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Não acredito nisto!: Agentes denunciam que “só pára quem quer”

Operações desgastam PSP e deixam fugir suspeitos

Segurança. Agentes denunciam que “só pára quem quer”

As sucessivas operações de fiscalização policial, que se têm multiplicado por todo o País desde a onda de criminalidade violenta registada em Agosto, estão a deixar “desgastados” os elementos da PSP, dizem ao DN dirigentes do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP). Salientam que “a gravidade da situação é que toda esta sobrecarga de trabalho não é eficaz, porque os condutores que têm algo a esconder não param nas operações stop e fogem, não sendo fiscalizados”.

O problema, segundo explicaram, é que “não estão a ser utilizadas nestas acções de fiscalização as lagartas com espigões para obrigar os veículos a parar e não lhes permitir a fuga. E também não se colocam as chamadas gincanas – barreiras com sinalização em que as viaturas têm de reduzir a velocidade para contornar várias curvas apertadas”.

Consideram que “estas operações de segurança têm de ser feitas com pés e cabeça. É preciso fiscalizar os condutores para tentar detectar, principalmente, armas ilegais e estupefacientes. Mas não há eficácia a esse nível, porque em todas estas acções há vários veículos que não param e continuam a sua marcha”.

“O cidadão comum obedece à autoridade e pára, mas quem transporta armas ou segue numa viatura roubada, acelera e foge. E aos polícias só resta anotar a matrícula, mas depois verifica-se não haver nada a fazer, porque o veículo era roubado. Assim, nem se consegue saber quem o conduzia”, explicaram.

“Como não se colocam barreiras físicas, só pára quem quer”, dizem os mesmos sindicalistas, salientando que “esse equipamento existe, mas está armazenado sem ser utilizado”.

Quanto aos meios humanos envolvidos nestas acções, sublinham que “os polícias ficam sem tempo para a sua vida própria. Os elementos estão constantemente a ser mudados de turno. Trabalham de dia e depois também à noite, realizando operações atrás de operações. Nem chegam a descansar e têm de fazer essas operações, mesmo sem estarem em condições para isso”.

“Trabalho não é pago”

Alertam que “agora essas operações não sucedem a título excepcional. É quase todas as noites, principalmente em Lisboa, Porto, Setúbal e Algarve. E a PSP não paga esse trabalho extraordinário. Além disso, por vezes os agentes têm trabalho gratificado para fazer fora do seu horário e ganhar algum dinheiro extra. E ficam impossibilitados de o cumprir, porque são requisitados à última hora para essas operações”.

O DN contactou a Direcção Nacional da PSP para se pronunciar sobre estas questões, tendo o oficial de serviço respondido que “não há nada para dizer sobre isso”.

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28/09/2008 - Posted by | Uncategorized | ,

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