Do Público: Petição responsabiliza pais por insucesso dos filhos
A petição está desde segunda-feira na Internet (http://www.peticao.com.pt/responsabilizacao). A ideia é incitar a Assembleia da República a legislar no sentido de se “criar mecanismos administrativos e judiciais, desburocratizados, efectivos e atempados, de responsabilização dos pais e encarregados de educação em casos de indisciplina escolar, absentismo e abandono”.
“É um daqueles casos em que o philosophare vem do vivere”, diz Luís Braga, professor de História, com pós-graduação em Administração Pública e Administração Escolar, presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Darque, freguesia- problema de Viana do Castelo, vogal da direcção nacional da Amnistia Internacional.Inspirou-se na sua “experiência e consciência prática”. E na avó, uma dura professora primária no interior do Portugal dos anos 40/50, que mandava “a GNR a casa dos pais que proibiam rapazes e raparigas de ir à escola”. Era já idosa quando Luís assistiu a “algumas cenas comoventes”: havia pessoas que choravam ao reencontrá–la e que “lhe agradeciam a coragem de mostrar intransigência na defesa da escola”.
A inspiração última: uma notícia oriunda da Califórnia. A semana passada, uma mulher chamada Carla Wig-
ginton, de 52 anos, foi condenada a uma pena de prisão por “contribuir para a delinquência dos dois filhos menores, ao deixá-los faltar às aulas”. Os rapazes faltaram mais de cem dias às aulas durante o ano lectivo 2007-
-2008. A mãe foi sentenciada a 90 dias de prisão – 60 dos quais serão suspensos se os miúdos se tornarem assíduos – e a aulas de educação parental. “É capaz de ser duro de mais, mas a verdade é que não cuidar de enviar um filho à escola é roubar-lhe o futuro”, comenta Luís Braga. A petição não defende pena de prisão. Defende mecanismos que se traduzam em “medidas sancionatórias às famílias negligentes”, como multas.
Fonte: Público de 26.02.2009
Ó Querida nós sabemos que a RTP é a lavandaria do governo…: Ministra da Saúde – Ana Jorge disposta a esclarecer incidente com jornalista da RTP
A ministra da Saúde, Ana Jorge, afirmou hoje que está disposta a ir ao Parlamento esclarecer o episódio de uma alegada repreensão feita a um jornalista da RTP depois deste questionar a sua colega da Educação
«Ainda não fui contactada, mas se for solicitado ou considerado necessário comparecerei no Parlamento», assegurou Ana Jorge, depois de o PSD ter exigido esclarecimentos sobre o incidente.
O Correio da Manhã noticiou quinta-feira que na apresentação do plano de combate à SIDA nas escolas, no Centro Nacional de Cultura, em que estavam presentes as duas ministras, um jornalista da RTP tentou questionar a ministra da Educação sobre os protestos dos professores.
Segundo o diário, Ana Jorge reagiu à pergunta, dirigindo-se ao jornalista: «O quê? O senhor não sabe o que está combinado? Que hoje só pode fazer perguntas sobre esta cerimónia e sobre o plano de combate à SIDA nas escolas? Ainda por cima é a RTP, a televisão pública, a fazer uma coisa destas. E, depois, logo à noite, não sai a reportagem».
A ministra falava aos jornalistas durante a inauguração do Centro de Saúde de Castanheira do Ribatejo, Vila Franca de Xira.
O novo equipamento, que representou um investimento de 2,6 milhões de euros e vai servir cerca de 8.700 utentes, assegurará consultas médicas, saúde materno-infantil, vacinação e tratamentos.
Ana Jorge anunciou ainda que o Hospital de Vila Franca de Xira está numa fase de discussão e que muito em breve será escolhido um concorrente para adjudicar a obra e gerir o equipamento.
Lusa/SOL
Palavras para quê?: PS trabalha votações ao milímetro, PSD nem por isso
A maioria socialista não brinca em serviço: trabalha o guião das votações com 48 horas de antecedência, faz uma proposta de sentido de voto que envia por e-mail a todos os deputados e que entrega também em papel nas reuniões semanais da quinta-feira. Sempre que há votações são ainda enviadas mensagens de telemóvel aos 121 deputados da bancada.
Um trabalho ao milímetro que é reforçado quando as votações exigem maiorias qualificadas ou quando há possibilidade de alguns votarem ao arrepio da disciplina de voto. Foi o que aconteceu várias vezes nos últimos tempos, por exemplo no Código do Trabalho e, na semana passada, nos projectos de resolução da oposição que pretendiam suspender o modelo de avaliação de professores.Nesses casos, chega a haver contactos pessoais com os “dissidentes” para os tentar demover dessa intenção. A disciplina de voto é a regra na bancada, nunca quebrada nesta legislatura. As excepções são pontuais: existiu uma, autorizada em reunião da bancada, para a votação do projecto do BE para o casamento homossexual. E existe alguma complacência em relação a Manuel Alegre, que comunica sempre ao líder Alberto Martins as suas posições com antecedência.
Por seu lado, as duas deputadas do Movimento Humanismo e Democracia eleitas nas listas do PS estão sempre autorizadas a votar livremente, excepto nos casos de governabilidade: moções de censura e confiança e Orçamento do Estado. Toda esta disciplina tem permitido ao PS manter a situação sob controlo e não causar surpresas desagradáveis… até sexta-
-feira passada, em que a maioria podia ter ficado, pela primeira vez, em minoria. Dessa vez, foram as ausências do PSD que vieram ‘”salvar” o PS.
Já no PSD, a situação é bem mais volátil nesta legislatura. O facto de estarem na oposição e de contarem, do outro lado, com uma maioria quase sempre coesa, tem desguarnecido as hostes sociais-democratas, por regra as mais faltosas. O guião das votações é feito normalmente na quinta-feira pela direcção e coordenadores, podendo ser discutido nas reuniões quinzenais do grupo. Mas só no dia das votações é distribuído aos deputados, em papel.
Curiosamente, o PSD tem menos disciplina de voto que o PS: só nesta sessão legislativa, com Paulo Rangel, já foi dada liberdade duas vezes, na votação das leis do divórcio e do casamento gay. E por regra os deputados divergentes avisam a direcção da bancada com antecedência. O drama, nesta legislatura, têm sido apenas as faltas.
Educação: “Melhorias estatísticas não vão ajudar o país”
Professores alertam que sistema que privilegia notas não é garante de melhor aprendizagem
00h01m
Alexandra Inácio
“Qual o perfil de cidadão que desejamos para Portugal?”. A resposta a esta questão devia edificar o sistema educativo, defende um sociólogo ao JN. Os docentes não falam em facilitismo, mas estão preocupados.
São hoje afixadas nas escolas as notas dos exames de 12º ano. Na sexta-feira, o Ministério da Educação revelou as médias das classificações: houve uma melhoria generalizada, principalmente a Matemática. Esses resultados são fruto do investimento no processo de aprendizagem ou de um sistema facilitista? O JN fez esta pergunta a presidentes de associações de professores e docentes universitários.
O Ministério da Educação vai acabar por dizer que foi mais um caso pontual e que o Procurador da República é um espalha brasas!
28 Junho 2008 – 00h30
Porto: Professora espancada na EB 2/3 de Paranhos
Vários casos de agressão na escola
Pelo menos dez participações de agressões ou tentativas de agressões foram apresentadas nas esquadras da PSP, durante o ano lectivo que agora terminou, relativamente a situações registadas na Escola EB 2/3 de Paranhos, no Porto. O último caso aconteceu no último dia 13: uma professora diz ter sido espancada pela mãe e pela irmã de um aluno. Só desde Janeiro, foram apresentadas seis participações ocorridas no recinto escolar.
Ao que o CM apurou junto de fontes policiais, na maioria dos casos está envolvido um grupos de três a quatro alunos, que também são problemáticos no exterior da escola. Algumas das participações dizem respeito à tentativa de agressão a professores, sendo que todas elas foram reencaminhadas para o Tribunal de Família e Menores do Porto.
Ao que o CM conseguiu saber, em Fevereiro último um aluno com necessidades educativas especiais terá sido espancado por um grupo de alunos durante a manhã de aulas. O caso foi participado ao Conselho Executivo da escola, mas nada terá sido feito. Nessa tarde, o aluno voltou a ser vítima de outro estudante, tendo sido novamente agredido. Também há três anos, um funcionário da segurança foi espancado por familiares de um aluno, dentro da escola. O caso está em tribunal e começa a ser julgado em Setembro.
O ambiente de medo que se vive na escola não será recente, mas foi posto a nu por Maria Eduarda Almeida, professora há cinco anos na EB 2/3 de Paranhos. A docente, com 20 anos de carreira, diz ter sido espancada pela mãe e pela irmã de um aluno do 5º ano, de quem nem sequer é professora. O estudante de 12 anos terá insultado a professora. As contas foram acertadas pela mãe e pela irmã do aluno que, para além, dos insultos, espancaram a docente. “Quando percebi que ia apanhar, já nem passei o portão. Encostei-me à parede, no pátio de entrada da escola, e agrediram-me a soco e pontapé. Só pude proteger a cabeça porque elas são mais pequenas do que eu”, disse a docente. “A coça monumental só parou quando eu caí. Elas foram-se embora como se nada tivesse acontecido”, sublinhou.
A professora recebeu tratamento hospitalar e fez exames médicos no Instituto de Medicina Legal do Porto. A participação foi feita na PSP e todo o dossiê foi já enviado ao Ministério da Educação e ao procurador-geral da República, entre outras entidades.
A docente recusa a hipótese de voltar a dar aulas na EB 2/3 de Paranhos e está disposta a levar o caso até às últimas consequências.
O Conselho Executivo da escola não se mostrou disponível, ontem, para prestar declarações. Apesar das tentativas, não foi possível contactar a Direcção Regional da Educação do Norte.
PORMENORES
GRUPO PROBLEMÁTICO
A esmagadora maioria das participações feitas na PSP têm em comum os agressores – um grupo de três a quatro alunos bem conhecido das autoridades e que também é problemático fora do recinto da escola.
CASOS CALADOS
A docente agredida garante que existem mais casos de agressão do que aqueles que foram participados às autoridades, nomeadamente com professores. Espera que agora sejam divulgados.
Ministra da Educação admite rever Lei das Finanças Locais
27.06.2008 A ministra da Educação admitiu ontem, em Santarém, a revisão da Lei das Finanças Locais caso a assunção de novas responsabilidades pelas autarquias, em matéria de pessoal não docente, a isso obrigue.
Maria de Lurdes Rodrigues participou ontem em Santarém na reunião da Rede Nacional de Cidades Educadoras, que centrou o debate na transferência de competências na área da Educação para as autarquias.
Antes da chegada da ministra, o vice-presidente da Associação Nacional de Municípios com o pelouro da Educação, António José Ganhão, frisou a necessidade de revisão da Lei de Finanças Locais, sob o risco de os municípios entrarem em incumprimento da lei pelos limites à despesa com o pessoal que esta impõe. Segundo Ganhão, a entrada de 36 mil funcionários (cinco mil dos quais considerados excedentários pelo ministério) na órbita das autarquias vai representar um crescimento de 34 por cento nas despesas com pessoal.
O diploma sobre o alargamento da transferência de competências para as autarquias foi aprovado na generalidade em Conselho de Ministros a 21 de Fevereiro e prevê que as autarquias passem a assumir, a partir do próximo ano lectivo, a responsabilidade pela gestão do pessoal não docente até ao 9.º ano, a gestão do parque escolar e a acção social escolar nos 2.º e 3.º ciclos, assim como o transporte escolar do 3.º ciclo, entre outras matérias. Lusa
“Maria de Lurdes Rodrigues” diz que é falso e que foi uma única beata!
Escola Segura:
apreendidas 20 mil doses de droga
PSP diz que quantidade de substâncias ilícitas apreendida é um «facto circunstancial»
Entre 26 de Maio e 20 de Junho, a PSP apreendeu 14.450 doses de haxixe, 5.976 doses de heroína e 710 doses de cocaína, num total de 21.136 doses de droga. Os números foram divulgados no site da Polícia de Segurança Pública (PSP), esta quinta-feira. No ano passado, em todo o ano lectivo, os agentes apenas apanharam cerca de 1.200 doses.
Em declarações à agência Lusa, fonte da PSP explicou que a diferença de valores é um «facto circunstancial», eventualmente houve mais droga apreendida num determinado local.
A mesma fonte explicou ainda, que «mais de 90 por cento das ocorrências registadas nesta operação não envolvem elementos da actividade escolar» e recordou que algumas das escolas vigiadas se inserem em «áreas problemáticas».
Mas há outros números de relevo. Foram detidas 504 pessoas: 134 por mandado de detenção; 149 por falta de carta de condução e 120 por condução sob o efeito de álcool. Entre outros crimes.
Quanto à fiscalização rodoviária perto de áreas escolares foram detectadas 6481 infracções, das quais se salientam: 609 por uso de telemóvel durante a condução; 363 por condução sem utilização de cinto de segurança; 313 por falta de inspecção; 115 por falta de seguro e 73 por não utilização do dispositivo de retenção de criança.
Quanto aos estabelecimentos foram detectadas as seguintes infracções: 26 por funcionamento fora do horário autorizado; 6 por falta de livro de reclamações; 2 por frequência de menores sozinhos em salas de jogos; 1 por venda de tabaco a menores de 16 anos e 1 por venda de bebidas alcoólicas a menores.
