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Mais um “golpe” do José Sócrates: Bloco de Esquerda quer anular privatização da Galp

O BE vai apresentar no parlamento uma proposta para anular a privatização da Galp, que Francisco Louçã considera «financeiramente desajustada, politicamente desastrosa e socialmente negativa»

«No Orçamento de Estado apresentaremos uma proposta para anular esta fase da privatização da Galp, em nome da defesa dos contribuintes, em nome da defesa da sustentação orçamental, porque esse é um aspecto fundamental», anunciou hoje o líder do BE, Francisco Louçã, durante uma conferência de imprensa em Lisboa.

Segundo Francisco Louçã, esta operação força os contribuintes a pagar pela privatização duas vezes.

«Além de perderem aquilo que é público e que é vendido barato demais para favorecer os lucros de quem vier a ter esta parte da Galp, os contribuintes ainda vão pagar a diferença em relação ao que se vai perder de valor fundamental da petrolífera, como impostos e com preços especulativos que a Galp terá agora mais facilidade em aplicar», afirmou o líder do BE.

Francisco Louçã explicou que a alienação deste capital retira ao Estado «capacidade de controlar um sector estratégico» e criticou o facto de o negócio ser feito por ajuste directo, permitindo a escolha do comprador e favorecimentos no preço.

O Governo anunciou a 31 de Julho que aprovou a última e quinta fase da reprivatização da Galp Energia, em que vai vender os sete por cento que detém na empresa.

Essa participação corresponde a 58.079.514 acções, segundo fonte oficial da Galp, o que ao preço de 11,91 euros (cotação de fecho do título na Euronext Lisboa a 31 de Julho) pode valer 691 milhões de euros.

Os moldes em que esta operação se vai desenrolar transformam-na numa operação «estranha», segundo Francisco Louçã.

«Esta operação é uma operação estranha. Em vez de serem vendidos os sete por cento da Galp, o que o Governo faz é emitir obrigações, pelas quais vai pagar juros, a quem comprar esses títulos e daqui a cinco anos, depois de ter pago juros, vai entregar as acções da Galp a troco dessas obrigações», explicou.

Para Francisco Louçã, a alienação prevista dos sete por cento da Galp que o Estado detém, representa uma perda de dinheiro, uma vez que as obrigações emitidas pelo Estado em 2008 serão entregues ao comprador apenas em 2013, sem que estejam previstas quaisquer compensações a pagar ao Estado pela eventual valorização dos títulos nos cinco anos de intervalo.

De acordo com o líder do BE, a possibilidade de valorização dos activos da petrolífera é evidente, tendo em conta as recentes descobertas de jazidas de petróleo no Brasil e a evolução das cotações do petróleo.

Por tudo isto, esta é, para Francisco Louçã, uma «política estrategicamente desastrada».

Francisco Louçã considerou ainda esta operação uma «oferta de um valor extraordinariamente importante, de uma das empresas mais valiosas de Portugal», tendo em conta «o turbilhão dos mercados internacionais e a enorme desvalorização das bolsas».

«É um sinal contra os tempos e que promove a desqualificação da intervenção pública, favorecendo a especulação, e favorecendo as bolsas no pior momento», referiu.

Lusa / SOL

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28/09/2008 - Posted by | Política: notícias |

1 Comentário »

  1. Para rever os principais programas da TV e rádio aconselho a visita a este site:

    http://tinyurl.com/programas

    Directório de Programas de TV e Rádio na Internet

    Comentar por programasrever | 14/10/2008 | Responder


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