Livresco’s Weblog

O que vou lendo por ai…

O Mário Soares se tivesse vergonha na cara tinha é estado calado… o Socialismo foi para a gaveta e o “menino de ouro” José Sócrates atirou a gaveta fora!

Mas ex-PR criticou Cavaco

Primeira intervenção de Soares foi sobre os Açores

«O Estatuto dos Açores foi aprovado sob pressão no final da sessão legislativa, ainda que por unanimidade, e contém disposições menos felizes» foi assim a que Mário Soares se dirigiu ao país pela primeira vez enquanto Presidente da República em Setembro 1986

Mário Soares criticou asperamente a intervenção de Cavaco a respeito dos Açores. Mas a sua primeira alocução ao país como PR foi exactamente… sobre os Açores. E durou o mesmo tempo: cinco minutos. E foi, também, dramatizada.

Em Setembro de 1986, seis meses após tomar posse como Presidente da República, Mário Soares considerou que o Estatuto dos Açores e a ‘guerra’ das bandeiras e dos hinos (reginais e nacionais) era suficientemente importante para justificar a sua primeira comunicação ao país. Hoje, pelos vistos, pensa de forma diferente.

Ainda por cima, da própria declaração de Soares, na altura, resultam evidentes mais semelhanças entre o que se passou na altura e o que se passou agora.

sofia.rainho@sol.pt

Continue a ler esta noticía na edição impressa disponível hoje nas bancas espalhadas por todo o país

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09/08/2008 Posted by | Política: artigos de opinião | , | Deixe um comentário

Apesar de “alguns defeitos” – é por isso que “adoro” os Estados Unidos da América: é o país das oportunidades e onde se pode sonhar!

PÚBLICO: Lopez Lomong, de refugiado sudanês a porta-estandarte dos EUA

Foi raptado por milícias Janjawid aos seis anos, viveu até aos 16 como refugiado, ontem liderou os EUA no desfile inaugural em Pequim

Desde Los Angeles em 1984, os EUA são invariavelmente os grandes dominadores do Jogos Olímpicos. Em Pequim apresentam-se uma vez mais com inúmeras estrelas desportivas, favoritas às medalhas. Ontem, no entanto, coube a um atleta ex-universitário e de origem sudanesa, Lopez Lomong, que vai competir nos 1500 metros, ser o seu porta-estandarte.
A escolha de Lomong, 23 anos, para liderar a comitiva norte-americana no desfile inaugural reconhece o seu extraordinário e improvável trajecto, mas constitui também, inevitavelmente, uma mensagem política para a China, detentora de relações comerciais privilegiadas com o Sudão, país onde o conflito do Darfur já fez, segundo a ONU, mais de 300 mil mortos e 2,2 milhões de deslocados.
Lomong é uma antiga vítima desde conflito. Ele era “o miúdo mais feliz” do Sudão (“Tínhamos comida, corríamos, brincávamos”) até ser raptado aos seis anos, em 1991, por milícias Janjawid; conseguiu fugir, caminhou durante três dias até chegar ao Quénia, onde viveu 10 anos num campo de refugiados, sem voltar a ver os pais e os irmãos.
Com 16 anos, ao abrigo de um programa da ONU designado Rapazes Perdidos do Sudão, foi morar para Tully, Nova Iorque, junto de uma família da classe média alta. Os seus dotes para o atletismo rapidamente se fizeram notados e tornou-se uma estrela da Universidade de Northern Arizona, que representou até 2007 antes de se tornar profissional. “É um sonho concretizado. Há sete anos, não me podia imaginar a correr pelos EUA nos Jogos Olímpicos, e, vejam, aconteceu.”
Sobre a crise do Darfur, nem uma palavra, ontem, na conferência de imprensa: “Não vim em representação de um Governo. Só espero estar aqui para inspirar outros miúdos.”

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09/08/2008 Posted by | Política: artigos de opinião | , , , | Deixe um comentário

Concordo…o Parlamento que faça o Trabalho de Casa – principalmente a maioria que nos (des) governa – como é que é possível aprovar documentos que ferem a Constituição e depois ainda se armarem aos cucos? Foi um desrespeito total pela Democracia – é o que dá os tiques fascistas: Estamos na Europa ou no terceiro mundo?

PÚBLICO: Ramalho Eanes sai em defesa do Presidente da República sobre Estatuto Político dos Açores

Ramalho Eanes colocou-se ontem ao lado das preocupações levantadas pelo Presidente da República sobre o novo Estatuto Político-Administrativo dos Açores, subscrevendo os alertas deixados por Cavaco Silva na comunicação que fez ao país sobre o equilíbrio de poderes, consagrado constitucionalmente. “O conteúdo foi certo e oportuno”, declarou o ex-
-chefe de Estado, numa entrevista à SIC-Notícias, criticando os deputados pelo “atropelo” às normas constitucionais
.

“É pouco razoável e surpreendente que a Assembleia da República, que deve respeitar a Constituição, tenha aprovado o diploma”, afirmou Eanes, depois de lembrar que Mota Amaral tinha advertido, em sede de debate na especialidade, para essa circunstância. Ao contrário de Mário Soares, que esta semana censurou a intervenção presidencial qualificando-a como “inoportuna e pouco feliz” por entender, designadamente, que a questão se deveria ainda dirimir na esfera parlamentar, Eanes fala da “obrigação fundamental” de o Presidente alertar o povo para “uma questão grave que tem a ver com o regime”. “É um problema de confiança e de estabilidade política do país”, insistiu.
Advertindo para o facto de as autonomias regionais terem sido estabelecidas para “reforçar o Estado português e garantir a sua unidade”, o ex-chefe de Estado admitiu que possam evoluir, mas deixou um aviso: “Todas as medidas que possam criar ambiguidade sobre o Estado unitário e derivas autonómicas são preocupantes”.
Já Vasco Cordeiro, o dirigente do PS açoriano que censurara Cavaco Silva por “ter uma visão centralista e redutora das autonomias regionais”, acusou ontem o Presidente de ter contribuído para “adensar um clima latente de desconfiança e suspeição em relação aos Açores”. “Injusta e injustificadamente”, escreve num artigo publicado no jornal Açoriano Oriental, citado pela Lusa. Ao contrário do líder do PS, Alberto Martins, que recebeu “sem dramatismos” a comunicação presidencial e as deliberações do Tribunal Constitucional (que chumbou oito normas do diploma), Vasco Cordeiro fala de “um exemplo perfeito de um mau serviço prestado à causa da unidade nacional”.
O antigo Presidente da República Ramalho Eanes criticou o Parlamento por ter aprovado o estatuto

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09/08/2008 Posted by | Política: notícias | | Deixe um comentário

JN: Ataque cibernético ao “big brother” chinês

Repórteres Sem Fronteiras saqueram frequência de estação de Pequim

A associação Repórteres Sem Fronteiras deu um golpe ao “big brother” chinês. Em ataque cibernético, pirateou a frequência de uma rádio de Pequim, saqueou clandestinamente a emissão e disse cobras e lagartos do regime.

Esta é uma história de pilhagens cibernéticas, com despojos virtuais. Se, na véspera, lhe tinham saqueado o site internet com um ataque viral de procedência desconhecida, embora se suspeite de “hackers” chineses, ontem, a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) conseguiu uma gloriosa retaliação: ludibriou o controlo do regime, pirateou a frequência FM de uma rádio de Pequim e emitiu, clandestinamente, durante quase meia hora, palavras de ordem pela liberdade de expressão e contra as supostas violações dos direitos humanos no Império do Meio.

Organizado desde Paris, o ataque pirata da RSF foi perpetrado através de emissores miniaturizados e de antenas móveis. E até a hora da emissão clandestina teve toda a simbologia: se, na superstição numérica dos chineses, a abertura dos Jogos estava marcada para as 08.08 horas da noite de 8/8/2008, a rádio FM foi tomada de assalto às 8.08 horas da manhã.

Uma voz, em francês, seguida de outra, na dobragem em inglês, endereçou a primeira declaração às autoridades chinesas: “Nunca calarão a liberdade da palavra”.

As mensagens contra o regime continuaram na língua local: “Sejam bem-vindos à Rádio Repórteres Sem Fronteiras em Pequim […] para vos informar sobre a liberdade de expressão no país da censura”; “Esta é a maior afronta ao regime que mantém na cadeia dezenas e dezenas de jornalistas e de internautas”.

A RSF congratulou-se de ter criado, ainda que brevemente, “a única estação de rádio livre da China, a primeira não estatal desde que o Partido Comunista tomou conta do poder, em 1949”.

Durante os 22 minutos de antena clandestina, defensores chineses dos direitos humanos refugiados no estrangeiro pediram a Pequim que libertasse os presos por delito de opinião e que descodificasse as frequências das rádios internacionais que emitem em Chinês, nas frequências de onda curta.

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09/08/2008 Posted by | Política: notícias | , | Deixe um comentário

JN – João Marcelino (director): A OBRIGAÇÃO DA POLÍCIA

1. Dois homens entram nas instalações de um banco. Puxam de armas e colocam-se à margem da lei. Decidem ser criminosos, potencialmente de grau mais elevado – e para o comprovar encostam os canos das armas à cabeça de reféns. Perante um quadro destes, uma polícia profissional de um país democrático tem obrigatoriamente de actuar. Os elementos do GOE (Grupo de Operações Especiais) fizeram-no. Acredito que em todos os momentos pesaram a segurança dos dois cidadãos ameaçados pelos criminosos. Dispararam pela certa, porque numa situação daquelas não há filmes que nos valham. Não é possível brincar na defesa da segurança pública nem arriscar a vida de inocentes. Eles, os soldados, estavam lá para cumprir o contrato com a sociedade. Vão agora carregar esse fardo para o resto das respectivas vidas. Mas depois de quase nove horas de sequestro já não era possível tomar aqueles assaltantes por pessoas desequilibradas, apenas levianas e momentaneamente revoltadas. Não! Eram criminosos que estavam a ameaçar de forma real a vida de outros e a invadir propriedade privada. Não é indispensável, num caso assim, ter família e prezar um Estado democrático para fugir ao politicamente correcto de um discurso pseudopacifista. A polícia, pese o choradinho hipócrita e pusilânime, cumpriu a sua obrigação dolorosa. Presto daqui a minha homenagem àqueles soldados, e também aos seus superiores que tiveram de ordenar a difícil decisão. Solidarizo-me com a dor deles, que presumo solitária e silenciosa. Estas coisas na vida não se partilham. A demagogia, essa, sim.

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09/08/2008 Posted by | Política: artigos de opinião | , , | Deixe um comentário

DN – Editorial: A difícil decisão tomada pela polícia

A acção da PSP na noite de quinta para sexta-feira no sequestro de Campolide deixa-nos a todos mais sossegados e seguros como cidadãos. A polícia portou-se com o profissionalismo que dela se espera numa situação que é simbólica do aumento da perigosidade do crime. E mesmo da sua globalização: quem viu aquele homem de óculos escuros, que sabíamos brasileiro, de pistola apontada ao pescoço do refém, não pode ter deixado de pensar noutras paragens em que estas cenas são bem mais usuais que no suave Portugal.

O sequestro do BES de Campolide tinha tudo para correr mal. Nunca os sequestradores chegaram tão longe, nunca a equipa de negociações teve tão pouca margem de manobra. Às onze da noite percebeu-se que se tinha atingido a situação-limite, no que de mais incerto tem essa definição num caso destes: até onde iriam os assaltantes?

E foi então que a polícia decidiu atirar. Todos percebemos como a decisão foi ponderada, mas todos também sabemos como foi difícil – tal como explicou o director nacional da PSP, na conferência de imprensa. Tentando preservar todas as vidas, as dos reféns eram prioritárias. Nestes momentos, transmitidos em directo pelas TV, é bom saber que temos uma polícia que toma decisões difíceis.

Duas palavras mais de elogio. Uma para o segundo sniper, o que teve a difícil decisão de disparar alguns segundos depois do primeiro, porque o alvo tinha entretanto saído da sua mira: nesses segundos, a situação podia ter-se transformado em catástrofe. Outra palavra para os dois reféns, que mostraram uma calma notável: merecem uma homenagem.

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09/08/2008 Posted by | Política: artigos de opinião | , , | Deixe um comentário

JN – Ferreira Fernandes: AFINAL ERA SÓ PARA APARECER NA TV

Coincidência: ontem, um festival de cinema em Lisboa passou o filme Ônibus 174. Um sequestro real de um autocarro no Rio de Janeiro, em 2000, que acabou com a morte de Sandro, o bandido, e de uma refém. No documentário, um sociólogo explica a acção de Sandro: ele lutava “contra a invisibilidade”… A sociedade não liga aos bandidos e estes estrebucham para dar nas vistas, topam? Na verdade, a razão de Sandro é bem mais prosaica: ele quer roubar. Uma boa polícia (como a portuguesa, anteontem) trata os bandidos como deve ser: como cidadãos de segunda. Sendo cidadãos, respeita-os: fala com eles durante horas (apesar de estarem a cometer um crime). Mas, porque são de segunda, respeita mais os de primeira, que são inocentes: se a vida destes periga, a polícia deve fazer tudo (até matar os de segunda) para os defender. Estas coisas são sempre dramas. Quanto aos sociólogos desculpadores (eles são um tipo), carregam uma culpa: eles fazem mal a todos, sobretudo aos bandidos.

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09/08/2008 Posted by | Política: artigos de opinião | , , | Deixe um comentário