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Isso é para quando?: O gabinete da ministra Ana Jorge adianta que “estão a ser estudadas medidas para combater esta situação”

Saúde – Falta de médicos obriga a contratações milionárias
Urgências ainda não têm regras

A contratação de médicos pagos a peso de ouro para assegurar Urgências continua sem controlo. O Ministério da Saúde não sabe quantas empresas de recursos humanos existem e quais trabalham para os hospitais. Grande parte delas pertence a médicos funcionários públicos. Oferecem mão-de-obra para atender doentes fora do horário, mas cobram muito acima do normal – chega aos 100 euros à hora, 2500 euros por turnos de um dia. São os próprios hospitais que os contratam a afirmar que a situação está “descontrolada” e a precisar de “uma solução urgente”.

Em 2006, a então secretária de Estado, Cármen Pignatelli, admitia que este mercado “nasceu desregulado” e que “ninguém garante a qualidade”, prometendo apertar o cerco a estas situações. Havia hospitais que, não tendo médicos suficientes, recorriam a empresas fazendo contratos “de uma folha A4”. O nome, a especialidade e a experiência de cada um eram dados desconhecidos. E fez um despacho para impor regras. Mas, dois anos depois e em situação de crise, os hospitais continuam a não olhar a meios para conseguir clínicos e manter os serviços a funcionar.

“Os critérios dependem de cada hospital. Contudo, estas contratações não passam pelos recursos humanos, mas pelo departamento de compras, que não está vocacionado para olhar para currículos e competências”, admite Manuel Delgado, administrador do Hospital de Curry Cabral, em Lisboa. Apesar de haver regras para que as unidades não contratem ‘por fora’ funcionários dos quadros, estes dados não são cruzados entre hospitais. “Posso ter um médico que não faz horas extraordinárias, mas vai fazê-las a Vila Franca de Xira por um preço muito superior”, com o Estado a pagar duas vezes, afirma. Para o administrador, isto tem nome – “extorsão e roubo”. Mais: “A única regra é não contratar aposentados. Mesmo assim, alguns contornam a situação constituindo sociedades.”

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09/09/2008 - Posted by | Política: notícias | ,

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