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Ó Marx!: Reino Unido nacionaliza parcialmente oito bancos

O Governo britânico anunciou ontem um plano de recuperação do sector financeiro assente na nacionalização parcial de oito dos maiores bancos num valor até 50 mil milhões de libras (63,3 mil milhões de euros), a par de uma garantia do crédito interbancário até 200 mil milhões de libras (253 mil milhões de euros).
Anunciada ontem de manhã pelo primeiro-ministro, Gordon Brown, a medida foi acompanhada de um apelo aos restantes países da União Europeia (UE) e do G7 para lançarem uma iniciativa comum de garantia do crédito interbancário, em ponto morto desde a falência do Lehman Brothers, em Setembro. “Apresentámos esta manhã a todos os parceiros europeus uma proposta para um esquema de financiamento europeu”, afirmou Brown. Que, segundo Londres, deveria ser concebido nos mesmos moldes que o plano britânico.
A nacionalização parcial, que incide sobre os bancos Barclays, Royal Bank of Scotland, Lloyds TSB, HBOS, Abbey, HSBC, Nationwide Building Society, Standard Chartered, foi decidida depois de intensas negociações durante a noite com os responsáveis do sector, em resultado de novas perdas acentuadas das bolsas europeias.
A entrada do Estado no capital dos bancos torna o plano britânico totalmente diferente do fundo Paulson criado nos Estados Unidos para “limpar” o sistema financeiro dos activos problemáticos. “A nossa preocupação é o reforço dos bancos, mais do que assumir simplesmente os activos tóxicos”, explicou o ministro britânico das Finanças, Alistair Darling. O que, segundo Christine Lagarde, a sua homóloga francesa que preside actualmente à UE, corresponde em absoluto às orientações que foram definidas na véspera pelos ministros das finanças dos Vinte e Sete, no sentido de privilegiar a recapitalização dos bancos em eventuais planos de salvamento do sector.
A iniciativa britânica foi, aliás, bem recebida pelos mercados, analistas e restantes parceiros da UE. O plano “contribui para a estabilidade do sistema financeiro britânico, e sabemos a importância que isso tem para o sistema financeiro europeu”, afirmou Joerg Asmussen, secretário de Estado alemão das Finanças.
Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, precisou por seu lado que o plano respeita as regras europeias da concorrência. Barroso anunciou, por outro lado, a criação de um grupo de reflexão, presidido por Jacques de Larosière – ex-governador do Banco de França, ex-director-geral do FMI e ex-presidente do BERD – para reflectir sobre o reforço da supervisão bancária ao nível europeu.

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09/10/2008 - Posted by | Política: notícias |

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