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O que vou lendo por ai…

Pois…quem paga o pato é sempre o pequeno: Paulo Baldaia – O renascimento dos estados

O que se decidir por causa desta crise tem de valer para o longo prazo. O que não parece aceitável é que os governos intervenham salvando bancos para os entregar saudáveis e baratos, de novo, nas mãos de quem agora tem responsabilidades pela desgraça a que chegou o sistema financeiro.

Nem tudo é mau em Portugal. Os especialistas dizem-nos que os nossos bancos são mais pequenos, mas são também mais sólidos do que os gigantes que dominam o Mundo. A ver vamos como tudo termina.

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11/10/2008 Posted by | Política: artigos de opinião | | Deixe um comentário

Pois…agora andam bem caladinhos!

Até agora fomos poupados à turbulência que tem derrubado bancos em vários países e já lançou um pequeno país, a Islândia, na bancarrota. Mas deve ser um factor adicional de acalmia e segurança verificar que o Estado português dispõe de um braço financeiro, forte e actuante. Os aforradores portugueses estão a reconhecer esta realidade. E o que durante meses foram defensores da privatização da CGD andam muito calados, para que não lembremos quem são e o que andaram a propor.

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11/10/2008 Posted by | Política: artigos de opinião | | Deixe um comentário

Morgado arrasa órgão criado por socialistas

Corrupção. Prefácio de novo estudo académico

Morgado arrasa órgão criado por socialistas
Um dos principais rostos no combate à corrupção em Portugal, Maria José Morgado, procuradora-geral adjunta, critica fortemente o novo Conselho de Prevenção da Corrupção (CPC) criado recentemente pelo Partido Socialista.

As críticas constam no prefácio do livro “A Corrupção e os portugueses”, um estudo sobre o fenómeno coordenado pelo politólogo Luís de Sousa e lançado pela editora do jornalista Rui Costa Pinto (wwww.rcpedicoes.com).

Segundo a chefe do DIAP de Lisboa, o CPC “arrisca-se seriamente a transformar-se numa pool de informações inertes ou num castelo de burocracia anticorrupção”.

Isto porque detém ao mesmo tempo enormes competências para recolher informações da administração pública (e das entidades judiciais) sem que isso seja acompanhado de “um quadro permanente de especialistas, sem interoperabilidade com o MP e com a PJ e sem nenhuma plataforma comum com o fisco e o mundo financeiro”.

A procuradora diz que só funcionários com “qualificações geniais” poderão levar o CPC a cumprir os seus objectivos.

E portanto antecipa: “Continuaremos assim a ter problemas no terreno com as questões-chave da prevenção e combate da corrupção, da criminalidade económico-financeira e seus proventos”.

Ou até pior ainda, segundo a procuradora: “Um modelo desintegrado, com sobreposição de organismos e de bases de dados, sem nenhuma coordenação eficaz e eficiente.”|

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11/10/2008 Posted by | Política: artigos de opinião | | Deixe um comentário

O maior respeito pelo grande Mário Crespo…: Ferreira Fernandes – O HOMEM QUE MELHOR PERGUNTA

Um dia, Mário Crespo encontrou-se sem emprego. Tinha mais de 50 anos, altura em que os jornalistas procuram reformar-se. Ele foi procurar trabalho. Bateu à porta da SIC e houve quem (Emídio Rangel) lhe tivesse dito para entrar. Geralmente os que em Portugal se encontram no limite de não ter emprego em anos tardios fazem por desaparecer na paisagem – a prudência aprende- -se. Estranhamente, Mário Crespo decidiu ser único. Os jornalistas de televisão, em geral, adquirem aquela voz de fórmica com que se fazem os maus móveis e os pivots desinteressantes. Crespo fala deixando as coisas enrugar-se na garganta antes de sabermos qual a pergunta e a expectativa atira- -nos a atenção para o homem. Ele não é bonito, não é, os dentes que ficam giros num adolescente, saiditos, não se usam num senhor daquela idade e não será por isso que ficamos presos nele. Ficamos presos por isto: Mário Crespo não debita, fala. É tão raro na televisão. Ontem, eu fiquei como António Lobo Antunes, que ele entrevistava (SIC Notícias), ouvindo interessado o que ele perguntava. Essa é outra coisa rara, assistir a um diálogo entre iguais e não entre uma carpete e a diva.

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11/10/2008 Posted by | Política: artigos de opinião | | Deixe um comentário

E assim se controlam alguns jornalistas…: Palácios de Lisboa a preços de saldo

‘Lisboagate’. Na sequência do processo de alegados favorecimentos na atribuição de casas em Lisboa, António Costa revelou aos vereadores o património da autarquia. Onde há 16 palácios, com inquilinos que pagam rendas de amigo
A Câmara de Lisboa tem 16 palácios históricos, com milhares de metros quadrados arrendados, por quantias quase simbólicas a 101 particulares, empresas e instituições. Na lista que António Costa distribuiu esta quarta-feira aos vereadores da autarquia, e à qual o DN teve acesso, constam os palácios Alarcão, Benegazil, Braamcamp, Cabral, da Folgosa, da Mitra, dos Condes de Figueiró, Monte Real, Relvas, Ulrich, São Cristóvão, Banhos de São Paulo, dos Távoras, Marim Olhão, Pancas Palha e o Convento das Bernardas.

Entre os inquilinos destes palácios, que pertenceram a famílias nobres portuguesas e que são hoje em dia parte do património disperso da CML, estão instituições como a Polícia de Segurança Pública, que não paga renda pela ocupação do Palácio da Folgosa, a Santa Casa da Misericórdia, que está no Palácio Monte Real, na Rua se São Mamede ao Caldas, e não paga também nem um cêntimo. A Associação Nacional de Freguesias está no Palácio da Mitra, arrendado por 350 euros, o preço de um quarto em Lisboa. O Clube TAP Air Portugal está no Palácio Benegazil, onde paga 531,70 euros, e a Confederação do Turismo Português ocupa o Palácio Pancas Palha, onde paga 664,35 euros, ou seja o preço de um T1 ou T2 numa zona menos nobre da cidade.

Mas os institutos também têm direito a preços de amigo. O Instituto de Estudos Estratégicos Internacionais paga 72,30 euros pelo Palácio de São Cristóvão, onde está ainda o Gabinete Português de Estudos Humanísticos, que paga a módica quantia de 53,46 euros. A Associação de Arquitectos Portugueses está no Palacete dos Banhos de São Paulo a custo zero, sem qualquer renda a pagar.

A maior leiloeira portuguesa ocupa centenas de metros quadrados no Palácio Marim Olhão, na Calçada do Combro, e paga de arrendamento o que muitas famílias pagam por um T3: 1.100,32 euros por uma das fracções. Uma firma de fixações, parafusos e outros metais chamada Pecol está no Palácio Alarcão, onde aluga duas fracções. Uma por 57,07 euros e outra por 62 euros. Um caso pouco exemplar é o do Palácio dos Távoras, na Mouraria, onde estão dezenas de inquilinos, com rendas que vão desde os 2,22 euros aos 58,89 euros.

Mas os ateliers de artistas são outros dos pratos fortes da lista que António Costa deu aos vereadores. Artistas de renome nacional e internacional têm arrendados à CML ateliers por dezenas de euros, contrastando com as centenas, e na maior parte dos casos, milhares de euros que rendem as suas obras. Gracinda Candeias, Teresa Magalhães, Eurico Gonçalves, Luís Filipe Abreu, Henrique Ruivo, Victor Belém, Isabel Laginhas, Inácio Matsinhe ou Lagoa Henriques são alguns dos beneficiados, na maior parte com arrendamentos que datam de 1990, mandato de Jorge Sampaio. Há um caso em que não há sequer lugar ao pagamento de renda. A artista Romy Castro “paga” zero de renda.

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11/10/2008 Posted by | Política: notícias | | Deixe um comentário