Livresco’s Weblog

O que vou lendo por ai…

Ó queridos então e vocês não querem saber o que se passa com os Professores…constantemente pontapeados pelo José Sócrates?

João, obstetra do Hospital S. Francisco Xavier, onde ajudou a nascer mais de mil crianças, já não acredita. Está desiludido. E decidiu que a sua vida «tem de mudar» e pediu a rescisão do Contrato de Provimento Administrativo que vem renovando há nove anos.

Este vínculo precário, que lhe tem fechado as portas a uma carreira médica, vem funcionando como garantia da presença de muitos médicos nos serviços, sem que efectivamente pertençam ao Estado ou às instituições que servem, acusa.

Sem hipóteses de progressão na carreira, a ganhar cerca de 2000 euros mensais por 47 horas semanais, João tem assistido à saída massiva dos clínicos do seu serviço neste hospital, que inclusive encerrou as portas no final do mês passado por falta de profissionais.

Faltam médicos, os que restam estão desiludidos e reina a desarticulação entre as equipas, principalmente desde que as administrações compram serviços a médicos que ganham por hora muito mais que os profissionais dos hospitais.

Uma das consequências desta situação reflecte-se na formação dos futuros clínicos, já que a falta de médicos e de tempo dos que trabalham não permite o acompanhamento ideal dos internos que estão a especializar-se.

Para isso mesmo alertou o presidente do Conselho Nacional do Médico Interno (CNMI), Rui Guimarães, que sabe de casos de alguns internos que já se queixaram de se sentir «desacompanhados» na sua formação, o que preocupa este organismo.

O aumento dos tempos de espera dos pacientes – como acontece na Maternidade Alfredo da Costa, onde a falta de médicos tem vindo a agravar-se – é outra das consequências desta situação e objecto do crescimento de queixas das utentes, como disse à Lusa a directora do serviço de urgência desta instituição, Clara Soares.

A culpa? Para João, nem os directores de serviço nem os próprios administradores são os grandes responsáveis pela situação, mas sim as tutelas que, sucessivamente, têm como grande objectivo «a diminuição dos gastos com a Função Pública».

E este nem é, para o médico, um mau propósito, mas desde que assumido com transparência e não «à custa de engenharias financeiras». Na prática, os hospitais apresentam menos despesas com pessoal, mas depois gastam mais «ao contratarem outros (ou os mesmos) a preços mais elevados», desde que pagos através de outras rubricas.

«Todos sabem o que se passa», disse, mas «ninguém faz nada», até porque, «bem ou mal, as coisas vão-se fazendo e os números até demonstram que se fazem mais consultas, mais partos, etc.», explicou.

Sobre o «assédio» das empresas de médicos e dos hospitais privados, este clínico alerta: «Com a falta de médicos, não é difícil estes encaixarem-se em qualquer lado» e a ganharem mais. O mais triste, disse, é que «as portas estão permanentemente abertas para os médicos saírem». Alguns aceitam o convite. João sai no fim do mês.

CONTINUA: LINK

Anúncios

27/09/2008 - Posted by | Política: notícias |

Ainda sem comentários.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: