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Outra vez o choque tecnológico…: Equipamento avariado impede comunicações na GNR

Meios informáticos
para acesso a dados pessoais, de viaturas e até armas estão obsoletos e sem capacidade de funcionamento desde Abril

A maior parte do efectivo da GNR não consegue confirmar, na hora, o cadastro de um suspeito, a proveniência de um determinado automóvel ou a autenticidade de uma arma. A situação arrasta-se, para grande parte dos postos territoriais e para muitos efectivos da Brigada de Trânsito (BT), desde Abril deste ano. O equipamento utilizado está obsoleto. O comando aguarda a sua substituição.
Numa altura em que o Governo anunciou a criação de chips identificativos para os automóveis, alguns militares da GNR denunciam o estado degradado do equipamento que lhes está atribuído e alertam para o facto de, em algumas ocasiões, poderem estar em presença de pessoas perigosas e procuradas pela justiça sem terem qualquer hipótese de, no imediato, saberem quem elas são. O mesmo se passa em relação a carros eventualmente roubados ou até em relação à posse de armas que, mesmo sendo de calibre permitido, podem constar para apreender por se ter feito prova de que foram utilizadas na prática de crimes.
O PÚBLICO foi alertado para esta situação por elementos da BT e obteve a confirmação do deficiente funcionamento, em muitas zonas do país, do sistema S-400 depois de contactar alguns oficiais dos comandos de algumas brigadas territoriais da GNR.
Apesar de as chefias se refugiarem no anonimato, as reclamações do efectivo já chegaram às estruturas associativas da própria GNR. O presidente da Associação dos Profissionais da Guarda, José Manageiro, confirma que, nos últimos meses, diversos associados aludiram à avaria no sistema (o mesmo que a PSP também tem utilizado ao longo de mais de 12 anos).
“É uma situação que preocupa. Os militares que estão na estrada ficam mais expostos face à presença de eventuais criminosos, para além de muito trabalho [policial] poder deixar de ser feito por não existirem, no momento, condições para saber quem ou o que está à frente dos olhos”, adiantou o dirigente da maior associação da GNR.
A avaria do sistema em causa, que permite colher dados a partir de um posto ou de uma viatura em qualquer estrada do país, está ainda a dificultar a passagem de informação ao nível nacional. “Se, por exemplo, for roubado um carro na serra da Estrela, não existe capacidade para avisar toda a rede nacional de polícia de imediato, dando a conhecer as características do carro ou outras”, explicou um efectivo da BT.
A situação, dizem ainda os militares, torna-se mais grave quando se estima que cerca de 75 por cento do território nacional é policiado por pessoal da GNR. Do Comando Geral da GNR, em Lisboa, não foi possível obter qualquer comentário a este caso.

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21/07/2008 - Posted by | Política: notícias |

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