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Deve ser para rir e o (des) governo lá diz que não é por falta de dinheiro: Falha na avaliação limita prémios na função pública

Estado. Afinal, os melhores da função pública não vão ser todos premiados este ano pelo seu desempenho. Em muitos organismos, a meta dos 5% de funcionários caiu por terra devido a problemas na aplicação do sistema de avaliação em 2007. Mas não é por falta de dinheiro, garante o Governo

Nem 10 serviços pediram reforço de verbas para prémios

A atribuição, este ano, de prémios de desempenho aos 5% de funcionários que melhor se distinguiram na administração pública vai ficar pelo caminho. Tudo porque a aplicação do sistema de avaliação de desempenho da administração pública (SIADAP) no ano passado não correu da melhor forma em vários organismos e agora muitos dirigentes não se sentem seguros na distinção dos mais competentes. Assim, ao contrário do que chegou a ser anunciado pelo Governo e reforçado pelo grupo parlamentar do Partido Socialista (PS) na elaboração da lei do Orçamento do Estado para 2008, os prémios de desempenho não vão chegar aos melhores 5%.

O esclarecimento foi prestado ao DN pelo próprio secretário de Estado da Administração Pública, Gonçalo Castilho dos Santos. Recusando uma orientação dirigista e impositiva, o Ministério das Finanças optou por dar “autonomia aos dirigentes para que estes possam avaliar se é equitativo e oportuno avançar com a atribuição de prémios”, explicou ao DN.

O governante sustentou que não há qualquer contradição face ao estipulado na lei do Orçamento. Com efeito, o n.º 3 do artigo 119 desta lei que determina o “pagamento de prémios de desempenho a 5% dos trabalhadores e a 5% dos dirigentes de nível intermédio” remete para o número anterior, no qual se faz depender esta distinção do pressuposto de que a avaliação de desempenho, realizada no ano anterior, permite uma graduação rigorosa dos trabalhadores. Ora, é precisamente este pressuposto que está em causa, segundo o secretário de Estado e essa é a justificação dos dirigentes que optaram por não atribuir prémios este ano.

Assim, os dirigentes podem optar por não pagar prémios a ninguém desde que o fundamentem com insuficiências no processo de avaliação. O que não podem fazer, e essa é a grande inovação da lei do Orçamento de 2008, é alegar falta de verbas orçamentais para o efeito. “A lei do Orçamento diz aos dirigentes que se não tiverem dinheiro devem solicitá-lo à tutela ou ao Ministério das Finanças”.

E quantos o fizeram até agora? “Não chega a uma dezena o número de pedidos de reforço orçamental.” Note-se, contudo, que este número não equivale ao dos organismos que atribuíram prémios pois muitos tê-lo-ão feito sem necessidade de pedir um reforço das verbas.

Apesar da incapacidade da administração em premiar, integralmente, os 5% melhores, o secretário de Estado faz um balanço positivo do primeiro ano de aplicação dos novos mecanismos de gestão de pessoal, designadamente da atribuição dos prémios. “Este ano, pela primeira vez na história da administração pública portuguesa, foram atribuídos prémios aos trabalhadores mais bem classificados, baseados em critérios claros e transparentes.”

Mas quantos foram os contemplados? “Ainda não temos dados que permitam responder a essa questão”, disse, adiantando que o balanço terá de ser feito no início do próximo ano, altura em que estarão disponíveis os relatórios elaborados por todos os organismos. O processo está a ser monitorizado pela Inspecção-Geral das Finanças e pela Direcção-Geral da Administração e Emprego Público, explicou. Ainda assim, com base nos elementos que possui, Castilho dos Santos estima que mais de metade dos organismos já tenha publicado o despacho onde se define a atribuição (ou não), e respectivos critérios, dos prémios de desempenho.

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01/09/2008 Posted by | Política: notícias | , | Deixe um comentário

Um dois maiores jornalistas portugueses – o Grande Mário Crespo: Falem ou calem-se de vez

A exigência que é feita à Dra. Manuela Ferreira Leite e ao seu PSD para que se pronunciem não é nem um capricho de comentadores sádicos nem uma estratégia dos media alcoviteiros, ansiosos por provocar uma zaragata partidária. Propor e criticar políticas é um dever do PSD que não está a ser cumprido.

Os partidos políticos são pagos com dinheiro público. Não são clubes de reflexão filosófica ou política para baronesas ou barões diletantes. Os partidos e os partidários, governo ou oposição, estão lá pagos e bem pagos porque se dispuseram a servir causas públicas. Celebraram esse contrato de confiança com os País nas eleições. Assumiram compromissos públicos em congressos onde se escolhem pessoas para ter representatividade.

Os deputados custam muito dinheiro ao erário público. Os deputados europeus custam muitíssimo. As estruturas partidárias são pagas pelos contribuintes. Os que delas usufruem e os que nelas se assumem com posturas nacionais têm por obrigação o cumprimento do contrato que aceitaram. Em Portugal há uma imensa complacência com o distanciamento entre os políticos e o eleitorado que os escolhe e lhes paga.

Um dos mais insultuosos remoques que muitos têm o ultraje de proferir com regularidade é que não precisam da política para nada. Como se estivessem na vida pública para agraciar o País com o supremo favor da sua visibilidade ou, no caso do actual PSD, invisibilidade. O País tem tolerado esta constante ofensa dos que “não precisam nada da política” embora, não havendo pais ricos, haver sempre uma pensão de reforma quase obscena do Banco de Portugal ou da Caixa Geral, uma sinecura numa Lusoponte ou um lugar interessante numa Mota-Engil ou onde quer que seja que a prescindibilidade da subvenção directa pelo serviço partidário os (e as) conduza. Isto seria inócuo se a falácia de se estar na política a fazer um favor à nação, não tivesse como consequência muito directa estes distanciamentos fruto da arrogância do quero-posso-e-mando.

Por isso é intolerável, e de facto fraudulento, o incumprimento do contrato nacional que estes silêncios e esta inacção traduzem. Manuela Ferreira Leite dirige o mais numeroso grupo partidário da oposição. É por isso obrigada a interpelar as muitas crises que se declararam nestes três meses do seu consulado. Dos colapsos económicos aos financeiros às quebras na ordem pública. Se está segura daquilo que os seus governos fizeram no passado e não sente responsabilidades no presente devia vir dizê-lo e prova-lo com argumentos.

Se o que está a ser feito está mal, force as políticas incorrectas a serem revistas. O País e o Mundo vivem momentos excepcionais. A crise da energia e da Geórgia não se compadecem com cinzentismo político em regime de part-time. Há tiros nas ruas de Lisboa. O reconhecimento do Kosovo rompeu a textura da própria União Europeia e definiu um novo Leste e um confuso Ocidente (não notou?). Os saltos no petróleo confundem os próprios operadores dos futuros de Nova York de onde vem parte dessa reforma do Banco de Portugal (acautele-se!). A resposta do PSD tem sido pedir a demissão de Ministros e remeter-se ao silêncio. Cuidem-se. Está a notar-se. Recordem-se de Churchill quando ele disse que não é possível enganar toda a gente durante todo o tempo.

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01/09/2008 Posted by | Política: artigos de opinião | , , | Deixe um comentário