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O que vou lendo por ai…

A Frase: João Paulo Guerra

“Portugal, país do primeiro mundo rico, tem hoje dois milhões de habitantes que necessitam de ajuda alimentar. Com a persistência da política anti-social, mitigada por esmolas, daqui por uns anos terá três milhões.”
João Paulo Guerra, “Diário Económico”, 19 de Setembro de 2008

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19/09/2008 Posted by | Política: notícias | | Deixe um comentário

Jerónimo de Sousa ataca Código do Trabalho e chama “bazófias” a José Sócrates

Líder comunista acusa Governo de “traição profunda” aos trabalhadores
Jerónimo de Sousa ataca Código do Trabalho e chama “bazófias” a José Sócrates
19.09.2008 – 09h15
O líder do PCP fez ontem um ataque ao Código do Trabalho, classificado de “traição profunda” do PS aos trabalhadores, e chamou “bazófias” a José Sócrates por “andar a dizer que o país está no bom caminho”.

“O PS, que já tinha pouco a ver com o mundo do trabalho, o que fez, com este Código do Trabalho, (…) foi uma traição profunda aos direitos dos trabalhadores”, afirmou Jerónimo de Sousa a cerca de 300 pessoas reunidas no Largo 7 de Março, em Alhandra, Vila Franca de Xira.

Horas depois do debate das alterações ao código laboral, na Assembleia da República, o líder comunista acusou o Governo do PS de ter ido “mais longe do que a direita no ataque aos direitos dos trabalhadores”.

O código “expõe os trabalhadores a uma exploração sem limites”, “legaliza o trabalho precário a troco de uma pequena penalização”, “destrói a contratação colectiva”, “liberaliza os horários” e “limita a liberdade sindical”, afirmou.

Jerónimo de Sousa contou que quinta-feira, no Parlamento, “à boca pequena”, um deputado social-democrata fez um “desabafo” quanto ao período experimental de seis meses previsto na legislação proposta pelo executivo de Sócrates: “Essa nem nós demos à CIP”.

O líder comunista não disse quem era o dirigente e ex-responsável governamental do PSD que fez o “desabafo”, mas o relato serviu para tentar provar que o PS “está mais à direita” do que o executivo PSD-CDS/PP, responsável pelo Código do Trabalho de 2003.

As alterações da legislação do trabalho, disse ainda Jerónimo, fazem parte de uma “política de direita” do primeiro-ministro, José Sócrates, que, em três anos, tornou o “país mais desequilibrado e mais injusto”.

“Com este Governo PS assistimos ao mais descarado assalto ao poder de compra dos salários e pensões”, exemplificou Jerónimo de Sousa que apontou o dedo ao primeiro-ministro e líder do PS, recusando que a ideia de que o país “está no bom caminho”.

“Como é que aquele bazófias – passe a expressão e sem ofensa – do primeiro-ministro pode andar a dizer que o país está no bom caminho?”, questionou o secretário-geral do PCP, provocando vaias entre a assistência.

Numa referência ao XVIII Congresso Nacional do PCP, a 29 de Novembro, 1 e 2 de Dezembro, em Lisboa, Jerónimo prometeu uma “reafirmação de um partido comunista” e insistiu na resposta aos que deixaram o partido, “profetas e gurus” que lhe vaticinaram “o declínio irreversível, da destruição, do desaparecimento”.

“Hoje, que bom que é ver esses profetas e gurus que traçaram o nosso destino dizerem ‘afinal, cuidado com o PCP porque está forte e continua a sua luta'”, afirmou.

No congresso do PCP, garantiu, os militantes “antecipada e colectivamente, discutem, propõem e decidem sobre tudo ao que o partido diz respeito”, ao contrário dos outros partidos “onde quem manda é o chefe”.

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19/09/2008 Posted by | Política: notícias | | Deixe um comentário

É com isto é que o Partido Socialista se devia preocupar: Cartelização nas refeições lesa Estado em 172 milhões de euros

Sete empresas apanhadas pela Autoridade da Concorrência
Cartelização nas refeições lesa Estado em 172 milhões de euros
19.09.2008 – 10h30

A Autoridade da Concorrência (AdC) acusou sete empresas que fornecem refeições a instituições públicas, nomeadamente a hospitais e a escolas, de concertarem preços nos serviços que prestam, actuação que é ilegal por configurar a prática de cartelização.

O “Jornal de Negócios” refere que a investigação, iniciada em Fevereiro de 2007, identificou a prática de concertação de preços de serviços nas propostas que estas empresas apresentavam nos concursos públicos de “catering”, as mesmas firmas trocavam informações comerciais e que desta forma de actuação permitiram controlar, durante 10 anos, dois terços do mercado de prestação de serviços de refeições.

As empresas envolvidas neste caso são a Gertal e a Itau do grupo Trivalor, a ICA e a Nordigal que comungam dos mesmos sócios, a Eurest, a Uniself e a Sodexho.

A AdC estima em 172 milhões de euros o prejuízo para o Estado desta actuação ilícita e concertada entre estas sete empresa

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19/09/2008 Posted by | Política: notícias | | Deixe um comentário

Deixa-me rir…: Gordon Brown quer limpar sector financeiro

O primeiro-ministro britânico Gordon Brown considerou ser necessário identificar os “comportamentos irresponsáveis” na origem da crise financeira internacional, advogando uma acção mundial para “limpar” o sector.

“Penso que devemos examinar onde os comportamentos irresponsáveis se produziram e disse há já algum tempo que devemos reformar o sistema”, indicou Brown à imprensa em Downing Street.

“Temos de limpar o sistema financeiro. Não queremos que estes problemas voltem a reproduzir-se no futuro”, prosseguiu o chefe do governo.

“Propus um certo número de coisas aos nossos colegas da comunidade internacional, porque uma acção mundial é necessária para gerir este problema mundial”, considerou Brown.

“No nosso país, faremos tudo o que for necessário para certificarmo-nos de que as pessoas têm confiança no sistema e restabelecemos a prosperidade do país”, prosseguiu, considerando que o apoio dado pelo governo à compra pelo Lloyds TSB da sua compatriota em dificuldade HBOS, anunciada esta manhã, era “a acção adequada”.

“Penso que não só tomamos a medida adequada como que, agindo, trouxemos mais estabilidade ao sector financeiro”, explicou.

A operação de 12,2 mil milhões de libras (15,4 mil milhões de euros) deverá dar lugar ao terceiro banco britânico, ex-aequo com Barclays, em termos de capitalização.

Implicará no entanto uma alteração da lei britânica sobre a concorrência, que deverá verificar-se “tão rapidamente quanto possível”, sublinhou Brown. O parlamento regressa de férias a 6 de Outubro.

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19/09/2008 Posted by | Política: notícias | | Deixe um comentário

“pela mão do PS se escreve uma página negra dos direitos e interesses dos trabalhadores e da vida do País”

Oposição acusa o PS de violar contrato eleitoral

EVA CABRAL
Código do Trabalho. Toda a oposição acusa o PS de se ter apresentado nas legislativas de 2005 com propostas bem diferentes das que são concretizadas no diploma ontem debatido no Parlamento. Um ‘dossier’ polémico que o Executivo quer resolvido antes do Orçamento do Estado para 2009

PCP e BE rejeitam Código. PSD e CDS abstêm-se

Depois de o debate se processar há vários meses em torno da concertação social e de fortes protestos por parte da CGTP se terem feito sentir nas ruas, o Código Laboral chegou ontem ao Parlamento, com toda a oposição a acusar o PS de estar a violar o contrato eleitoral feito com os portugueses nas últimas eleições legislativas de 2005.

Uma tese que o ministro Vieira da Silva contesta, dizendo que esta lei resultou de uma proposta muito debatida em concertação social, que é fundamental para o País, e que o Governo a quer ver aprovada em definitivo antes da entrega do Orçamento do Estado para 2009, ou seja, até 15 de Outubro deste ano.

O PSD anunciou ir optar pela abstenção construtiva, tendo Paulo Rangel , o líder parlamentar laranja, explicitado depois em texto distribuído à imprensa que a sua bancada “regista que o PS abandonou as suas bandeiras na altura da aprovação do actual Código e da campanha eleitoral de 2005”.

Para além disso, elenca uma série de pontos negativos nas alterações previstas, designadamente em matéria de duração e organização do tempo de trabalho que em seu entender “aumentam a burocracia, desequilibram a relação laboral e são um factor de conflitualidade acrescida” para além de “diminuírem o espaço para a contratação colectiva”.

Também a bancada do CDS/PP, pela voz de Pedro Mota Soares, lembrou a postura do PS em 2003 e da posição fortemente crítica do então deputado Vieira da Silva e de José Sócrates.

Face à alteração da postura do PS, o deputado popular ironizou: “Se houvesse uma taxa pinóquio que incidisse sobre o que o PS dizia na oposição e o que hoje faz no Governo, estava resolvido o problema do défice”.

Nas bancadas da esquerda – Verdes, PCP e BE -, as críticas são ainda mais fortes, apesar de coincidirem na ideia de que os socialistas rasgaram um contrato eleitoral e mudaram radicalmente a sua posição em matéria de legislação laboral.

Heloísa Apolónia, da bancada do PEV, tentou por três vezes, mas sem êxito, que o ministro Vieira da Silva explicasse as razões para a mudança de posição por parte do PS.

Já Francisco Lopes, do PCP, considerou que “pela mão do PS se escreve uma página negra dos direitos e interesses dos trabalhadores e da vida do País”.

Para o deputado comunista, as “alterações ao Código do Trabalho são o que se pode classificar como as mil maneiras de fragilizar os direitos dos trabalhadores”. Em seu entender, “o Governo PS ataca a conquista histórica do horário de trabalho”.

Mariana Aiveca, do BE, adiantou que “o PS acrescenta mais uma página triste ao imenso livro anti-social que iniciou em 2005”.

Para a deputada bloquista, “a proposta do Governo tem a marca do maior desequilíbrio da relação de forças entre o capital e o trabalho, colocando-se claramente ao lado dos mais fortes”.

Ao deputado socialista Strecht Ribeiro coube a defesa da proposta do Governo, considerando que esta cumpre os objectivos centrais de combate à precariedade laboral, fomenta a adaptabilidade das empresas e reforça o papel da negociação colectiva. Questionado sobre a disponibilidade do PS para introduzir alterações à proposta, o líder da bancada socialista, Alberto Martins, manifestou a “total disponibilidade para um debate aprofundado”.

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19/09/2008 Posted by | Política: notícias | | Deixe um comentário

Os neoliberais devem estar com as orelhas a arder: ESTAS FINANÇAS NÃO SÃO PARA VELHOS

Manuel Queiroz
Jornalista
O olho do furacão da crise financeira cruzou subitamente o Atlântico e passou para a Grã Bretanha e foi preciso o Governo de Gordon Bown empenhar-se para uma fusão rápida (há quem diga forçada) de dois dos maiores grupos financeiros – o Lloyds TSB e o HBOS, que representam mais de 140 mil empregos, quase todos nas Ilhas. E boa parte deles na Escócia, o que torna as coisas mais sensíveis porque Brown e o seu ministro das Finanças são escoceses e estes não andam de grandes relações com os trabalhistas, no poder em Londres há dez anos.

“Medo persegue os bancos”, diz o The Times. “O verdadeiro custo do salvamento do Halifax”, diz o tablóide conservador Daily Mail. HBOS acaba por ser o acrónimo de Halifax Bank of Scotland, os quais se fundiram em 2001 e este último é a mais velha instituição financeira das Ilhas, datando de 1695 a sua fundação por uma lei do Parlamento escocês. O Halifax também nasceu há muito, em 1853, mas ainda assim a vetustez do Bank of Scotland, que imprime notas de libras, é impressionante. Mas também o Bear Stearns (tinha 94 anos) e o Lehman Brothers (158 anos) desapareceram – estas finanças, decididamente, não são para velhos.

“Lloyds tira o HBOS do fogo com fusão de 12 biliões”, diz a capa do The Guardian. Neste momento crítico, ninguém olha para ideologias e o pragmatismo é de lei. Anatole Kaletsky, no Times, admite que quase todos os bancos estão ameaçados de nacionalização. “Até o aparente salvamento do HBOS pode resultar numa crise maior. Se o HBOS que se estava a afundar arrastasse o seu salvador, Lloyds TSB, todos os grandes bancos na Grã-Bretanha, excepto possivelmente o HSBC, teriam de ser nacionalizados, ao estilo Northern Rock”, diz o comentador, referindo-se ao caso do banco de Newcastle em que o Governo teve de intervir há alguns meses. “O impossível tornar–se-ia de um momento para o outro inevitável”, diz, se não houver um apoio firme do Governo a esta fusão, que do ponto de vista do mercado e da concorrência é altamente duvidosa e dificilmente seria aceite em circunstâncias normais.

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19/09/2008 Posted by | Política: artigos de opinião | | Deixe um comentário