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JN – João Marcelino (director): A OBRIGAÇÃO DA POLÍCIA

1. Dois homens entram nas instalações de um banco. Puxam de armas e colocam-se à margem da lei. Decidem ser criminosos, potencialmente de grau mais elevado – e para o comprovar encostam os canos das armas à cabeça de reféns. Perante um quadro destes, uma polícia profissional de um país democrático tem obrigatoriamente de actuar. Os elementos do GOE (Grupo de Operações Especiais) fizeram-no. Acredito que em todos os momentos pesaram a segurança dos dois cidadãos ameaçados pelos criminosos. Dispararam pela certa, porque numa situação daquelas não há filmes que nos valham. Não é possível brincar na defesa da segurança pública nem arriscar a vida de inocentes. Eles, os soldados, estavam lá para cumprir o contrato com a sociedade. Vão agora carregar esse fardo para o resto das respectivas vidas. Mas depois de quase nove horas de sequestro já não era possível tomar aqueles assaltantes por pessoas desequilibradas, apenas levianas e momentaneamente revoltadas. Não! Eram criminosos que estavam a ameaçar de forma real a vida de outros e a invadir propriedade privada. Não é indispensável, num caso assim, ter família e prezar um Estado democrático para fugir ao politicamente correcto de um discurso pseudopacifista. A polícia, pese o choradinho hipócrita e pusilânime, cumpriu a sua obrigação dolorosa. Presto daqui a minha homenagem àqueles soldados, e também aos seus superiores que tiveram de ordenar a difícil decisão. Solidarizo-me com a dor deles, que presumo solitária e silenciosa. Estas coisas na vida não se partilham. A demagogia, essa, sim.

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09/08/2008 - Publicado por livresco | Política: artigos de opinião | , , | No Comments Yet

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