualquer trabalhador”, Artur Ribeiro resumiu o contrato à primeira tarefa. “Para este lugar não faltava gente na Câmara”, garante, atirando que Raquel Castello-Branco foi contratada porque “era preciso arranjar um tacho”.”Não faltam quadros competentes com capacidade para esta tarefa”, reforça Rui Sá.

A CDU acrescenta que “Rio anda de máquina calculadora na mão” e procura dar “uma imagem de austeridade”, mas “é fértil no pagamento a peso de ouro a homens de confiança” e “amigalhaços”, numa “distribuição de benesses entre parceiros de coligação”. A CDU reclama resposta a requerimentos e um estudo sobre as remunerações. Já pediu informação sobre o vencimento “de oito mil euros” de Manuel Teixeira, chefe de gabinete de Rui Rio, no ano passado; sobre Poças Martins, presidente da Comissão de Restruturação da Águas do Porto, “cargo fictício” com “12,500 euros” de avença mensal; e sobre o salário de Ricardo Almeida na Porto Lazer.

LINK

Anúncios

18/10/2008 Posted by | Política: notícias | | Deixe um comentário