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Pantufa Negra: PE incentiva “debate aberto” sobre os blogues

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27/09/2008 Posted by | Política: artigos de opinião | | Deixe um comentário

Também para quem foi um “cábulas” qual é a admiração?: O novo lema dos socialistas (’A Força da Mudança’) é a tradução para português do slogan escolhido por Zapatero no último Congresso do PSOE, em Julho: ‘La fuerza del cambio’.

Sócrates copia Zapatero
Por Helena Pereira
«Obama ainda tem que provar o que vale, enquanto Zapatero já fez obra. A aposta em Zapatero é mais segura». As palavras, com uma pitada de humor, são de Orestes Suárez, o coordenador do departamento de política internacional do PSOE, ao comentar ao SOL a escolha do novo slogan do PS, ‘A força da mudança’

Mais do que Barack Obama e o exemplo das convenções norte-americanas, Sócrates, no comício de Guimarães, estava na verdade a imitar José Luís Zapatero. O novo lema dos socialistas (‘A Força da Mudança’) é a tradução para português do slogan escolhido por Zapatero no último Congresso do PSOE, em Julho: ‘La fuerza del cambio’.

O paralelismo com os socialistas do lado de lá da fronteira é evidente. Realçar o trabalho já feito e pedir confiança para continuar as mudanças. «Estamos a começar o ano político, um ano em que temos muito trabalho pela frente, mas temos um rumo e não nos desviaremos dele», garantiu José Sócrates, no sábado, perante cerca de 13 mil militantes.

Continue a ler esta notícia amanhã na edição impressa disponível nas bancas espalhadas por todo o país

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27/09/2008 Posted by | Política: notícias | | Deixe um comentário

Uma coisa admiro nos EUA ou USA – a justiça é a doer ao contrário de Portugal: FBI investiga o colapso de quatro grandes empresas dos EUA

O FBI está a investigar quatro das maiores instituições financeiras cujo colapso motivou a injecção extraordinária de 700 mil milhões de dólares (477 mil milhões de euros) pela administração Bush, noticiaram média norte-americanos na terça-feira

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Dois funcionários de investigação criminal disseram na terça-feira que o FBI está a procurar indícios de potencial fraude cometida pelos gigantes financeiros em hipotecas Fannie Mae e Freddie Mac e a seguradora multinacional AIG.

Mais tarde, outro alto funcionário do FBI disse que a Lehman Brothers também se encontra sob investigação.

As investigações centrar-se-ão nas instituições financeiras e nas pessoas que as dirigiram, elevando-se assim para 26 o número de investigações a empresas abertas pelo FBI no último ano, disse uma fonte da agência.

Lusa/SOL

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27/09/2008 Posted by | Política: notícias | | Deixe um comentário

Ó queridos então e vocês não querem saber o que se passa com os Professores…constantemente pontapeados pelo José Sócrates?

João, obstetra do Hospital S. Francisco Xavier, onde ajudou a nascer mais de mil crianças, já não acredita. Está desiludido. E decidiu que a sua vida «tem de mudar» e pediu a rescisão do Contrato de Provimento Administrativo que vem renovando há nove anos.

Este vínculo precário, que lhe tem fechado as portas a uma carreira médica, vem funcionando como garantia da presença de muitos médicos nos serviços, sem que efectivamente pertençam ao Estado ou às instituições que servem, acusa.

Sem hipóteses de progressão na carreira, a ganhar cerca de 2000 euros mensais por 47 horas semanais, João tem assistido à saída massiva dos clínicos do seu serviço neste hospital, que inclusive encerrou as portas no final do mês passado por falta de profissionais.

Faltam médicos, os que restam estão desiludidos e reina a desarticulação entre as equipas, principalmente desde que as administrações compram serviços a médicos que ganham por hora muito mais que os profissionais dos hospitais.

Uma das consequências desta situação reflecte-se na formação dos futuros clínicos, já que a falta de médicos e de tempo dos que trabalham não permite o acompanhamento ideal dos internos que estão a especializar-se.

Para isso mesmo alertou o presidente do Conselho Nacional do Médico Interno (CNMI), Rui Guimarães, que sabe de casos de alguns internos que já se queixaram de se sentir «desacompanhados» na sua formação, o que preocupa este organismo.

O aumento dos tempos de espera dos pacientes – como acontece na Maternidade Alfredo da Costa, onde a falta de médicos tem vindo a agravar-se – é outra das consequências desta situação e objecto do crescimento de queixas das utentes, como disse à Lusa a directora do serviço de urgência desta instituição, Clara Soares.

A culpa? Para João, nem os directores de serviço nem os próprios administradores são os grandes responsáveis pela situação, mas sim as tutelas que, sucessivamente, têm como grande objectivo «a diminuição dos gastos com a Função Pública».

E este nem é, para o médico, um mau propósito, mas desde que assumido com transparência e não «à custa de engenharias financeiras». Na prática, os hospitais apresentam menos despesas com pessoal, mas depois gastam mais «ao contratarem outros (ou os mesmos) a preços mais elevados», desde que pagos através de outras rubricas.

«Todos sabem o que se passa», disse, mas «ninguém faz nada», até porque, «bem ou mal, as coisas vão-se fazendo e os números até demonstram que se fazem mais consultas, mais partos, etc.», explicou.

Sobre o «assédio» das empresas de médicos e dos hospitais privados, este clínico alerta: «Com a falta de médicos, não é difícil estes encaixarem-se em qualquer lado» e a ganharem mais. O mais triste, disse, é que «as portas estão permanentemente abertas para os médicos saírem». Alguns aceitam o convite. João sai no fim do mês.

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27/09/2008 Posted by | Política: notícias | | Deixe um comentário

Manuel António Pina: Obviamente que “não”

O PS não dará liberdade de voto aos seus deputados no debate do projecto de lei sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, embora o presidente da bancada, Alberto Martins, admita “excepções”, atendendo a que entre os deputados socialistas há alguns que sofrem da doença incapacitante (pelo menos para a política) de rigidez da coluna vertebral.

O motivo por que o PS porá o seu destacamento parlamentar de “yes men” a dizer desta vez “não” é conhecido e não tem a ver com o facto de virem aí eleições e de, nas urnas, os votos não terem ideologia e valerem tanto os da direita “retrógrada”, “pré-moderna” e “pré-concílio Vaticano II”, que pensa que o objectivo do casamento é a “procriação”, como os outros. O que acontece é que o casamento homossexual não consta infelizmente do programa eleitoral do partido (como constavam, por exemplo, as alterações à lei do divórcio, o aumento do IVA ou a ratificação parlamentar do Tratado europeu). É certo que a Constituição proíbe qualquer forma de discriminação baseada na orientação sexual, mas a Constituição também não consta do programa eleitoral do PS.

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27/09/2008 Posted by | Política: artigos de opinião | | Deixe um comentário

Ferreira Fernandes: AS OBRAS NECESSÁRIAS EM WALL STREET

A mulher abriu a malinha, tirou o papel e exigiu: “Quero passar isto para a conta à ordem.” O bancário explicou-lhe que os poucos juros que davam a aplicação sempre eram mais do que deixar o dinheiro na conta à ordem. Mas só a convenceu quando garantiu que ela a todo o momento – teve de sublinhar: “Quando a senhora quiser!” – podia levantar o dinheiro. Nesse dia, Laurence Parisot, a presidente do Medef (a organização patronal francesa), exortava os seus sócios para acabarem com “os pára-quedas dourados”, aquelas prebendas (stock options e indemnizações milionárias quando se vão embora…) que os administradores dão a si próprios. Sinais destes, pobres receosos, ricos envergonhados, ilustram a corrente profunda do momento histórico que vivemos. O aviso secular do abade Lacordaire contra o liberalismo sem freios (“a liberdade da raposa livre no galinheiro livre”) volta a ser actual. Não caiu o muro (Wall) da rua (Street) do mesmo – mas vai precisar de obras.|

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27/09/2008 Posted by | Política: artigos de opinião | | Deixe um comentário

Bancarrota americana ameaça milhões de famílias

Crise financeira. Henry Paulson, o autor do plano para injectar 700 mil milhões de dólares na banca americana, prostou-se de joelhos perante líderes democratas. “Gritos e discussões” na Casa Branca não abafaram o anúncio da falência do sexto maior banco dos EUA, de imediato rematado ao JP Morgan
Um volte-face dos republicanos americanos frustou ontem os esforços de Bush para aprovar no Congresso uma injecção de 700 mil milhões de dólares (475 mil milhões de euros) na banca americana. Por entre gritos e cenas surrealistas na Casa Branca, a falência e venda relâmpago do sexto maior banco americano, o Washington Mutual, a economia americana – com 300 bancos no vermelho e sete milhões de famílias em falta com as prestações dos créditos – foi revista em baixa, crescendo agora a um ritmo anual de 2,8%.

Bush voltou ontem a referir-se publicamente ao perigo do “colapso da economia”, após uma reunião “de gritos e discussões e altos berros” entre democratas e republicanos, na Casa Branca. Perante as interrogações dos democratas, Henry Paulson, o secretário de Estado do Tesouro de Bush chegou mesmo a interpretar uma “cena” surrealista nos corredores do Congresso: colocou-se de joelhos perante os democratas Barney Frank e Nancy Pelosi. “Foi para desanuviar o ambiente”, segundo a agência Bloomberg. É que o episódio ter-se-á verificado após “respostas agastadas” dos congressistas.

A “revolta” dos congressistas republicanos é interpretada como uma manobra de campanha de John Maccain. Os parlamentares insistem que deverá ser Wall Street e não os contribuintes norte-americanos que devem liquidar a pesada factura do plano Paulson. Exigem igualmente garantias de reembolso no caso dos títulos apoiados por hipotecas. Também sugerem um sistema de seguro financiado pelos bancos para ajudar os proprietários afectados pela crise.

Enquanto alguns analistas afirmam que as reais necessidades da banca americana se situa em 1,2 mil milhões de dólares até ao fim do ano, os congressistas planeiam entregar 700 mil milhões de dólares em tranches. Por agora, Paulson receberia apenas 250 mil milhões de dólares.

O plano de Paulson, o ministro das Finanças de George Bush, é injectar a quantia nos balanços da banca. Isto não salvaria as sete milhões de famílias já com hipotecas executadas ou em vias de incumprimento. O plano abasteceria os bancos com dinheiro suficiente para novos empréstimos a outros compradores, o que faria elevar o preço das casas.

Nos EUA mais de três centenas de bancos estão em risco de fechar as portas. Ontem, a última vítima foi o Washington Mutual, o “WaMu”, até agora o sexto maior banco americano, com activos de 310 mil milhões de dólares. Foi “rematado” ao JP Morgan – que já tinha absorvido o Bear Sterns, em Março último – por 1,9 mil milhões de dólares. Nos últimos dias milhares de milhões de dólares em depósitos foram retirados pelos clientes do WaMu, fragilizando as 2300 agências do banco.|

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27/09/2008 Posted by | Política: artigos de opinião | | Deixe um comentário

Para os adeptos do neoliberalismo selvagem – quando as coisas correm mal chamam o Estado para salvar a situação

As autoridades monetárias das economias desenvolvidas estão, desde a crise no imobiliário dos EUA em Agosto de 2007, a fazer o exacto oposto das suas congéneres de há 80 anos no crash de Wall Street em 1929. Perante o congelamento do crédito inter-bancário e das ameaças de falta de recursos financeiros para dar resposta às obrigações imediatas de vários bancos, há oito décadas, a torneira da moeda fechou-se precipitando falências em cadeia no sector financeiro, que se espalharam pelos demais sectores económicos. Agora, os bancos centrais dos países mais ricos têm vindo a injectar liquidez para que os mercados monetários não asfixiem por falta de dinheiro.

O governo dos EUA, deitando borda fora o seu credo contrário à intervenção na esfera dos negócios, tem também investido enormes verbas para evitar o pior e avançou com um plano estruturado para limpar a banca dos seus créditos incobráveis. Se o conseguir pôr em prática, as consequências desta crise serão bem diferentes das da Grande Depressão.

Mas isso não impede que se avalie já hoje o nível da ameaça que a crise financeira nos EUA representa potencialmente para a economia global. Ele só é comparável à maior crise da história do capitalismo, de 1929. Só que para o reconhecer é indispensável usar de sobriedade na análise, o que não está ao alcance de todos.

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27/09/2008 Posted by | Política: artigos de opinião | | Deixe um comentário