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Também quero uma…: Câmara paga rendas de luxo por realojados

Moradores do Bairro da Liberdade custam aos cofres municipais milhões de euros

Pagam 18 euros mensais por uma casa mas em troca contam com grandes privilégios, como jacuzi ou estacionamento. Este é apenas um dos luxos que, desde 2004, a Câmara de Lisboa permite aos desalojados do Bairro da Liberdade.

As localizações não poderiam ser as melhores: avenidas do Uruguai, de Roma, Estados Unidos da América ou Rua António Stromp, ao Campo Grande. E a qualidade das habitações também não fica aquém desta centralidade: várias assoalhadas, jacuzzi, banheiras de hidromassagem ou parques de estacionamento. Pequenas extravagâncias que a Câmara Municipal de Lisboa assegura há quatro anos às famílias do Bairro da Liberdade, que tiveram de abandonar as suas casas devido ao alegado perigo de derrocada da encosta onde moravam.

Os valores já chegaram a ultrapassar os dois milhões de euros por ano, agora rondam os 1,2 milhões. Esta é a verba correspondente às rendas que a autarquia paga à Analigest, empresa com quem a então vereadora da Habitação Social, Helena Lopes da Costa (PSD) acordou, em 2004, a responsabilidade de angariar as habitações destinadas aos desalojados.

Nos últimos meses, alguns moradores já foram retirados destas habitações e rumaram a outras da Gebalis, a entidade gestora dos bairros sociais da Câmara. Ainda assim, mantêm-se os elevados encargos com os restantes arrendamentos.

A um casal de idosos foi-lhes atribuída uma casa em pleno centro de negócios, no Campo Grande. Por uma cozinha com seis metros de comprimento ou um jacuzzi pagam somente 18 euros mensais à Câmara, que aumentou em 2007 a renda em 0,18 cêntimos. Já a autarquia, pela ocupação do mesmo imóvel, despende 1.500 euros por mês, além dos 60 euros relativos aos condomínios.

Ao JN, a actual vereadora da Acção Social, Ana Sara Brito (PS), não escondeu o desconforto que este cenário causa ao actual executivo. “É inaceitável. Estamos já a canalizar algumas famílias para habitações sociais do município e já se verifica uma diminuição na despesa”, explicou. “Há casos escandalosos. Uma das famílias que já realojámos estava numa casa em plena Avenida de Roma, pela qual a Câmara pagava 1200 euros por mês”, acrescentou.

Os moradores não podem regressar às antigas casas, porque ou foram vandalizadas ou alugadas a outras famílias.

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28/09/2008 - Posted by | Política: notícias | ,

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